CARTAS
Rabulagem e injustiças
Duas matérias pertinentes da Folha de Londrina, a primeira (23/11, pág. 4, da jornalista Lucinéia Parra) sobre os honorários abusivos cobrados por profissionais desqualificados de cidadania, que subtraem dos humildes até 50% para representá-los judicialmente. Justiça (verdadeira) seja feita a esses e outros rábulas cruéis e pilantras que sujam a categoria a que pertencem.
Em matéria do dia 24/11, pág. 8, a jornalista Mônica Kaseker tocou num dos assuntos mais polêmicos que é a Justiça do Trabalho, e que recentemente mandou para a cadeia um delegado envolvido em irregularidades.
Quanto a divulgar ou não listas negras (com nomes de ex-empregados malacos) criticadas por empregados desta tal Justiça (só) do empregado, gostaria de opinar, na condição de empregado. Não vejo abuso em divulgá-las, desde que não se faça disso ostensiva publicidade. Conhecer o perfil de quem vai trabalhar, seu currículo (inclusive policial) parece condição até para efeito positivo de uma contratação. É jogo limpo e responsabilidade social contar com pessoas qualificadas, inclusive, eticamente. A título de sugestão e paridade, a Justiça trabalhista igualmente disponibilizaria ao empregado um lista negra de empregadores maus pagadores.
JOSÉ FIORI (jornalista), Curitiba
Povo paga a conta
Mais uma vez o povo e a classe média irão pagar a conta dos maus governantes e daqueles que insistem em manter em 27,5% o Imposto de Renda (pessoa física). O IR, que já era alto e terminaria em 31/12/2002, foi mantido até 2003. Governo, que sai e o que entra, resolve votar contra o povo em troca das compensações pela suposta conservação das esburacadas e precárias rodovias federais brasileiras. Quase todos os Estados vão atrás de Minas Gerais, onde o temperamental governador Itamar Franco puxou o cordão contra o governo federal. Ou o povo paga a conta, ou os funcionários públicos não terão o 13º salário. Isto é Brasil, ontem hoje e amanhã. Com a palavra os donos do poder.
JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
O homem do padre
Padre Roque, que foi candidato do PT a governador, é cotado para ocupar a Secretaria que deverá reunir Trabalho e Ação Social no governo Requião. Ação Social, nas administrações conservadoras, é cadeira cativa da primeira-dama. Pelo visto, o casamento PT-PMDB no segundo turno do Paraná ainda está na fase de lua-de-mel!
THEA TAVARES, Chapecó-SC
Agradecimento
Gostaria de agradecer em nome da Teixeira Holzmann, da Prefeitura de Londrina e da Degrau Sistema de Comunicação Integrada a divulgação do show ''Aquarela Brasileira'' por este conceituado jornal, que certamente foi fundamental para o sucesso deste evento.
RENATA MANTTOVANNI (departamento de Comunicação da Degrau Sistema de Comunicação Integrado), Londrina
Folha esclarece
Cinco leitores da Folha enviaram cartas ao jornal queixando-se da reportagem publicada no último domingo, dia 8, sobre os 25 anos da região dos Cinco Conjuntos. A reclamação é sobre o fato da reportagem ter omitido o nome do prefeito que criou, em uma de suas gestões, aquele conjunto de bairros.
''Fazer uma matéria sobre os 25 anos do Cinco Conjuntos e não falar que foi o Belinati quem fez essa obra é o cúmulo. Me desculpe mas isso é muita pegação no pé contra o Belinati'', escreve um desses leitores. ''Que vocês não gostam do Belinati já deu para perceber, agora, fazer uma matéria sobre os 25 anos do Cincão e não citar que foi ele que fez essa obra já é demais'', acrescenta outro.
A Folha esclarece que a omissão do nome do ex-prefeito Antonio Belinati, como criador dos Cinco Conjuntos, em nenhum momento foi proposital e que fatos ligados à sua administração, investigados pelo Ministério Público, jamais tirarão dele esse mérito. Por outro lado, Antonio Belinati é um político que iniciou carreira em Londrina e sempre merecerá espaço neste jornal quando algum fato estiver relacionado à sua atuação como homem público, não havendo, portanto, discriminação ou ''pegação no pé''.
Correção
- O Pesque-pague Bom Peixe, no Heimtal, funciona diariamente das 8h às 21h, e não como foi divulgado ontem na página 4 da Folha Dois.





