CARTAS
Eleição na Câmara
Fiquei estarrecido e preocupado ao ser informado que o sr. Orlando Bonilha, eleito presidente da Câmara Municipal de Londrina, não tem filiação partidária. Os partidos políticos são o sustentáculo da democracia. No Brasil, precisamos de uma reforma política que torne os partidos fortes e que a fidelidade partidária seja implantada, impedindo que detentores de mandatos façam o que bem entender trocando de partido como se troca de camisa. Se o sr. Bonilha tivesse o melhor currículo, as melhores condições, os melhores apoios, ainda ficaria impossibilitado de pleitear qualquer cargo em função de sua falta de filiação partidária.
Diríamos assim que o presidente da Câmara Municipal de Londrina é um ''órfão político''. Mais grave ainda que o pleito e a conquista do cargo foi o silêncio dos 20 vereadores que participaram da eleição e, em nenhum momento, questionarem a legitimidade da pretensão e a valorização da formação político-partidária do edil. Conclui-se, portanto, que interesses outros eram prioridades em detrimento de valores básicos para o exercício pleno do cargo. Este acontecido faz lembrar o episódio do político mineiro Magalhães Pinto no auge da ditadura militar que disse em entrevista que estava acima dos partidos políticos.
WALTER COSTA BARROSO (dentista), Londrina
Contorno de Ibiporã
O infeliz desvio da BR-369 em Ibiporã é um presente de grego da Econorte para os usuários dessa rodovia. Trata-se de apenas mais uma das maquiagens que as concessionárias do exploratório e espúrio modelo de pedágio, implantado na fatídica gestão de Jaime Lerner, vêm lançando mão para tentar justificar a cobrança do ir e vir das milhares de pessoas que trafegam diariamente pela Melo Peixoto e por outras rodovias do Estado.
Embora seja necessário transpor alguns quebra-molas durante o perímetro urbano de Ibiporã, na via tradicional o percurso é sem dúvida alguma muito mais prático e rápido, enquanto que por meio do ''belo'' trecho duplicado, o trajeto tem seu tempo triplicado. A ''viagem extra'' gera a impressão que Ibiporã teve o seu tamanho também triplicado, parecendo até mesmo que se está fazendo o Contorno Sul de Curitiba, mas nesse caso particular, faz-se o ''Contorno Norte'' da ''Grande Ibiporã''.
Forçados a utilizarem o novo trecho, os usuários acabam por sofrer mais um ônus por conta do sistema de concessão de estradas instituído no Estado, prejuízo que duplamente se traduz na perda de tempo e no aumento de consumo do combustível necessário à realização do adicional percurso.
RICARDO ALEXANDRE GARCIA (formado em Marketing e Propaganda), Londrina
Cidadania
É essencial ao jovem ter um espírito participativo e contestador. Agora mais do que nunca a juventude se preocupa com o futuro do Brasil. Muitos, inclusive, por ter vivido a experiência do primeiro voto como eu.
Durante o governo FHC tivemos um significativo avanço sócio-politíco-econômico, se ponderarmos que ele ocorreu em apenas oito anos (e, que são oito anos diante da História?).
É necessário que no mandato de Lula haja continuidade dos trabalhos, principalmente na parte social, para que essa ande em equilíbrio com a imagem do Brasil, um país de grande potencial.
Uma área que pode melhorar e de fundamental importância é a educação. Antes do atual governo, 93% das crianças estavam na escola, agora são 97%, um aumento considerável. No entanto, com problemas, pois falta infra-estrutura,
merenda escolar e professores capacitados para a formar cidadãos pensantes e não vulneráveis à manipulação.
Outro setor carente é o da segurança social e a violência. Claro que uma polícia bem equipada e saneada poderá controlar melhor a situação. Antes disso, é preciso devolver a dignidade para o povo pois são 56 milhões vivendo abaixo da linha de miséria e formar uma sociedade razoavelmente estável para diminuir o ingresso de homens desesperados na criminalidade. O povo, com uma vida decente, poderá exercer cada vez mais sua cidadania e promover um crescimento efetivo do país.
ISABELLA SILVA BORGHESI (estudante), Londrina
Pra que serve o MEC?
Um milhão e trezentos mil alunos fazem as provas do Enem e 74% recebem notas abaixo de 40. Um milhão de alunos, com diplomas de ensino médio obtidos regularmente em escolas de todos os estados do país, têm conhecimentos insuficientes. Para que serve o MEC afinal de contas?
ERGÓGIRO DANTAS (pedagogo aposentado), Rio de Janeiro





