CARTAS
Seguro-apagão
Em atenção ao leitor Osvaldo Fidélis de Castro, de Cruzeiro do Oeste (Cartas, edição de 18 de janeiro), a Copel tem a informar que a cobrança do chamado ''seguro-apagão'', oficialmente denominado ''Encargos de Capacidade Emergencial'', é de âmbito nacional e foi instituída pela Resolução 71/2002 da ANEEL, regulamentando o disposto na Medida Provisória 14/2001 assinada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para vigorar até 30 de junho de 2006. O dinheiro arrecadado é repassado à Companhia Brasileira de Eletricidade Emergencial (empresa criada durante o racionamento, em agosto de 2001, e que está vinculada ao Ministério de Minas e Energia) para custear o aluguel dos geradores de emergência colocados à disposição do Operador Nacional do Sistema (ONS). Muito embora tramitem no Judiciário diversas ações questionando a legitimidade e a legalidade da cobrança (nenhuma delas com sentença definitiva até o momento), ela continua em vigor. Por se tratar de medida instituída por legislação federal, a Copel não tem poderes para extinguir ou mesmo deixar de cobrar tal encargo.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA COPEL, Curitiba.
Pleonasmo
Minha cara professora Balbina: inicialmente, devo dizer que saiu uma resposta à minha missiva, na qual faz-se questão de citar a minha identificação professor e jornalista como se eu não os fosse. Sou jornalista com o registro 199/1/99 MT. Quanto ao curso superior tenho como prová-lo. Sou também um ferrenho inimigo do pleonasmo vicioso. E sei: para que o mesmo tenha seu efeito como figura de linguagem, é necessário que haja necessidade do emprego de palavra ou expressão redundante para tornar a frase mais vigorosa e enfática. Será que os vestibulandos não perceberiam que recordação é recordação? Reinaldo Mathias Ferreira diz que pleonasmo vicioso é a ''repetição desnecessária de idéias'', e acrescenta que é pleonasmo vicioso e é vício de linguagem. Luís Agostinho Cadore diz que ''pleonasmo vicioso é a repetição de palavras e expressões sem que haja necessidade nem intenção expressiva''. A. de André diz que pleonasmo vicioso ''é a repetição de palavras ou expressões inteiramente inúteis por nada acrescentarem ao que já foi dito''. Entre os exemplos: ver com os olhos. O(s) replicador(es) cita(m) ''Isso eu vi com meus próprios olhos [...]'' . Quem está certo, quem está errado? Ernani Terra diz que é ''a repetição desnecessária de um conceito'' e complementa: ''o pleonasmo tanto pode ser um vício como uma figura de linguagem; isto dependerá, sobretudo, da eficácia e originalidade da mensagem''. Exemplos coletados no dia-a-dia pelo missivista: civilização humana, eu nasci há dez mil anos atrás, todos foram unânimes, criar novas idéias e outros. Em todos esses casos, como na assertiva citada, não vejo, continuo afirmando, vigor ou ênfase, intenção expressiva, utilidade ou acréscimo ao que já foi dito, reforço à mensagem ou simples repetição necessária. Com referência ao pleonasmo como figura de linguagem, não somente sou admirador de seu devido emprego, como já os utilizei em meus contos e até em minhas colunas de jornal. Vou citar de outros autores: ''A chuva chove'' (título de um soneto de Cecília Meireles) e ela principia: ''A chuva chove mansamente [...]''; ''E rir meu riso e derramar meu pranto [...]''(Vinícius de Moraes). À guisa de informação: ao pleonasmo vicioso, pode-se também chamar-lhe perissologia. Ao final do artigo-resposta, é aconselhado à professora Balbina dar um conselho (taí!) ao missivista: o de que ele jamais afirme um conceito puramente gramatical da língua portuguesa e que não se esqueça de seu admirável lado estilístico e, ainda mais, que ele deveria reciclar-se. Prefiro ser retrógrado, ultrapassado, reacionário, turrão e, até mesmo, démodé, do que alternar a língua a meu bel-prazer e torná-la apropriada ao dizer daqueles que a julgam a mais difícil do mundo, a que tem mais exceções do que regras, aquela de que cada professor fala uma coisa. Fico com a gramática normativa! A respostas fica com os leitores e com os alunos de todas as séries e cursos. E dou por encerrada a pendenga.
ALEX SOARES DE ALMEIDA, Londrina.
Greve na CCL
A situação entre agente penitenciário e agente de disciplina tem sido tratada com crescente indiferença em relação às condições de trabalho e a renumeração dos funcionários entre a Penitenciária Estadual de Londrina e a Casa de Custódia de Londrina, mesmo considerando que os funcionários da PEL são concursados e os da CCL terceirizados, existe um sentimento de indignação e questionamento. As mesmas tarefas são executadas, os mesmos riscos submetidos e recebem para isso, os terceirizados, menos da metada do salário, não têm estabilidade alguma de emprego, trabalham com grupo reduzido de funcionários. Esse é o resultado da terceirização no Paraná visando unicamente o lucro de um pequeno grupo : o sucateamento na área da Justiça e Segurança Pública, que deveriam ser priorizadas. Hoje dou pleno apoio aos funcionários da CCL, na greve por melhores salários e melhores condições de trabalho. Esses trabalhadores estão procurando seus direitos. Esses trabalhadores brigam pelo emprego, salário decente, pelo direito de ser trabalhador, ser respeitado, ser cidadão.
ROSÂNGELA FERREIRA, Londrina





