Camelôs de Londrina

Fiquei estarrecido ao ler a ''Folha de Londrina'' de ontem e me deparar com uma notícia de capa relatando a desordem causada pelos camelôs que tomam conta de nossa cidade, em represália à ação policial que apreendeu os CDs piratas que estavam expostos nas barracas do tal camelódromo.
A existência de um espaço legal para abrigar a ilegalidade constitui por si só tamanho absurdo que justifica a condenação tanto das administrações anteriores, quanto da atual que, além de perpetuar o erro, agora resolve melhorar as condições com a criação de um Shopping Popular cujo aluguel será custeado pelo povo de Londrina, a quem cabe tudo pagar.
Mais estarrecedor foi o posicionamento do nosso prefeito que solicitou à Polícia que devolvesse a mercadoria aos infratores, fingindo que nada tivesse acontecido, alegando que as produtoras de discos piratas não tinham sido fechadas e que os camelôs seriam menos culpados dado que somente vendiam a mercadoria. A prosperar esse argumento, deveríamos soltar igualmente os traficantes presos na Penitenciária Estadual, afinal, não são eles quem produzem as drogas que vendem e os direitos devem ser iguais para todos os cidadãos.
Quanto à ação da polícia, merecedora de todo respeito dos cidadãos de bem, não se combate arruaceiros, conforme nos mostra as fotos das reportagens, passando a mão na cabeça e sim com a rudeza necessária para que esse tipo de movimento seja contido em seu nascedouro.

RICARDO PROCHET (professor), Londrina


Casa do Papai Noel

Todas as vezes que passo em frente à Casa do Papai Noel fico imaginando a casa enfeitada, repleta de pessoas felizes. Mas desde que o sr. prefeito assumiu o cargo, com esse são dois Natais que estamos mais tristes em Londrina. Por ser ele o prefeito do ''povo'' (PT), deve isso aos seus eleitores, pois é indescritível ver a carinha das crianças chegando de ônibus de suas escolas públicas e particulares para ver de perto essa maravilha. Todos nós gostamos. E o sr. prefeito nos tira esse presente de Natal. Sem falar que pagamos R$ 1,00 para entrar e contribuímos mais ainda durante o ano todo com impostos. Acho que nosso presente de Natal vai ser o aumento de 8% no IPTU, ISS e TBI. Sr. Nedson acorda! Queremos a Casa do Papai Noel de volta, ela é nossa!

SILVANA FARIAS NAVARRO, Londrina



São Silvestre na OPEP

Somos um pequeno distrito do Noroeste do Paraná, pertencente ao município de Cruzeiro do Oeste e estamos pleiteando nossa entrada na OPEP. Queremos ser reconhecidos mundialmente como produtores de petróleo. Não exatamente de petróleo, mas de óleo já refinado. Se a Venezuela pode, nós também podemos. E temos vantagens: nosso óleo será mais barato que os outros porque é mais fácil de se obter. Há um ano convivemos com dois problemas; o descaso dos responsáveis (quem?) pelo abastecimento de água (?) do distrito, e uma grande quantidade de óleo que, juntamente com ela, sai de nossas torneiras, chuveiros e de onde mais possa.
Não cremos que este óleo que estamos ingerindo esteja nos fazendo bem e até reclamamos, mas não fomos ouvidos. Pode-se alegar que a água (?) aqui é de graça. Sim, é. Pois cobrem, que pagaremos. O que não podemos é nos tornar motores movidos a diesel. De quem é a culpa? De todos os que, sabedores do fato, e os responsáveis (quem?) que foram comunicados, inclusive tendo recolhido amostras da água (?) para análise e, segundo conta-se, foi constatada grande parte de óleo nela, não sendo recomendada para consumo humano.

CARLOS EMILIANO FILHO (professor), CRUZEIRO DO OESTE


Correção

- Na edição de ontem da Folha 2, as legendas das fotos da matéria ''Arte para gerar choque'', da página 4, foram trocadas.

- Ao contrário do que foi divulgado na edição de ontem, a Unifil faz amanhã sua segunda partida do playoff final da Liga Nacional de Handebol Masculino e não hoje, conforme publicado.

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