CARTAS
Estabilidade
sem recessão
A pequena inflação dos últimos anos não significa que ela tenha acabado como querem os tucanos e parte da imprensa. Apenas ficou reprimida pelas altas taxas de juros, retração industrial, arrocho salarial, desemprego, etc, que o País vem enfrentando nesses anos de Plano Real. As medidas que o governo adotou para combatê-la é tão maléfica quanto ela. Se o próximo governo mantiver essa política, ou seja, aumentar os juros e desaquecer a economia, todas as vezes que o dólar subir, daqui a quatro anos, com certeza, alcançaremos os 20% de desempregados que possui a Argentina, nossa principal parceira de Mercosul.
Temos sim que perseguir a estabilidade econômica, mas não com recessão. A primeira medida a ser tomada é desvincular os preços do dólar, combater a especulação, incentivar e fomentar a produção, recuperar o poder de compra da classe trabalhadora. Somente com um mercado interno consolidado, uma indústria e uma agricultura forte e dinâmica, será possível erradicar de vez a inflação sem depender da importação e da equivocada política de juros altos.
Sabemos que isso não é fácil e depende de muita competência e articulação política. Portanto, Lula deve aproveitar sua popularidade de início de governo para reverter esse processo perverso e excludente.
SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM, Londrina
A Cara do
Desemprego
A atual conjuntura nacional não deixa dúvidas a respeito da nova face do desemprego em nosso País. Em outros tempos, falar-se-ia em frentes de trabalho somente por ocasião das secas periódicas e sistemáticas no Nordeste. O fenômeno do desemprego crescente traz, agora, para os grandes centros urbanos, algo característico do flagelo das secas. Em outros tempos, também se acrescentaria, a título de comentário, a lapidar afirmação: A economia vai bem o povo vai mal.
Aparece a face mais humana da tragédia nacional, já analisada como questão grave dos efeitos do neoliberalismo na economia mundial. O desemprego no País, a cada dia que passa, já não é apenas uma questão econômica, nem peculiaridade de uma região. É também uma questão política, humana, grave e crescente. Atinge de forma dramática o maior parque industrial urbano do Brasil e da América Latina e revela faces e histórias de pessoas que nunca são levadas em consideração pelos números e as estatísticas. Isto tudo revela a gravidade que o problema do desemprego vai adquirindo dentro do quadro nacional, sem perspectivas de solução.
O desemprego é um gravíssimo problema social, crescendo a cada dia em nosso País como uma peste perniciosa. Deve haver uma luz para minimizar o problema, eis algumas pistas: vontade política, solidariedade, fraternidade, menos ganância e acabar definitivamente com o NEOLIBERALISMO.
ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
Pedágios
Os pedágios aumentam de preço de acordo com a taxa de inflação. Isto é um absurdo, pois não existe concorrência. O que considero ainda mais absurdo é a existência de pedágios em rodovias de pista simples. Viaje de Londrina à Ourinhos. Existem trechos de vários quilômetros sem terceira faixa nas subidas. Entre Londrina e Maringá existem trechos que, embora não tenham buracos, possuem uma quantidade de remendos enorme. Até parece uma rodovia de cascalhos.Deveria existir uma lei que impedisse a cobrança de pedágio em rodovias de pista simples. Se quer cobrar pedágio, duplique a rodovia e só depois construa as praças de cobrança.
EVANDRO BACARIN, Londrina





