Rua das Açucenas


Como moradores da Rua Açucenas, a poucos metros de onde se pretende instalar o CAPS - Centro de Atenção Psicossocial, não poderíamos deixar de registrar nossa indignação em relação à tendência de distorção dos fatos, observada em algumas declarações dadas à Folha nos últimos dias. Ao que parece, pretende-se impingir a nós, moradores do bairro, o estigma de preconceituosos que não se preocupam com o bem-estar de pessoas carentes com problemas de saúde mental. Não é bem assim. Nossa família mudou-se para a rua há pouco mais de um mês, depois de escolhermos cuidadosamente uma rua tranquila, num bairro estritamente residencial, e um imóvel que tivesse as condições de dar a nossos filhos a qualidade de vida que julgamos necessárias ao seu bom desenvolvimento. Para isso, investimos substancialmente nossas reservas na compra e adaptação do imóvel às nossas necessidades. Julgamos estar seguros de que, de acordo com a lei, estaríamos livres do movimento, do barulho, de ambulantes e todos os inconvenientes que tínhamos quando morávamos no centro, mais precisamente na rua Sergipe. E agora, como ficamos? Devemos aceitar placidamente que a lei municipal de zoneamento não seja cumprida? Muito nos admiram as declarações da sra. Rosangela Busto, ao dizer que sofre discriminações aqui no bairro. Não é o que observamos quando vemos todos os dias, mais que uma vez por dia, os alunos do Centro Ocupacional de Londrina, dirigido por ela, passearem a pé pela rua. Pelo contrário, eles são tratados com muita consideração, respeito e cuidado, inclusive pelos motoristas, para evitar qualquer acidente ou transtorno. Por favor, deixemos de hipocrisia... Desde quando cumprir a lei de zoneamento é estar ''segregando a população carente nas periferias e favelas da cidade''?
MÁRIO E HELENA LOUREIRO, Londrina.


Questão ambiental

Achei oportuna as declarações do dr. Luiz Eduardo Cheida, publicadas na reportagem ''Cheida afirma que cobrará Copel e Sanepar'', da Folha de Londrina do dia 3/1/2003. Indicado como secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Paraná, que pela sua competência e conhecimento, acredito que o mesmo realizará excelente trabalho nesta Secretaria. Apenas tenho opinião divergente quanto à afirmação de que a questão ambiental é essencialmente social e não apenas técnica e biológica. Entendo que os problemas ambientais ocorrem devido ao não cumprimento da legislação ambiental brasileira. As pressões econômicas, as influências políticas, as questões sociais e, principalmente, os estados e municípios que não dão a devida importância às leis ambientais, são os principais responsáveis pela degradação ambiental.
LAURO AKIO OKUYAMA, Londrina.

Tarifa de ônibus

Lá vem, de novo, as empresas que exploram o sistema de transporte coletivo de nossa cidade com pedido de reajuste de tarifa, sem nenhuma considereção com o trabalhador, tendo em vista o momento político, econômico e social vivido pelo País. A regra conituna sendo acumular e não colaborar. A justificativa para detonar mais este aumento é a alta nos preços dos combustíveis. A leitura das empresas para com o Poder Público é bem clara: nós temos que repassar para a tarifa todas as eventuais despesas que ocorrerem, não importa se o trabalhador pode ou não pagar mais caro. Todos nós sabemos que o objetivo das empresas é o lucro. O que é lamentável é a posição da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Quando questionada sobre conceder os constantes aumentos solicitados, a resposta é sempre a mesma: fazer o levantamento de custos dos transportes, leia-se aumentar a tarifa. E ainda - pode até não ser - mas parece que tudo é combinado antes, no ''informal''. Esse estreito relacionamento do Poder Público com as empresas operadoras de transporte coletivo deveria ser no sentido de favorecer os trabalhadores. Os menos avisados podem até pensar que a CMTU concede o reajuste na tarifa abaixo do pedido feito. Acontece que as empresas sempre pedem acima do que se realmente pretende. Sempre que os poderes econômico e o político caminham junto, a classe trabalhadora perde. Senhor prefeito, espero que Vossa Excelência vete este pedido de aumente, desta vez sem conceder benefícios e isenções nos tributos públicos. Embora entenda sua preocupação em não ''descapitalizar'' as empresas operadoras de transporte coletivo, que tanto têm ganhado e se servido da população dessa progressista cidade.
ARTHUR APOSTOLO DE OLIVEIRA NETO, Londrina.

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