Pedágios

Mês de férias, viagens programadas, e o aborrecimento com os pedágios se repete. Longos trechos com asfalto irregular, sinalização insuficiente, acostamento precário, e a perigosa disputa por espaço com caminhões e ônibus em pistas simples.
É irritante que se gaste mais de 40 reais, na viagem de ida e volta entre Londrina e Curitiba, em rodovias que oferecem esse tipo de serviço.
Resolvi reclamar por escrito, numa das várias praças de pedágio, e recebi como resposta que ''melhorias estão programadas''.
Ora, o valor que pago é pelo serviço que estou utilizando, e não para o que irei utilizar. As concessionárias deveriam fornecer melhores condições de conforto e segurança para somente depois cobrar pelo serviço, e as agências fiscalizadoras não deveriam permitir o que ocorre atualmente.
Corrigir essa imoralidade é obrigação da Administração que se inicia, livrando o povo deste Estado, ao menos em parte, do desastroso legado do Governo Lerner. É esperar para ver.
MARCELO RUBENS MACHADO, Londrina.


FMI

Noticiado nos meios financeiros mundiais como um grande avanço para reduzir as dificuldades e o sofrimento do povo argentino, onde sua população já conta hoje com mais de 52% vivendo abaixo da linha de miséria, o FMI agora se orgulha da liberação de um empréstimo-ponte de US$ 1 bilhão para os hermanos da Argentina. O que poucos dizem e que não citam nas reportagens é que desse valor US$ 680 milhões são para pagar Organismos Multi-Laterais (agiotas internacionais), os outros US$ 320 milhões são para quitar dívidas que vencem até o final de janeiro. Quanto a nós, brasileiros, não podemos nos vangloriar ainda da nossa economia, pois em 2002 pagamos juros de US$ 25 bilhões da 'dívida eterna' para os Organismos Multi-Laterais (os mesmos credores da Argentina). Que bom seria se, parte desse valor, pudéssemos fazer chegar à população pobre e carente deste País, que tem um legado do Governo FHC, de 52 milhões de brasileiros que vivem na miséria, sem educação, saúde e habitação.
JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba


O ser humano é igual bicho

Não sei, mas acho que quem falou isso é uma pessoa urbana, porque a correlação não é procedente. Quem observa o mundo animal, observa paz, harmonia, equilíbrio e respeito. Toda subtração de vida nesse meio é motivada basicamente pela subsistência.
Se eu criar meu filho passando essa filosofia, daqui a uns 20 anos eu vou morar em uma casinha no fundo de seu quintal e ele todo dia vai molhar um pouco de ração e colocar para eu comer. Que direi eu?
Que tal substituir? O ser humano é igual a uma flor ou um diamante, depois eu vou dando os diminutivos como uma comidinha nessa pétala ou uma pequena mancha neste quilate..., para demonstrar, é claro, que não somos perfeitos. Se o Criador nos fez a sua própria semelhança, será que eu não estou chamando o ''patrão'' de bicho?
Quando observo essa juventude, me ocorre um descrédito total. Será que ''isso'' com essas roupas, piercing , tatuagem, cabelão vai virar alguma coisa? Um amigo, muito otimista, pede para observarmos muito bem suas fisionomias, para amanhã, observá-los no comércio, em seus escritórios, consultórios, na política.
Eu quero crer que o mais seguro, lógico, sensato, cauteloso é eu deixar esta minha visão ''barroca'' de ser e acreditar que o ser humano não é bicho. E que devemos acreditar na juventude, senão, como ou por que vou criar meu futuro neto?

Francisco de Assis Rocha, Maringá

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