Natal Mágico?

Nessa época do ano é que fica clara a forma como a luz da ignorância cegou nossos olhos, ou pelo menos os desvia da real necessidade humana, que é o amor, carinho e respeito. Sob o pretexto de ser fiel a características essenciais do sistema capitalista, para não quebrar a sequência de produção e consumo, uma nova onda de conceitos e valores foram introduzidos na vida das pessoas, criando uma nova forma de comportamento. Essas normas ganham representatividade em especial nesse mês, em que o sistema as dita através da propaganda apelativa.
No Natal torna-se errado não dar sua contribuição de forma a atender as expectativas do comércio, que se organiza para vender e assim dar forças às diretrizes comerciais voltadas para o lucro.
Nada disso seria condenável se não fosse o fato de vivermos num país mergulhado na ignorância e na miséria. Cultura e educação são postas em segundo plano. O essencial é comprar.
Se o Natal é mágico? Talvez. Quem sabe para as contas bancárias dos comerciantes capitalistas e aqueles que relutam para a permanência da desigualdade entre todos.
WELLINGTON MARTINEZ RINO, Londrina

Natal de contradição

Vale a pena relembrar que o Natal é o Nascimento de Jesus Cristo e se extasiar diante de tão boa notícia! O Criador vem igualar-se às suas criaturas, o Filho de Deus vem tornar-se um de nós, vem ser o Emanuel, o Deus-conosco, vem experimentar a vida humana, presente que Ele próprio deu aos homens.
Natal de 2002: luzes, enfeites, presépio, correria e troca de presentes. Numa manjedoura, um menininho indefeso é colocado para simbolizar o Natal. Como parte da paisagem, entre bois, árvores, pedras e imagens, lá é colocado o menino como um enfeite, quietinho, pobrezinho, rodeado por um casal, alguns pastores... Quanta emoção então nos causa, ao som das antigas e sempre belas canções natalinas!
A comemoração do Natal poderia parar aí. Surge, então, a contradição: Jesus não veio só para a emoção. Ao contrário, veio para desacomodar, mudar, restaurar o amor que deve haver entre os homens; o Príncipe da Paz veio para restabelecer a justiça que promove a igualdade entre os povos, sem a qual nunca haverá paz.
A maneira como veio e a vida que viveu, tão contraditório em nossos dias, dão ao Natal o verdadeiro sentido. Cabe a nós celebrar o Natal, celebrando esta realidade divina, inquieta, incômoda, cheia de lutas diárias, compromissada com os pequenos, com os frágeis. Ou nos enganarmos ficando só na emoção... Feliz Natal!
ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA, Londrina

Que haja vida!

Abro os jornais e as manchetes falam ''Violência e tiros levam revolta e medo ao Zerão'' e do aumento dos assassinatos em Londrina que já chegaram a 136 mortes só neste ano. E em cada um deles há envolvimento com drogas, há um menor ou jovem envolvido e há uma família que fica com o ônus da violência: a dor, a ausência, a tristeza, a destruição de um lar.
Ligo a televisão e na abertura dos telejornais aparece: ''Filha, com seu namorado e irmão matam a pauladas sua mãe e seu pai sem a menor piedade''. ''Jovem universitário com uma faca aniquila sua avó e a sua empregada com requinte de crueldade''. Também nestes casos, a droga foi o pivô dos horríveis acontecimentos.
O que podemos fazer para que haja paz verdadeira, alegria verdadeira, amor real? Temos uma arma poderosa contra todas estas coisas. A oração! Conclamamos a todos os amados cristãos a unirmo-nos no mesmo espírito e intercedermos por nossa Nação. Pois existe um poder que quer trazer a morte, o roubo e a destruição ao nosso País, mas existe um todo poder que trará a vida em abundância ao nosso povo e este todo poder é Jesus.
JOSÉ LUIZ BRANDÃO NETO, Londrina

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