Multiplicidade de índices



O editorial da Folha de Londrina de hoje, Domingo, com o título ''Assalto Cambial'' está excelente, e nos leva à uma grande reflexão. Estamos diante de uma multiplicidade de índices, e não sabemos em qual confiar. Enquanto os investimentos em títulos do governo ancorados ao dólar renderam 95,12%, os fundos de renda fixa DI, renderam menos de 11%, e se considerarmos o episódio da ''marcação a mercado'' o rendimento, foi ainda menor, ou seja, apenas 8,65%, perdendo até mesmo para a poupança que deverá chegar aos 9,17%. Enquanto o IPC- Índice de preços ao consumidor acusa inflação de 15%, somente em quatro itens básicos da cesta, o arroz, o feijão, o açúcar e o óleo de soja, subiram em média 98%. Quem estaria ganhando com essas manobras especulativas? Seria os grandes bancos?
O prejuízo que esses diferentes índices estão causando aos poupadores, também atinge os fundos de aposentadorias. E nós perguntamos o que será dos futuros aposentáveis daqui a trinta ou trinta e cinco anos quando terão direito as suas aposentadorias, ditas capitalizadas? Não é à toa que muitos defendem um fundo público de aposentadorias, de responsabilidade da Nação e do próprio governo.
ANTÔNIO PEREIRA, contador, Londrina





Eficiência X ineficiência


A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos por meio da mídia, tem ressaltado a sua eficiência na entrega de correspondências. Entretanto, para correspondências que exigem assinatura de recebimento, quando os destinatários estão ausentes (por motivo de viagem, ou residem em edifícios sem porteiros, ou estão nos respectivos locais de trabalho), o sistema adotado pelo Correios vem apresentando ineficiência. Atualmente, os carteiros após três tentativas de entrega, em datas diferentes, não encontrando os destinatários, retornam as correspondências aos remetentes. Esse procedimento faz com que os destinatários desconheçam que houveram tentativas de entrega de correspondências. Por isso, seria importante que os Correios elaborassem um formulário específico para usuários ausentes, onde os carteiros anotariam o tipo de correspondência e o local onde a mesma poderá ser retirada. Esse aviso seria deixado na caixa de correspondência do destinatário. Com a adoção desse procedimento pelo Correios, muitas correspondências como as do Detran e da Prefeitura (IPTU), por exemplo, deixariam de ser retornadas aos remetentes.

LAURO AKIO OKUYAMA, engenheiro agrônomo, Londrina




Erro médico



O Brasil precisa muito de bons e competentes médicos. O que não é lá nenhuma novidade. Por consequência, os charlatães estão dispensados e livres para infestarem outra freguesia. Observe, leitor, com que gostosura (ou impostura?) e com que sorriso cínico os repórteres da grande imprensa exibem quando da divulgação de erros médicos.

Não se vê nenhuma preocupação em buscar, na essência, entender o problema para melhor apontar os caminhos, as soluções, as alternativas. Querem por que querem impor a cultura da punição e do enlameamento da dignidade profissional.

Todo país democrático, e comprometido com o bem-estar social, precisa de médicos bem formados, éticos e competentes. E é isto que as faculdades não estão conseguindo fazer. Está passando da hora de nossos poderes maiores interessarem pelo assunto e ajudar a nação na formação sólida de profissionais e colocando mais recursos para minorar o sofrimento do povo. Antes de falar em erro médico é urgente que se coloquem as faculdades no tribunal e, principalmente na cadeia, seus fundadores/agiotas.

RENZO SANSONI, médico, Uberlândia/MG

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