CARTAS
Festival de Natal
Gostaria de parabenizar a cobertura que a Folha de Londrina vêm dando à promoção que a Secretaria Municipal de Cultura está realizando neste grande evento que é o Festival de Natal. Venho acompanhando as várias apresentações musicais e teatrais ocorridas na programação e uma das que chamou muito minha atenção foi a que assisti no dia 12, na Concha Acústica. O espetáculo ''Naldinho Febem'', apresentado pelo grupo Meta de Teatro, me fez relfetir que a violência maior que o menor sofre é o desprezo e o descaso com que a sociedade, no seu todo, trata o seu futuro e o futuro do País.
FERNANDA PASSOS DA SILVA, Londrina.
Prevenir ou remediar
Só faltava essa! No apagar das luzes, o governo FHC sorrateiramente lança mão do decreto 4.489 de 28/11/2002, liberando geral informações bancárias diretamente à Receita Federal. Não entendi ainda porque os meios de comunicação deram pouca importância a este feito, e a própria sociedade civil simplesmente aceita passivamente tamanho ato. O sigilo bancário ficou adormecido por década, o receio das instituições financeiras concentrava em preservar a clientela dos efeitos fiscalizatórios, vez que a repercussão poderia gerar debandada de clientes, o que seria o caos para o setor bancário. Aos poucos, o governo foi tomando conta da situação. Primeiro, com a famigerada CPMF diga-se de passagem, de provisória só o nome que acabou no bate rebate de alíquotas, e nós pobres mortais acabamos aceitando subtrair mais essa fatia. Como aceitamos de bom grado, o governo não parou aí e aprovou a lei complementar de 15 de janeiro de 2001, outorgando poderes ao presidente da República repassar informações à Receita Federal, pelas instituições financeiras ou a elas equiparadas. Conclamo a todos que recorram ao seu profissional contábil de confiança e solicite orientações para um perfeito equilíbrio das operações financeiras e, quem sabe, a história tome outro rumo. Veio a CPMF e quem perdeu fomos nós pois não houve retração de operações com sua implantação. Quem sabe se nos unirmos em prol do interesse comum, evitando as institutições financeiras, estaríamos economizando na CPMF, deixando o leão passar fome, os banqueiros sentirem os reflexos. Assim, quem sabe, os tenhamos ao nosso lado nesta empreitada. Se não abrirmos os olhos, fatalmente não estaremos só nas garras do leão. Seremos digeridos por ele.
JOÃO LUIZ GIONA, Terra Boa
Lei da Mordaça
Se o Brasil fosse administrado por pessoas competentes seria, há muito tempo, classificado como país de Primeiro Mundo. Porém, as estatísticas mostram as disparidades sociais: numa população de 170 milhões, poucos ganham muito e muitos ganham merrecas. Tamanha desiguladade social prejudica diretamente a população miserável e tira a segurança, o sossego das minorias abastadas. O atraso da humanidade e dos brasileiros só se resolverá com políticas sérias visando a educação. Sem educação, não há como sanar os graves problemas sociais. Porém, enquanto a população brasileira amarga a miséria, a casta governante - grandes empresários e políticos - vivem na fartura, cheios de privilégios. Políticos chegam ao poder enganando, iludindo o povo ingênuo. Através de leis protegem seus polpudos salários e privilégios. A ''Lei da Mordaça'', que pretendem aprovar, é péssima. Beneficiará a corrupção e os bandidos de modo geral. Frequentemente a mídia mostra a prepotência, a arrogância, o mau caráter dos ocupantes dos Poderes Legislativo e Executivo. No poder Judiciário também há casos de corrupção, de abuso de poder, porém em número praticamente insignificante porque, para se chegar ao cargo, há que se prestar rigoroso concurso público. O mesmo critério deveria ser usado para se ocupar o Legislativo e o Executivo. O recém-eleito presidente da República Lula têm origem humilde mas já está ''contaminado'' pelas roupas de marca, já lambusou-se com o mel do poder. A ''Lei da Mordaça'' não deve ser implantada! O ''foro privilegiado'' é abuso de poder!.
FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão.
Correção
Por problemas técnicos, as palavras cruzadas foram publicadas incorretamente na edição de ontem da Folha2.





