SAS ou IPE?
Serviço de Atendimento à Saúde (SAS) ou IPE? A questão está na ordem das preocupações do governador eleito Roberto Requião. O secretário da Administração, Ricardo Smyting, afirma ter uma pesquisa com resultado de 85% de aprovação do SAS, ao passo que o deputado estadual Orlando Pessuti, coordenador da equipe de transição, afirma ter recebido reclamações do novo sistema para o servidor público do Paraná. Aliás, Requião prometeu em sua campanha a pedido sobretudo da APP-Sindicato o retorno do IPE. Afinal, quem tem razão? O servidor está ou não aprovando o SAS?
O maior interessado, o próprio servidor, ainda não se pronunciou. Para dirimir a questão, fizemos, com a colaboração do professor aposentado Edgar Fritzen, uma pesquisa com 320 usuários do novo sistema (SAS) no antigo prédio do IPE em Londrina, dias 11 e 12 deste mês. Mais de 70% dos entrevistados aprovaram o novo sistema com algumas restrições, tais como demora na marcação de consultas, a dificuldade em marcar consultas por telefone, a centralização do atendimento de uma grande região apenas em um hospital de Londrina.
Mas quase todos insistiram em elogiar o ótimo atendimento pessoal, a organização e o fato de ser totalmente gratuito. Menos de 10% reprovaram o sistema. Entendo muito importante esta pesquisa, ao menos para Londrina e região. Seria precipitado o novo governo não dar continuidade a um sistema que está dando certo e aprovado pela maioria dos usuários. Seria prudente dar um tempo maior para tomar uma decisão de tamanha importância: a saúde do servidor público do Paraná.
PALMO FIDELIS (professor aposentado), Londrina
Nomeação de padre
Mais um fato ocorrido esta semana que deixa qualquer cidadão cristão indignado com a Prefeitura de Londrina: a nomeação do padre Dirceu Fumagali
para a Secretaria do Meio Ambiente. Como se não bastasse não ter competência nenhuma no assunto, o que é extremamente preocupante numa cidade com tantos problemas ambientais e faz levantar dúvidas com relação ao que esta ''mudança administrativa'' que o prefeito diz querer fazer significa, o fato de ser padre é revoltante para qualquer católico que tenha o mínimo de consciência, respeito e amor por sua Igreja.
O apartidarismo político da Igreja Católica como instituição religiosa é um princípio bíblico absolutamente fundamental para uma autêntica e eficaz evangelização à semelhança de Cristo que jamais se vinculou a nenhum grupo político de sua época e muito menos almejou algum cargo público.
Esse princípio está presente em todos os documentos oficiais da Igreja, textos que revelam a verdadeira interpretação bíblica aplicada aos diversos aspectos da vida humana, como o Código de Direito Canônico que em seus cânones 285, º 3º e 287, º 2º proíbem a participação de clérigos no exercício do poder civil, em partidos políticos ou associações sindicais.
Eu, com leiga, jamais vou me cansar de defender essas verdades. Mas há algo que não só cansa, como também escandaliza e afasta as pessoas da Igreja, fazendo com que passem a enxergá-la como uma mera instituição humana e corrupta: a tibieza da Arquidiocese neste momento que Londrina vive. Onde está o Arcebispo que não age em defesa da Palavra de Deus e contra conchavos políticos imorais que ferem não só o corpo como também a alma dos cidadãos?
Um padre que passa por cima da Lei Canônica sendo afiliado a partido político e associação sindical, ocupando cargo público e ainda assim vivendo às custas de uma paróquia, está verdadeiramente praticando desvio de verba pública (o dízimo, com o qual a comunidade sobrevive).
Todos esses fatos são lamentáveis, principalmente porque quem sofre as consequências é o povo: primeiro por ter votado em um prefeito que se elegeu às custas de uma imagem leviana de ''bom católico'', e agora por suportar as atitudes de uma administração anti-ética e desnorteada.
MARCIA CAROLINE PORTELA AMARO, (acadêmica do 4º ano de enfermagem/UEL), Londrina
Bravo! Bravo! Bravo!!!
Fico imensamente feliz em saber que mais três colegas (Érika Pelegrino, Lúcio Flávio Moura e Rodrigo Souza Grota) conseguem obter o reconhecimento pelo seu trabalho de investigação jornalística. Fico mais feliz, ainda, por saber que ele foi feito para denunciar injustiças, para alertar as autoridades e a sociedade, mostrando o avanço das drogas e da violência.
Tenho plena convicção de que ser jornalista é bem mais do que uma profissão, é uma missão social. E vocês praticam esse exercício.
Parabéns!
Torço por vocês.
VANIA MARA WELTE (jornalista), Curitiba
Correção
Na reportagem sobre assassinato em Ibiporã, publicada na página 5 do Caderno Cidade, a informação sobre a filiação da vítima, Leandro Lunardi, está incorreta. A vítima, de 18 anos, segundo informação da Polícia Militar de Ibiporã, era filho de Maurício Custódio de Campos, que reside como caseiro na empresa Delta Brasil.

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