CARTAS
Agradecimentos
Após dois anos de trabalho na qualidade de Presidente da Codel, ao apresentar o meu pedido de exoneração só tenho palavras de agradecimento. Agradeço ao prefeito Nedson Micheleti, a todos os vereadores que muito me prestigiaram, aos colegas secretários, aos diretores, assessores, conselheiros e servidores da Codel, aos funcionários e conselheiros do Terminal Rodoviário de Londrina, aos meus amigos que nunca me faltaram e, sem distinção de ninguém, ao povo de Londrina, à classe empresarial e à imprensa, a quem credito as metas que alcancei. Empresas vieram para Londrina através da política de desenvolvimento industrial praticada pela Codel, algumas de grande importância para o Norte do Paraná, além de inúmeras outras que se beneficiaram dos incentivos previstos na Lei 5669/93. Também receberam incentivos empresas londrinenses em fase de expansão. Conseguimos ainda habilitar o município de Londrina perante a Receita Federal, após um embate jurídico que vinha se arrastando há mais de quatro anos, a ter uma Estação Aduaneira do Interior (Porto Seco). Esta ação veio realizar um antigo sonho dos londrinenses que, após um entendimento político coordenado pela CODEL, tornou-se uma realidade e certamente proporcionará um grande desenvolvimento à região. Já no campo do turismo de eventos e de negócios, realizamos a 1edição da Siretur (Seminário Regional de Turismo Rural), além de conseguirmos trazer para Londrina, em parceria com o GPDR (Grupo Promotor do Desnvolvimento Regional), o Agrishow, um dos mais importantes eventos do agronegócio no Brasil. Não poderia deixar de lembrar também do Tecnocentro e do Parque Tecnológico ''Francisco Sciarra'' que foram projetados em parceria com a Adetec. Estes empreendimentos deverão colocar Londrina na vanguarda dos grandes centros urbanos do Brasil, tornado-a a competitiva através da alta tecnologia, além de gerar empregos e divisas para o município. Nestes dois anos não conclui todos os projetos que estavam previstos, porém motivos de ordem particular me impediram de prosseguir no cargo que exerci com muita satisfação. Finalmente, agradeço a classe empresarial, verdadeira mola propulsora do meu trabalho, a quem nunca faltarei e estarei sempre à disposição.
OCTAVIO CESARIO PEREIRA NETO, Londrina.
Lula
Lula não está desapontando somente a melhor parlamentar do Congresso Nacional, senadora Heloísa Helena, mas todos nós, cidadãos que elegemos um torneiro mecânico, e acabamos por deparar com nomeações de banqueiros e velhas raposas para cargos nos ministérios. Queremos um Brasil diferente. Só que a atual equipe de Lula parece ceder às pressões dos gigolôs da política brasileira.
CÉLIO BORBA, Curitiba
Taxa de juros
Mais uma vez o Governo Federal, para conter a inflação, aumenta a taxa básica de juros passando para 25% ao ano. Alega-se que, com o aumento dos juros, contém-se a demanda. No entanto, o que se vê é uma recessão profunda e a retração da produção nas indústrias brasileiras, sobretudo naquelas que não fabricam produtos objetos de agências reguladoras. Apesar disso, poderíamos perguntar, ainda: já que o Governo não quer a expansão da demanda, por quê, ao invés de aumentar a taxa de juros, o governo não estimula a poupança interna, transferindo aos poupadores essa taxa? A poupança remunera em torno de 0,85% ao mês, enquanto que a taxa básica de juros supera os 2%. A resposta é simples. Quem ganha com o aumento da taxa Selic são aqueles que detém créditos junto ao Governo Federal, ou seja, os banqueiros internacionais. E quem paga essa taxa de juros é quem deve ao Governo, ou seja, as empresas brasileiras. Assim, os banqueiros ficam cada vez mais ricos e os pobres, mais pobres. Se o governo estimulasse a poupança, aumentando a sua remuneração, haveria uma inversão no giro. Os banqueiros é que teriam que reduzir os seus ganhos, que são elevados, transferindo parte do dinheiro aos poupadores brasileiros. É muito fácil pensar apenas nos próprios interesses. Quem sabe um dia teremos governantes que pensem no Brasil dos brasileiros. Esperamos que a onda de otimismo trazida com a eleição de Lula traduza esse desejo em realidade.
SALÉZIO DAGOSTIM, Porto Alegre.





