Foro privilegiado (I)

A Folha de Londrina tem, sem dúvida, contribuído para que a população conheça o absurdo armado contra ela, no que se refere à lei do foro especial. No entanto, seria importante que se nominassem os deputados e senadores do Paraná e seus respectivos votos (a favor ou contra). Enviei questionamento a eles. Recebi resposta de um, Luis Carlos Hauly, que votou contra. A Folha de Londrina poderia nos mostrar o voto dos demais.
ALVARO ALMEIDA, Londrina.


Foro privilegiado (II)

Nos termos do artigo quinto da Carta Constitucional Brasileira, ''todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...''. Você acredita realmente nisso? O retrocesso está de volta, estou indignado. Nada justifica que as investigações de casos escabrosos de crimes contra a administração pública voltem a zero, jogando no lixo o voluntarioso trabalho do Ministério Público. O julgamento destes crimes deveria ser rápido, transparente e na Justiça Comum para que a população possa acompanhar a apuração das irregularidades que chocam a todos. Para tanto é necessária a não aprovação da Lei da Mordaça que tenta calar a voz dos promotores públicos, verdadeira expressão da indignação nacional contra a infame usurpação do Patrimônio Público por ''administradores'' populistas estilo ''rouba mas faz'', situação que faz-nos lembrar a célebre frase do estadista De Gaulle: ''este não é um país sério''. A sociedade organizada deve reagir e bradar pela não aprovação de instrumentos que visam sim manter o estado de coisas atual, manter a corrupção vigente no País. O processo que vivemos atualmente é depurativo, visa a apuração de todas as sujeiras e de toda má gestão da coisa pública.
ANTÔNIO RIBEIRO, Londrina.


Profissional óptico

O Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico Fotográfico e Cinematográfico no Estado do Paraná (Sindióptica-PR) admira e acompanha o trabalho da imprensa. Porém, a matéria publicada em 21/12/2002 na Folha Cidade da Folha de Londrina, a respeito dos camelôs, é uma afronta ao princípio da legalidade e desrespeito à profissão do óptico. O problema da venda de óculos por camelôs e pessoas não-qualificadas é uma questão de saúde. Quando se combate a venda ilegal de óculos está se preservando a saúde visual das pessoas e o problema é muito mais sério do que se possa imaginar. Noventa e seis milhões de brasileiros são portadores de alguma deficiência visual, que pode ser agravada se não forem atendidos por profissional especializado. O profissional óptico no Brasil tem sua profissão regulamentada desde 1934 e, atualmente, um óptico precisa estudar para ter seu diploma, são quase três anos adquirindo conhecimentos para serem colocados em prática e dar maior segurança ao consumidor. Seria um descuido muito grande comparar um profissional óptico com um camelô ou ambulante. O Sindióptica faz campanha de utilidade pública a fim de orientar o consumidor de não adquirir óculos, lentes de contato e óculos de sol em empresas não especializadas, pois estão colocando sua saúde em risco. O consumidor deve procurar um oftalmologista para que haja o correto diagnóstico de sua doença e procurar uma óptica especializada, com profissionais ópticos responsáveis para adquirir e aviar suas receitas. Em momento algum a sociedade londrinense e o comércio local querem desrespeitar ou agravar o problema financeiro do ambulante. Porém as normas existem e devem ser respeitadas. Nós do comércio também temos nossa fatia de responsabilidade, pagamos impostos, geramos empregos. A igualdade de condições é um direito do comércio e deve ser respeitado pelas autoridades em geral e a imprensa. Precisamos fazer valer nossos direitos e, como cidadãos, cobrar dos governos e políticos maior responsabilidade em suas administrações, principalmente no que se refere a dar maior dignidade ao aposentado, gerar empregos e fazer cumprir as leis. Fazer das dificuldades desculpas para que se descumpram as leis é retardar o desenvolvimento da nossa cidade e do nosso País.
NICOLAU BULGACOV JUNIOR, Londrina

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