CARTAS
Cartel de Londrina
Em recente viagem que fiz, pude constatar o quanto abusivos estão os preços dos combustíveis em Londrina. Sem fazer pesquisas, apenas aproveitando os melhores preços pelo caminho, pude abastecer de gasolina a R$ 1,98 em Ponta Grossa, R$ 2,18 em Garuva, R$ 2,23 em São Francisco do Sul (praia) e a R$ 1,97 em Curitiba. Outro detalhe é que há uma grande variação nos valores entre os postos, ao contrário daqui, que chega a um máximo de R$ 0,03.
Verificando os preços na nossa região, encontramos para a gasolina e para o álcool, respectivamente: R$ 2,26 e R$ 1,33 em Londrina, R$ 2,15 e R$ 1,26 em Cambé, R$ 2,15 e R$ 1,33 em Rolândia, R$ 2,09 e R$ 1,19 em Sertanópolis e R$ 2,15 e R$ 1,19 em Mandaguari. Portanto, é balela a justificativa dada pelas entidades representativas dos postos de que o problema é causado pelas distribuidoras.
A solução pela justiça novamente nos decepcionou. Além da morosidade nas investigações, a recente decisão de afastar a juíza responsável e anular o processo foi absolutamente estranha.
Assim, o caminho prático contra quem não está preparado para dirigir seus negócios dentro do capitalismo, e a favor dos nossos bolsos, é o do boicote. Quem viaja frequentemente, abasteça fora de Londrina. Quem não viaja, faça um passeio com a família nos fins de semana pelas cidades vizinhas. Que cada um divulgue essa idéia, e então formaremos uma corrente que se espalhará rapidamente. Em pouco tempo os postos de Londrina ficarão às moscas e, então, o cartel finalmente cederá.
WILSON CARLOS UBIALI (engenheiro civil) - Londrina
Governabilidade
A primeira preocupação de um governante assim que toma posse, seja prefeito, governador ou presidente da República, é a questão da maioria no Legislativo, sem a qual não conseguirá colocar em prática seus projetos de governo e os compromissos assumidos em campanha. O problema é que essa tal maioria, muitas vezes é conquistada através do fisiologismo e outras práticas obscuras e quase sempre condenável do ponto de vista ético.
A pluralidade partidária é fundamental em uma democracia, pois o papel do Legislativo não é apenas aprovar projetos do Executivo, muitos dos quais, não têm nada a ver com o interesse da comunidade, como foi o caso da reeleição, mas, principalmente, fiscalizar e coibir o possível abuso que esse venha cometer, como, por exemplo, negligência e malversação do dinheiro público entre outros.
Exemplo disso ocorreu na prefeitura de São Paulo na administração que antecedeu a atual prefeita Marta Suplicy em que o prefeito foi indiciado várias vezes pela Justiça por improbidade administrativa, mas como a maioria dos vereadores o apoiava, acabou se safando da cassação. Caso parecido aconteceu também no governo do Espírito Santo na gestão passada, quando o governador foi acusado de conivência com o crime organizado, mesmo assim cumpriu seu mandato até o final, graças ao respaldo que tinha na Assembléia Legislativa.
O importante para o sucesso de um governo não é simplesmente contar com maioria no parlamento, mas também contar com o apoio da população nos projetos de interesse nacional. A participação popular é indispensável em um regime democrático. O impeachment do Collor é um bom exemplo de que quando a população pressiona as coisas acontecem.
SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM (relações públicas), Londrina
Idéia feliz
Gostaria de parabenizar o repórter Luciano Augusto pela reportagem de sábado (25 de janeiro) da Folha Cidade: ''Mulher morre antes de ler a carta do filho''. Dispor a carta na íntegra, respeitando a linguagem simples do filho, dá ao leitor a dimensão da triste realidade enfrentada por esta família. Pena que o texto foi pequeno. Acredito que a idéia poderia ter sido muito mais desenvolvida, retratando a vida de outras famílias e de outras pessoas que passam pelo mesmo problema. Mas valeu pela idéia.
MARCELE AIRES FRANCESCHINI - Rolândia
Correção
- Diferentemente do publicado no Informe Folha e na matéria ''IML será reformulado, diz diretor-chefe'', do dia 25 de janeiro, o nome do novo diretor do Instituto Médico Legal (IML) do Paraná é Carlos Braga Filho, e não Carlos Braga Júnior.





