CARTAS
Fome no Brasil
Lamentavelmente o Brasil é campeão em desigualdade social. A má distribuição de renda existente no País é um forte indicador que algo está errado. Enquanto alguns poucos possuem muito, outros milhares não têm nem mesmo o que comer.
Um dos fatores geralmente utilizados para explicar esta perversa realidade, é um princípio de economia política os bens são limitados e as necessidades humanas ilimitadas , mas isto não justifica o fato de mais de 50 milhões de brasileiros viverem uma completa exclusão, sem possuir as mínimas condições de dignidade humana.
Acabar com a fome no Brasil deveria ser o objetivo maior de todos os governantes e políticos de forma geral. Basta ter vontade política, pois nenhum brasileiro deve se conformar com esta cruel realidade vigente, em que milhares de pessoas estão passando fome.
O sábio Confúcio nos ensinou que não se deve dar o peixe e sim deve-se ensinar a pescar. Portanto, definitivamente o assistencialismo, seja no campo privado ou estatal, não é a saída para o problema da fome. A razão da existência do Estado é equilibrar as relações sociais, proporcionando condições para que todos vivam bem, com dignidade. A atual sistemática utilizada para combater a fome não resolve o problema.
Bem, então qual será a solução para acabar com a fome no Brasil? O certo é que não há fórmula mágica. Há sim atitudes fundamentais a serem tomadas, que são condições sine qua non para se chegar a uma solução real.
A meu ver a grande praga responsável pela fome no Brasil, se chama corrupção. É com a sangria do dinheiro público que se promove a fome. Enquanto existirem políticos ficando milionários devido ao uso indevido do cargo público, o problema da fome jamais será solucionado, pois é justamente a fome do povo que mantém estes politiquilhos.
Da fome nascem uma grande variedade de problemas sociais que atingem a todos. Portanto, resolver o problema da fome não é apenas um ato de altruísmo, e sim um ato de inteligência.
FÁBIO HENRIQUE ALVES (estudante), Umuarama
Conversa com o prefeito
Imagino-me numa conversa com o prefeito de Londrina.
- Prefeito, as tarifas de ônibus irão ter reajuste?
- Sim, terão. Não há como evitar. O dólar elevou o preço dos insumos, e ainda deve-se considerar o reajuste dos salários...
- Mas prefeito, não há uma alternativa? O PT é um partido popular, que prega ajuda aos trabalhadores, classe tão massacrada pela economia vigente. E se subsidiássemos as tarifas de ônibus para pessoas carentes? A prefeitura poderia dispor, em seu orçamento, de verba nesse sentido. Assim, quem ganhasse pouco, pagaria menos pelo transporte público. Há diversas formas de se conseguir recursos.
- A idéia é boa, rapaz, mas primeiro devemos propor à sociedade...
- Acho louvável, sr. prefeito, sua atitude democrática. Mas não espere que a sociedade opine e resolva todos os seus problemas. A população está cansada. Cansada dos infinitos buracos que parecem aflorar em nossas ruas, do abandono do Zerão, que, desde que o sr. assumiu, há quase dois anos, as floreiras continuam sem flôr e as luminárias com lâmpadas queimadas. Será que uma cidade do porte de Londrina não tem recursos para benfeitorias tão simples?. Cansada da falta do novo, apesar de sua propaganda vender a idéia de uma Londrina diferente. Entende-se por novo, sr. prefeito, um programa de controle de poluição atmosférica e sonora, p.ex. Estes são problemas que afetam nossa saúde, às vezes sem nos darmos conta disso. Isso poderia reduzir o número de atendimentos nos hospitais da rede pública, melhorando estes serviços e reduzindo seus custos, além de melhorar o humor das pessoas. Como são irritantes carros de som, motos barulhentas e escapes de motor a diesel...
- Vou pensar nas suas idéias...
- Mas não demore muito, sr. prefeito, pois metade de seu mandato já se foi, e a sociedade anseia por inovação, por criatividade. Queremos ver Londrina inovando, antecipando soluções para seus problemas. Queremos ver Londrina voltar ao noticiário nacional como uma cidade de vanguarda, uma cidade realmente diferente.
MARCELO RUBENS MACHADO, Londrina
Arapongas agradece
As altas funções do Ministério Público estão sendo evidenciadas mais uma vez pela enérgica decisão do Exmo. sr. promotor Denis Pestana, cujas decisões em relação ao Frigomax são de proteção ao meio ambiente e aos indefesos moradores.
Na verdade, preocupa a questão social que envolve a peleja e esforços devem se somar na direção de que a prefeitura do município doe terreno em local compatível para que o Frigomax possa exercer as suas atividades sem agravar a questão ambiental, sobre a qual as autoridades e o Ministério Público não podem tergiversar e nem esmorecer, sob pena de desprestigiar toda a comunidade indefesa.
A verdade é que anos e anos se passaram e a solução nunca foi encontrada. Somente com medidas saneadoras e restritivas é que se pode chegar a solução duradoura.
Os argumentos ora dirigidos pelos representantes da empresa em favor dos seus trabalhadores devem erguer-se também em favor da solução almejada por todos. Conduzir a demanda pelo lado emocional e apelativo não resolve o impasse, serve momentaneamente à causa dos detratores mas não aos interesses difusos de toda a sociedade araponguense.
REINALDO SOARES DE SOUZA, Arapongas
Folha 54 anos
A Folha agradece os cumprimentos pelo 54º aniversário enviados por: ADM (Administração de Recursos Humanos); SpB COMUNICAÇÃO, Londrina; COLIPERFECTA (tecnologia em ultracongelamento), Curitiba; JOAQUIM CANCELA GONÇALVES (presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná), Curitiba; EUGÊNIO TORRES E LUCIANA GAVLOSKI (WBC assessoria de imprensa), Curitiba; NORTPAR (Concessionária Renault); Londrina; OCTÁVIO CESÁRIO PEREIRA NETO (presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina), Londrina.





