Centro Psicossocial

A respeito da matéria sobre a mudança do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e dos problemas que essa mudança está tendo, senti como obrigação minha fazer alguns comentários. Já fui vítima dessa situação de dependência da anuência de vizinho limítrofe que pode decidir o destino de sua empresa, e me lembro bem de dias e noites de angústia, incerteza, ansiedade, raiva, de momentos preciosos gastos com mesquinharias. Devo também testemunhar sobre esse hospital e sobre esse projeto da Secretaria da Saúde. Não sei nem o nome desse projeto. Mas sei, como vizinha próxima desde que ele foi implantado há vários anos na rua João XXIII, que nunca houve um só problema relacionado a essa vizinhança. Devo testemunhar também o quanto eu e as pessoas que trabalham na minha empresa crescemos interiormente ao observar tantas vezes, nesses anos todos, os grupos de pacientes tão diferentes entre si (jovens, adultos, idosos, brancos, pretos, asiáticos, mulheres, homens), passarem pela viela vizinha, pela calçada, a caminho de alguma terapia ao ar livre no Vale Verde, sempre calmos, conversando e acompanhados dos profissionais que cuidam deles. É impossível deixar de pensar que sempre poderemos ter alguém amigo, conhecido, parente próximo ou distante, vizinho, que irá um dia necessitar desse atendimento. Então, ao invés de pensar que o Hospital-Dia é um estorvo, vamos colaborar com seu sucesso, pois quanto mais ele crescer, mais pessoas poderão ser atendidas. Desejo sinceramente que minhas palavras possam servir de encorajamento aos profissionais que atuam nesse trabalho tão difícil e de resultados tão pouco visíveis aos que não prestam muita atenção a ele.
BARTIRA CAMPREGHER SCUCUGLIA, Londrina.


Bomba atômica

Comecou mal o ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, em entrevista a BBC de Londres, ao dizer que o Brasil deve dominar a bomba atômica. Pior ainda é tentar agora justificar perante a AIEA que o Brasil está enriquecendo o urânio com tecnologia de fundo de quintal importada da China, via Assunción, em troca dos três foguetes que custaram ao povo brasileiro US$ 250 milhões que foram lançados da Barreira do Inferno não em Brasilia nem nos Morros do Rio de Janeiro e sim, do Maranhão e até hoje não se sabem onde foram parar. O Enéas Maluco (não o Elias) também usou essa estratégia quando candidato nas penúltimas eleições, mas poucos sabem que nós já tivemos em nossas mãos a grande bomba atômica e foi desativada na década de 80 que foi o BNH, matava o mutuário e o inquilino sem destruir o imóvel. Perdoamos a falha porque o ministro se recupera em um hospital, de onde deve ter concedido a entrevista. Vamos deixar a bomba para quem entende. Nós, por aqui, vamos pensar no combate a fome dos 52 milhões de brasileiros.
JOSE PEDRO NAISSER, Curitiba.


Gafes na posse

Sr. Flademir, achei muito interessante a sua preocupação com as supostas ''gafes'' da posse. Quer queriam, quer não, nosso Presidente é, sim, um líder que o Brasil não tinha há muito tempo. Mas um líder do bem, de boa índole e caráter, por isto o povo o idolatra. Segundo sua visão, a festa do povo foi considerada patética. Por quê? Porque o povo está vendo uma luz no fim do túnel. Patético é apontar como gafe e chamar de ''carro alegórico'' um veículo que há anos, tradicionalmente, faz parte da posse de nossos Presidentes e não poderia deixar de ser diferente com o atual. Mais patético foi ver escrito o nome do tão charmoso e eterno Rolls Royce como ''Roys Rolls''(???). Claro que conhece a frase ''não aponte o dedo para ninguém, pois tem mais quatro voltados para si mesmo?'' Pois é.
FÁTIMA DE NÓBREGA, Rio de Janeiro.


Equação matemática

Deu na coluna de Cláudio Humberto, Folha de Londrina. O ex-presidente FHC disse na França que, se o dólar baixar para menos de R$3,00, o Brasil quebra. É bem verdade que o dólar alto estimula as exportações, mas em contra-partida eleva os preços e consequentemente a inflação, bem como a dívida pública indexada ao dólar. Gostaria de que a Folha de Londrina, através de seus comentaristas econômicos e no caderno de economia, pudesse explicar aos seus leitores essa intrincada equação matemática que mais parece aquela velha máxima: ''se ficar o bicho come e se correr o bicho pega''. ANTÔNIO PEREIRA, Londrina.

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