Violência e reflexão
Venho propor uma reflexão sobre a realidade da violência no Brasil que tanto vem apavorando nossa população. A visível ineficácia do sistema público de segurança, a crescente organização do crime e a corrupção na qual parte da classe policial e política afundam reforçam a idéia do pânico e do estatelamento da população, retratam a estampa do Brasil atual que provém do Brasil passado.
Afinal, após 500 anos de história, o que construímos para a sociedade de que possamos nos orgulhar hoje em dia? Independência do Brasil? ...implantada por um príncipe português. Libertação dos escravos?...meros interesses político-econômicos em jogo. Proclamação da República?...nova oligarquia dominante. Por que, então, partir do pressuposto que os culpados pela desordem são os órgãos públicos se também agimos por interesses próprios ou nos acomodamos nas mais diversas situações?
Ainda pior é culparmos dos males da sociedade uma classe toda de policiais, tachada corrupta, que, além de ser desprovida de preparação adequada e modernização de seu armamento, não recebe salários dignos que garantam sua integridade física e moral.
Quanto ao âmbito político, aparentemente dominado pela ganância, muito há a melhorar desde que haja participação ativa do povo. Contudo, se de apenas vontade dependessem mudanças, nada seria como é. O baixo nível de instrução da maioria da população brasileira, interessante a alguns e cômodo a muitos, antagoniza a conscientização política, fonte da diminuição da iniquidade e da violência, por consequência.
É importante que saibamos, portanto, distinguir a sociedade que desejamos construir e o legado que pretendemos deixar a nossos descendentes: o de uma sociedade mais humana ou o da repetição da nossa história como temos feito. Assim como escrevo devido à liberdade de expressão, direito constitucional excepcionalmente emanado pelo povo, devemos partir da conscientização individual para que mudanças sejam notadas em nosso cotidiano.
JULIANA CARVALHO (estudante), Londrina
A ''Era FHC''
Após oito anos de governo a ''Era FHC'' está por terminar. Um governo que baseou-se em cinco metas, das quais agora esforço-me em encontrar qual delas obteve-se algum êxito. No entanto, sem muito esforço, o que se observa com mais latência em nossa realidade é o recrudescimento da criminalidade, da fome e da miséria, bem como, o clientelismo do governo atual para com o sistema financeiro em que tanto se beneficiou sobre os cidadãos brasileiros nestes últimos anos.
Outro legado da ''Era FHC'' que não devemos deixar de suscitar, são as altas taxas de juros impostas pelo BC as quais tornam frágil nossa economia, além das gigantescas dívidas em que consomem quase 60% do que o País produz. Por fim, temos que encarar um novo desafio imposto pelo atual governo, o aumento dos preços de combustíveis e do gás GLP. Este aumento provou a paciência e a complacência do povo brasileiro. Esperamos que mudanças venham para reverter ou ao menos amenizar tal situação caótica em que estamos.
MARCOS GLEISSON FRANCO FEIJÁ (estudante), Londrina
Gestão empresarial
As rápidas mudanças que vêm impactando as organizações são um desafio contínuo à sua adequada gestão administrativa. A relativa estabilidade econômica, a abertura de mercados, as reorganizações empresariais e o aumento da concorrência levam as empresas a buscarem novas formas de estratégias que se adequem à nova realidade.
A existência de maior incerteza supõe também que as decisões e os comportamentos tenham caráter pouco rotineiro e que sejam complexos de se estruturar e analisar em termos racionais e lógicos. Assim, neste novo ambiente tornou-se mais difícil determinar qual o melhor conjunto de diretrizes estratégicas que irá viabilizar a consecução dos resultados planificados.
Nesse sentido, muitas empresas encontram dificuldade para se adaptar a esse cenário hostil, pois implica, não raras vezes, submeterem sua gestão empresarial a mudanças bruscas e repentinas. Decorrem disso, alterações que afetam sensivelmente a eficiência de seus sistemas de estratégias, implicando na necessidade de se adaptar a novos conceitos e técnicas que possibilitem alterar as estratégias existentes, para ter um adequado controle das atividades. Isso dificulta a formulação do planejamento, a avaliação de desempenho e a tomada de decisão.
A utilização de mecanismos de estrutura organizacional é fator que pode promover o desempenho das organizações contemporâneas e emergentes.
Os modelos de transição abriram caminho para a construção de modelos de flexibilidade organizacional, que deverão ser a tônica dos empreendimentos do futuro, porque são mais ajustáveis às mudanças, ambiguidades e contradições do mundo contemporâneo.
Buscar formas e modelos estruturais que melhorem o desempenho das organizações e definam uma forma de estratégia ideal, tem sido a preocupação constante dos autores e estudiosos da ciência da Administração.
Nesse contexto, procura-se evidenciar meios de controle do processo de formação de estratégia, de modo a obter o alcance da eficácia desejada, como premissa básica para a adaptabilidade e continuidade da cultura organizacional, como empresa, dentro desse ambiente de mudanças rápidas e contínuas que requerem variantes de estratégias.
ADEMIR TENERELI (professor) Andirá

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