Consciência negra
Amarás o próximo como a ti mesmo. Mesmo que o seu próximo seja um negro? Estamos comemorando o Ano da Conscientização Negra. Manchetes de jornais e revistas constantemente estão divulgando os trabalhos feitos pelas ONGs, onde se pede que o ''branco'' olhe mais para o negro, dê mais oportunidades de emprego, destaques sociais, espaço na política. Às vezes me ponho a pensar: não são os negros a quem devemos tanta coisa, cultura, comida, dança, etc.? Quem é o rei do Futebol? Quem são os mais consagrados cantores da Música Popular Brasileira? Outro dia li na Folha de Londrina uma manchete que me deixou estarrecido. Alguém entrando com um pedido junto à Universidade Federal do Paraná para que 20% das vagas existentes naquela tão conceituada instituição de ensino sejam destinadas aos negros. Isto é um absurdo. Onde está o Artigo V da Carta Magna Brasileira? Será que essas pessoas não estão dando mais margem ainda para a discriminação racial? Estamos em pleno século XXI. O negro no Brasil conseguiu sua liberdade já há mais de um século, e ainda são discriminados e subordinados por uma sociedade hipócrita, desumana e cruel. O pior de tudo, é que esse fato não só acontece aqui no Brasil, mas também em outros países. Mas estamos falando em Brasil. É hora de mudarmos este cenário. Será que quando a saudosíssima Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, ela o fez com lápis? Esquecemos da importância que os negros tiveram para com o nosso país ? Acorda Brasil! Mostra a tua cara! Estamos de roupa nova, novo governo, novos rumos, vamos aproveitar que todos estamos motivados nas grandes mudanças em que este novo chefe de governo está empenhado e nos tem prometido e vamos, de uma vez, acreditar que o nosso próximo, seja ele negro ou não, merece o nosso respeito, o nosso carinho e, que todos teremos o mesmo fim, que é um dia chegarmos perante o nosso Criador e dizer: aqui estamos prontos e com nossas missões cumpridas e, cientes que então receberemos o nosso galardão. Avança Brasil!
PAULO ALVES DA CRUZ, Bandeirantes.
Reajustes de preços
Parece que os tempos antigos voltaram. Quase que diariamente os produtos estão sendo reajustados. O consumidor que se acostumou com a estabilidade dos preços por longos períodos está sentindo na pele, ou melhor, no bolso o resultado destes reajustes. Mas afinal quem são os grandes vilões destes aumentos? As pequenas e médias empresas, que são responsáveis por grande parte da fabricação destes produtos, são quem vem sentindo essas mudanças de preço há muito mais tempo. Elas não conseguem repassar os constantes reajustes que os fabricantes de matéria-prima criam, uma hora por causa do dólar, outra por causa da mudança de governo e várias vezes também sem motivo explícito. Outro grande vilão destes aumentos é o próprio governo que reajusta os preços de seus produtos como gasolina, pedágios, água, luz, impostos, entre outros, fazendo assim com que, cada vez mais, as empresas tenham que desenvolver fórmulas mágicas para que seus produtos continuem nas prateleiras e ainda rendam algum lucro. Com margens cada vez menores as empresas estão deixando de investir uma parcela de seus lucros que seria destinada ao desenvolvimento de novos produtos ou mesmo melhorar a qualidade dos já existentes, consequentemente criando novos empregos diretos e indiretos. Presente como vilão também, os revendedores, que repassam integralmente os reajustes, classe esta que tem a maior margem de lucro de toda a cadeia. Resta saber até quando as margens de lucros das pequenas empresas irão aguentar? Até quando os consumidores irão aguentar esse repasses? Isso, só o tempo irá dizer.
GUSTAVO ABID, Apucarana
Esclarecimento
Com relação à matéria publicada na edição de ontem da Folha do Consumidor ''Servidor reclama de débito em holerite'', a secretária municipal de Gestão Pública de Londrina, Maria Aparecida Marques Lima, esclarece que a prefeitura não permite a abordagem de funcionários no caso de venda de seguros no local de trabalho de cada servidor (de mesa em mesa). A prefeitura cede um local para que a empresa possa receber os servidores. Para o caso de cancelamento do seguro e se o servidor tiver dificuldade para procurar a sede da empresa, aí sim poderá haver a abordagem no local de trabalho. A orientação para as empresas seguradoras é que procurem informações sobre os servidores nas entidades de classe e não procurá-los nas entidades, onde dificilmente poderá encontrá-los.

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