Globalização
O mundo está ficando cada vez mais pequeno. Com a rapidez das comunicações, a informática, a televisão, e mesmo os transportes de passageiros e cargas, aéreo, marítimo ou rodoviário, teve grandes evoluções nessas últimas décadas facilitando, dessa forma, a aproximação entre os povos.
É bem verdade que em primeiro lugar procura-se a aproximação em blocos daqueles que estão mais perto, assim é que temos a União Européia, o Mercosul, para ficarmos com exemplos mais práticos e conhecidos por todos nós. Agora se desenha uma tentativa de união das Américas. Dentro dessa premissa é que ouvimos muito as palavras globalização e livre mercado.
Globalização porque o nosso planeta é global e livre mercado, porque precisamos transitar livremente com nossas mercadorias e serviços à disposição da humanidade. Se não fosse a desigualdade entre os povos esse sonho tornaria-se realidade muito facilmente.
Faz muitos anos que a União Européia vem se preparando para a composição daquele bloco. Conforme fizemos referência ao dólar em relação a Alca, na Europa tiveram o cuidado de preparar uma moeda especial de circulação, o euro, para facilitar aquele mercado comum. A impressão que nos deixa é que os Países europeus estão mais afinados entre si enquanto aqui na América os EUA querem impor a sua supremacia sobre os demais Países desse continente.
Os povos evoluem e tudo o mais acompanha. As guerras que antes eclodiam facilmente, hoje são contidas justamente pelo equilíbrio bélico das Nações hegemônicas. Com o advento da bomba atômica nenhuma dessas Nações se atreveriam incitar uma guerra, pois sabem que todos sairiam perdendo. Que tal, se a paz é assunto resolvido no mundo, vamos trabalhar para que os povos, sem exceção, tenham todos os mesmos benefícios da era moderna.
Esperamos que esse sonho em breve se torne realidade. É nesse sentido que a palavra-chave é a negociação. Vamos insistir para que americanos do norte e americanos do sul continuem negociando item por item até que as divergências se tornem consensuais e a qualidade de vida dos americanos fiquem mais prósperas, igualitárias e humanas. Esse desejo deve estar incutido em todas as pessoas de bem e que certamente um dia se tornará realidade.
ANTONIO PEREIRA, Londrina
Lula Presidente
A chegada de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República, pelo voto direto, é, sem dúvida, um fato inédito em nossa história, cuja magnitude irá depender do que o ex-torneiro mecânico fizer como governante máximo da Nação. A sua vitória confirmou a consolidação da democracia em nosso País, do amadurecimento das instituições, da conclusão de um ciclo iniciado nos anos 70, quando setores da sociedade civil (do meio acadêmico ao operário) se organizaram para lutar contra o autoritarismo e buscar o desenvolvimento, com liberdade e justiça social.
Não há necessidade de medo, porque conforme análise de FHC a democracia já está consolidada, e tem instrumentos fortes para evitar aventureirismos ou o retorno de arcaísmos nocivos. Ao contrário de muitos outros líderes do passado recente do Brasil, Lula é um homem de partido (sempre foi do PT), com ligação com quase todos os mais significativos movimentos sociais, que durante os últimos 20 anos vem lutando por um Brasil inserido numa globalização mais humanizada. Tem condições de empreender reformas, por que tem capacidade de articulação e diálogo. Como deixou claro em seu pronunciamento na Avenida Paulista, ainda no dia em que foi eleito presidente do Brasil, 'a esperança venceu o medo' e uma série de outros preconceitos.
O fato é que as instituições democráticas no Brasil estão fortes e amadurecidas, por isso não é preciso ter medo. Lula sabe dos imensos desafios que tem pela frente, da enorme responsabilidade e compromisso com a história do País e saberá preservar as conquistas obtidas, principalmente o esforço pela estabilidade econômica. Torcemos pelo melhor. Torcemos pelo sucesso de Lula, pois seu sucesso será a vitória do Brasil diante da famigerada e enraizada desigualdade social.
VALMOR BOLAN, São Caetano do Sul (SP)
Parabéns
Enviaram mensagens de congrutalações à Folha de Londrina pelo aniversário de 54 anos: Manoel Vilela de Magalhães, advogado e professor de Jornalismo da Universidade de Brasília (UnB); José Carlos Gomes Carvalho, presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná e José Cezário da Rocha, tabelião do 1º Ofício de Notas de Londrina (Tabelionato Rocha).

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