Feudalização

Como a história é cíclica, estamos voltando à época dos feudos, onde as pessoas procuravam principalmente a segurança oferecida pelo senhor feudal. O que presenciamos frente à violência é a busca de garantias e confortos, que são representados pelos condomínios fechados e shopping centers.
A exclusão social gerada pelo capitalismo explorador e selecionador reflete em um acentuado aumento da marginalização. Essa classe enxerga na agressão, no ataque, a forma de ''cobrar'' o que de maneira indireta lhe foram retirados. Assim o próprio capitalista ''cria'' o sistema de que é vítima.
O processo se resume dessa maneira: aquele que tem condições transfere sua moradia para um condomínio cercado de muros e vigias. O comerciante que cansado de ter seu estabelecimento roubado e destruído encontra nos shopping centers a tranquilidade para poder trabalhar. E os menos favorecidos encontram nas favelas e ''morros'' a garantia oferecida pelos traficantes.
Dessa forma o que teremos no futuro serão vários feudos com normas de condutas próprias e comodidade assegurada pela ''segurança''. E o que não se pode esquecer é que o indivíduo que ficou com a opção favela, assentamento, morro, irá voltar para ''cobrar'' do capitalista através da violência tal situação de desconforto e marginalização social que acreditam terem sido ocasionadas pela exploração.

HUGO GRODISKI (estudante), Londrina


Alta dos juros

Votei no candidato do governo FHC, José Serra, pois sempre acreditei que problemas complexos não são resolvidos somente com força de vontade. Lula, por outro lado, insistia em afirmar que o que faltava ao nosso País era vontade política, enfatizando que o modelo econômico em vigor só privilegiava os mais ricos.
Com 23 dias de governo, entra agora para o rol do ''esqueçam o que eu escrevi'', a mais nova medida adotada pela equipe Lula: aumento da taxa de juros para conter a inflação.
Não quero crer, mas acho que alguém foi enganado. E eu me dei bem!

HUGO PEDRA DE ALMEIDA (administrador de empresas), Londrina


CMTU responde

Com relação à carta ao sr. David Dequêch Neto, presidente da Acil, publicada neste jornal, percebemos que permanece o equívoco por parte daquela instituição. Ao solicitarmos colaboração de comerciantes e da instituição com relação à presença de vendedores nas proximidades das lojas, não nos referimos a que façam uma contagem diária para a CMTU e sim denunciem instantaneamente, pode ser via telefone (3334-2393) para nossa fiscalização, caso alguém estenda o pano no chão, monte uma banca ou qualquer atitude semelhante.
Aliás o dicionário refere-se ao ambulante como ''que anda, que não tem local fixo, errante diz-se de vendedor que não tem ponto fixo''. A partir do momento em que o ambulante tome esta atitude, ele deixa de ser ambulante para ser camelô e isto é que nós precisamos evitar a todo custo. Não podemos aceitar que o sr. David mencione a expressão ''deficiências da administração'', quando terminamos de inaugurar o ''Novo Camelódromo'', resolvendo um problema crônico da cidade, que durava mais de dez anos, limpando ruas e calçadas, resgatando a cidadania daqueles que ficavam discriminados sob o sol e a chuva, oferecendo oportunidade como ''novos comerciantes''.
Com relação à fiscalização aos ambulantes esta companhia está realizando concurso público e já anunciou a contratação de novos fiscais. Esperamos parceria com a Acil, mas não uma ''parceria faz de conta'' de correspondências. Esperamos inclusive a concretização da parceria para treinamento dos ''novos comerciantes''.

WILSON SELLA, presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina


Correção

Os nomes corretos dos idealizadores do Troco Seguro, divulgado em reportagem publicada pela Folha no dia 18 de janeiro, são Carlos Alberto Martin, Clormes Mattiello Jr e Osvaldo Vieira dos Reis. O Troco Seguro consiste em substituir o troco em dinheiro, com valores entre R$ 0,05 a R$ 1,00, por um seguro contra morte acidental, válido por 30 dias, e o direito de concorrer a um prêmio em dinheiro sorteado pela Loteria Federal. A garantia do Seguro e do Sorteio são do Grupo Santos. Parte da arrecadação será revertida para entidades beneficentes.

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