CARTAS
Prefeito e os camelôs
Residi por 5 anos em Londrina de 74 a 79. Bons tempos. Cursava minha faculdade na Fefi (antigo Colégio São Paulo), hoje transformou-se em Unopar. Grande progresso aconteceu em Londrina. Mas com este progresso vieram muitos problemas, principalmente com a violência que está um caos, notícias estas que acompanho pela Folha. Naquele tempo, tínhamos mais segurança nas ruas.
Agora fico a imaginar como pode o sr. Nedson, sendo a autoridade máxima do município, dar apoio à contravenção não permitindo que a Polícia cumpra sua obrigação? Como foi no caso dos camelôs dias atrás quando as autoridades policiais tiveram que executar seu trabalho apreendendo CDs piratas nas bancas. É claro que deveriam também entrar nas lojas e executar as mesmas ordens, pois a lei é para todos.
Sr. prefeito que tal realizar juntamente com os vereadores programas para diminuir o índice de violência no município e dar mais proteção à população? Ações estas devem ser realizadas em conjunto com as polícias Civil e Militar e ainda com as associações de bairros.
Atualmente, para caminhar pelo Igapó as pessoas não só terão que ter acompanhamento de ''personal training'' como também de um segurança. Em tempo: não sou contra os sacoleiros nem contra os camelôs, mas a responsabilidade de dar condições a estas pessoas de emprego vem de políticas municipais de industrialização e isto está no poder dos vereadores e prefeitos.
MILTON FONSECA JUNIOR (professor), Jacarezinho
Legado de FHC
Inflação de 5,19%, IGP-M de novembro. Dólar a R$ 3,60. Taxa de desemprego recorde. Queda na renda média do trabalhador em -4,6% somente até julho de 2002 (mais que o dobro da registrada durante todo o ano de 2001 -1,7%). O PIB é o menor desde 1994 pelo câmbio médio. O crescimento do PIB em 2002 foi de 1,4%, o menor desde 1999. Dívida externa saltando de 148,3 bilhões de dólares em 1994 para 226 bilhões de dólares em 2001. Dívida do setor público saltando de 24 milhões de reais em 1994 para 885 milhões de reais em 2001.
Dívida pública total representando 63% do PIB em setembro de 2002, a maior desde 1991. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,757, o 73º do mundo, atrás de países como Colômbia, Tailândia, Panamá e México.
Os números não mentem e o povo sente isso na pele. Esse é o legado de FHC ao povo brasileiro e ao próximo governo, que certamente não pode ser responsabilizado por essa situação que aí está, e que fique registrado.
A reprovação absoluta do atual modelo veio nas urnas sabiamente e é muito bem-vinda. Que Deus ilumine os nossos futuros governantes, que certamente passarão por dias de imensa dificuldade para corrigir os estragos causados pelo, agora, mundialmente festejado Comendador FHC.
FÁBIO CHAGAS THEOPHILO (advogado), Londrina
Padroeiro de Londrina
Na edição de domingo, dia 8 de dezembro, da Folha de Londrina, a matéria sobre o ''Sagrado Coração de Jesus Padroeiro de Londrina'', foi publicada com um subtítulo muito infeliz quando diz: ''Depois de muita polêmica, imagem foi reconhecida oficialmente como o padroeiro de Londrina''. Não a imagem, mas o Sagrado Coração de Jesus é o padroeiro. Imagem é reprodução artística, uma representação, uma obra de arte humana. Além disso foi usada a fotografia da imagem de Jesus Ressuscitado, recém-trazida da Itália, em madeira. A imagem do Sagrado Coração é outra, em gesso, trazida para Londrina em 1934 pelo então bispo de Jacarezinho.
MONSENHOR BERNARD C. GAFA, pároco da Catedral Metropolitana de Londrina
Nota da Redação: A Folha reconhece o erro e pede desculpas aos leitores.
Correção
- Foto publicada pela Folha, ontem, na página 4 do Caderno B do suplemento de aniversário de Londrina, refere-se à ala de pediatria do Hospital Infantil, e não à unidade pediátrica do Hospital Universitário, como dizia a legenda.
- O crédito da foto publicada ontem na página 9 do Primeiro Caderno é do fotógrafo Dorico da Silva.
- Houve erro na tabela de ausências e presenças dos deputados estaduais no mês de novembro, publicada pela Folha na edição de domingo, dia 8 de dezembro. O deputado Tony Garcia (PPB) faltou em 14 das 15 sessões e não compareceu em 14 votações como consta na tabela. No texto, as informações sobre a frequência do deputado estão corretas. Outra imperfeição está numa das notas explicativas da tabela. O levantamento, parceria da Folha com a Universidade Federal do Paraná, é feito pelos estudantes de Jornalismo, Marcela Rocha Mendes; e de Ciências Sociais, Afonso Cardoso. Eles acompanham as sessões diariamente.





