CARTAS
Zerão sem lei
Sou um frequentador de final de semana do Zerão e do Lago Igapó para momentos de lazer com a família. Mas de uma época para cá, tenho tido um pouco de receio em passear por estas áreas a não ser de carro, pois andar em meio a bicicletas e animais aparentemente perigosos é um atentado à nossa tranquilidade. No meio daquele trânsito de pessoas há algumas que ficam se mostrando, andando com seus cachorros assustadores e sujando a área de passeio. Ouve-se falar tanto de cachorros que atacam, e aquilo no Zerão é inadmissível. Gostaria de saber se há alguma maneira de se proibir o trânsito de bicicletas e animais na área de lazer e caminhada? Tem alguma lei municipal para proibir esta situação ou até uma fiscalização efetiva?
JOSÉ CARLOS BUFALO (vendedor), Londrina
Ação da PM
Estou atônito ao ver tantas críticas aos policiais da Rone que atuaram domingo no Zerão. Eles estavam cumprindo seu trabalho, prendendo um cidadão que cometeu um crime e resistiu à prisão. Qualquer polícia do mundo usaria a força. No tocante aos tiros para o alto, acredito que foram uma atitude de legítima defesa e precaução. Tanto que, logo após os disparos, tais policiais se retiraram do local com rapidez. Se tivessem alguma intenção de ferir a população poderiam muito bem ter batido no povo com seus cassetetes. O que está acontecendo no Zerão nos domingos no fim da tarde e à noite é uma vergonha, brigas, uso de drogas, pessoas embriagadas, são coisas comuns. Quando pergunta-se para a população qual é o problema, a resposta é unânime: ''falta de polícia''! Porém, quando a polícia aparece é vaiada e não pode sequer realizar prisões.
RAFAEL PELLIZZETTI (estudante), Londrina
Mudança na Folha
Tenho lido na seção de cartas da Folha uma série de manifestações de leitores solicitando o retorno da coluna Espaço Aberto aos moldes anteriores, ou seja, a publicação de dois textos diários. Sei também que qualquer mudança requer um tempo, um aprendizado ou coisa que o valha. Eu também sou favorável que sejam publicados dois artigos. Ora se os leitores pedem, porque a Folha não toma a decisão e retorna à diagramação anterior?
EUGÊNIO TRIGGER (economista), Maringá
Mais espaço ao leitor
No dia 27/11, abro as páginas da Folha de Londrina, no que para mim é o mais importante espaço de todos os jornais e revistas, onde nós simples leitores sugerimos, opinamos, gritamos por socorro, agradecemos, parabenizamos, reclamamos, desabafamos as verdades. Sempre tão imparcial, a Folha tem nos prestigiado. O que vejo? Leitores iguais a mim, que amam a Folha, exigem o nosso espaço perdido. Imploro nesta data, a volta do que é nosso, e congratulo aos leitores Francisca Verginio Soares, Nelson Araújo de Oliveira, Humberto Lusnardo Basseto e demais que se manifestaram em prol desta causa. Faz-se importante, para qualquer jornal importante, se possível, que se faça igual ao ''Estadão'', acatar opiniões e abrir mais espaços para seus leitores. Vocês e este espaço são mais importantes e maravilhosos na vida de muitas pessoas do que podem imaginar.
OSMAEL CHIAVELLI PUGA (comerciante), Apucarana
Nota da Redação
A partir deste domingo o espaço do leitor retorna com dois artigos e mais espaço para cartas.
CMTU esclarece
Em relação à carta do leitor Adoniro Prieto, publicada na edição de ontem deste espaço, vimos esclarecer o seguinte: O projeto do novo camelódromo integra uma política pública de geração de emprego, realizada em sintonia com os diversos programas sociais desenvolvidos pela atual administração municipal. O empreendimento equivale a uma fábrica com mil novos postos de trabalho sendo, portanto, um investimento pequeno se comparado aos benefícios gerados. Além disso, resolve de forma definitiva um problema de vários anos em Londrina e que é crônico em muitas cidades brasileiras. A solução em Londrina foi encontrada sem tumulto ou violência, mas à base do bom-senso e da negociação. A partir da transferência para o novo camelódromo, não será mais permitida a permanência de camelôs nas ruas de Londrina. Para isso, já foi viabilizada a ampliação do nosso quadro de fiscais por meio de concurso público. A CMTU se coloca à disposição para maiores esclarecimentos.
WILSON SELLA, presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina





