CARTAS
Números
São muitos os números que tivemos que lidar neste final e começo de ano. 2003 para o ano novo; quatro é o tempo de mandato dos novos governantes, 15 o número de mortos nas rodovias do Paraná, dólar estável a R$ 3,50, 200 mil pessoas na posse de Lula e tantos outros foram os números que lemos nas páginas da Folha de Londrina nestes dias. É possível que, no meio de tantos, um venha a passar desapercebido por nós. O número 161. Esse 161 será conhecido da história londrinense como o número de pessoas que foram assassinadas em nossa cidade em 2002. Isto significa que, a cada 54 horas, uma vida foi ceifada do convívio dos familiares, parentes e amigos. 161 é um número apenas, não significa nada e não nos afeta em nossa vida diária. Todavia, para cada pai, mãe, irmãos e filhos que tem um ente querido entre os 161, esse número tem outra dimensão. A dimensão da dor, da perda irreparável, da presença agora ausente, dos sonhos e projetos cortados antes do tempo. Agora nada destas coisas importam porque aquela pessoa é apenas um algarismo para compor os 161 da estatística de homicídios. É provável que alguém diga: ''morreu porque era bandido'', ''devia estar fazendo algo errado'', ''tem gente que merece morrer mesmo''. Esta racionalização é desumana e cruel. Ninguém tem o direito de tirar a vida de um ser humano. Ninguém precisa morrer de forma estúpida e muitas vezes brutal. O ser humano não foi feito para matar. Por isso nós, que não fizemos parte dos 161, não temos o direito de pensar que a morte daqueles foi ''normal''. Quando assim procedemos, também morremos. Morre em nós a bondade, a compaixão e principalmente o amor. Nos tornamos insensíveis e frios. Este número não pode ser esquecido. Não pode ser esquecido pela autoridade municipal, estadual e federal. O governo tem responsabilidade direta e não pode ficar omisso. A maioria destes homicídios ocorre na periferia da cidade e a maioria dos mortos é jovem. Isto significa que falta escola, comida, lazer e falta, principalmente, emprego. O governo é responsável por estas vidas que foram ceifadas. Cada verba destinada e que foi desviada é causadora destas mortes. Cada corrupto pode alinhar seu nome aos nomes dos assassinos.
REVERENDO ANTONIO CARLOS BARRO, Londrina.
Londrina diferente
Concordo. Efetivamente ''Londrina tá diferente''. Este slogan foi um dos raros acerto da administração Nedson visto que, anteriormente, Londrina, com outras administrações, não era como hoje. Na atual administração quase nada dá certo. Se fizermos uma retrospectiva dos seus dois anos de governo, vamos perceber que muitas das suas obras, iniciativas e propostas não tiveram um planejamento adequado e/ou aprovação da maioria da população, que sabe o que é bom para a nossa cidade. Prova disso foi o ''não'' ao plebiscito para a venda da nossa lucrativa, competitiva e importante Sercomtel. Neste momento que estamos inicianto um novo ano e, ao fazer uma reflexão sobre como está Londrina, tomo a liberdade, com certeza em nome de muitos lonndrinenses, para sugerir um novo slogan para nossa cidade: ''Londrina precisa ficar diferente'', visto que necessitamos de um planejamento mais adequado para nossas obras bem como, dentre uma série de outras prioridades, que o nosso prefeito, ao invés de ficar cobrando da polícia a devolução de CDs piratas aos infratores, se comprometa um pouco com nossa segurança. Não deixe tod a responsabilidade somente nas mãos do governo estadual.
ADONIRO PRIETO MATHIAS, Londrina.
Destruição em massa
Meu irmão me deu a dica para saber porque os EUA afirmam que o Iraque possui armas de destrução em massa: Foram eles e a Inglaterra que as venderam. Basta lembrar que, quando o Irã era do ''eixo do mau'' e o Iraque, do bem, os Estados Unidos o encheu de armas. Agora as querem de volta mas o cinismo não os deixam admitir.
MÁRCIO DICESAR DENASSI, Sertanópolis





