CARTAS
Polícia
Não querendo polemizar sobre os limites da atuação da polícia no seu exercício diário de proteger a sociedade e considerando eventuais abusos que membros desta possam praticar (sabendo que diferentes tipos de abuso ocorrem em todas as profissões e instituições), gostaria de saber como deve agir um policial em uma situação como a relatada na edição de 16/01 da Folha: ele presencia um assalto, dá voz de prisao, é recebido à bala e atira em seguida, defendendo-se. Um dos assaltantes acaba morrendo e o policial se torna o vilão, o monstro da história? O que ele deveria ter feito? Ter dito ''não faça isso, meu filho! Chegue aqui para eu te prender. Você pode atirar, mas eu não!?'' O sujeito ganha mal, vive mal, arrisca a vida diariamente cumprindo sua função e agora é exposto à sociedade escandalizada. Afinal ''um policial matou um rapaz de 21 anos''! É muita hipocrisia.
ANDRÉA SANCHES FINCK, Karlsruhe, Alemanha.
Mudanças
O Brasil mudou de comando e as antigas idéias foram assimiladas pelo atual governo. O que era uma taxa vergonhosa de juros no passado, hoje é uma taxa dentro da realidade; o salário vergonhoso virou um salário possível; o mostro capitalista virou o Big Brother do Brasil. E tudo continua o mesmo, a única mudança foram os nomes. Se uma pessoa, que acompanha a vida política e econômica do País, ficasse em coma durante um ano e voltasse à realidade hoje, após analisar tudo, perguntaria: ''O Fernando Henrique deixou a barba crescer''? O salário dos deputados estaduais passou de R$8 mil para R$12 mil e muitos deles dizem não concordar. Será que esses que não concordam irão repassar os R$ 4 mil para o programa de combate à fome? E foi criado o disque-forma, para que o brasileiro, que sempre ajudou, ajude ainda mais. Se fosse para resolver o problema da fome através do telefone não seria mais fácil votar na Ana Paula Arósio? Se a corrida dos salários e dos reajustes de preços continuar nesse ritmo, realmente vamos reduzir a fome pela metade no Brasil: metade da população vai comer metadoe que conseguia comer até hoje.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES, Porecatu.
Fazenda Rio Grande
Devido aos constantes constrangimentos que os moradores de Fazenda Rio Grande passam, quando precisam anunciar o nome da cidade onde residem, é que vários grupos do município, ONGs, associações, entidades, empresérios, etc.. estão propondo um plebiscito popular para batizar o nome da localidade como ''Chico Mendes'', seringueiro assassinado no Acre. Isso seria uma forma de homenageá-lo, uma vez que o bosque que leva seu nome em Curitiba está abandonado e sem cuidados especiais.
CÉLIO BORBA, Fazenda Rio Grande.
Fome
Querer acabar com a fome no Brasi, sem a participação da sociedade, é tarefa quase impossível, mesmo com toda a boa vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe. A aritmética é muito mais fácil, sobretudo neste momento político importante para o País, em que toda a sociedade está aberta e quer ajudar o novo presidente em tão sublime missão: acabar com a fome ou, no mínimo, reduzí-la a níveis suportáveis. Tenho uma sugestão, que já foi apresentada ao prefeito de Assis Chateaubriand, para diminuir ou reduzir a fome naquela cidade. A sugestão precisa ter e com certeza terá o apoio da sociedade já que importará também, ao ser implantada, em aumento de empregos e aumento de arrecadação de impostos, o que ajudaria ainda mais o País. A minha proposta é: cada cidadão com emprego ou autônomo (profissional liberal e outras atividades) adotaria uma família desempregas, entregando a ela uma cesta básica mensal, em valor a ser estabelecido pelo governo federal, que poderia ser o limite anual para um dependente na declaração do imposto de renda da pessoa física, atualmente R$1.080,00 o que equivaleria a uma certa no valor de R$90 por mês. O governo deverá alterar o regulamento do imposto de rende, permitindo que o cidadão participe e desconte o valor em sua declaração de ajuste anual, considerando a contribuição como um dependente a mais. O programa poderia ser implanta através das prefeitura, que ficariam com a responsabilidade de cadastrar as famílias necessitadas e as interessadas em participar. Os recursos, em hípotese alguma, poderão ser repassados aos municípios, para que não haja politicagem em sua distribuição. Será o próprio cidadão quem mensalmente levará sua cota à família adotada até que a situação melhore, e seus filhos teriam que, obrigatoriamente, frequentar a escola. Caberia as prefeituras fazer o acompanhamento. Com isso, acabaríamos com a fome com urgência.
DIRCEU VIEIRA DE PAULA, Assis Chateaubriand.
Correção
Na reportagem ''Sanepar economizará R$ 22 mi em impostos'', a referência ao prejuízo líquido de R$ 1,2 milhão da empresa e o lucro líquido de R$ 23,1 milhões se referem ao terceiro trimestre de 2002 e de 2001, respectivamente, e não ao período janeiro-setembro, como publicado ontem.





