Folha: 54 anos de história


Há 54 anos, um jovem catarinense, chamado João Milanez, apostou tudo que tinha em um empreendimento, e que hoje se transformou em uma das maiores empresas jornalísticas do País. No decorrer dos anos, a empresa vivenciou várias fases, engajadas a várias pessoas. E cada uma delas foi decisiva para o desenvolvimento deste jornal, que é um importante veículo de comunicação para o contexto social. É sabido, que a Folha de Londrina passou por diversas transformações, acompanhando as tendências tecnológicas. No entanto, sem o fator humano, que a compõe e que forma efetivamente a empresa, nada disso teria sido concretizado.
Portanto, diante de tantas mudanças, prêmios, conquistas e por que não dificuldades, hoje a Folha de Londrina, completando 54 anos de existência, agradece toda a dedicação, compreensão de seus colaboradores que auxiliam com garra, na construção deste jornal, levando à sociedade informações sérias e de qualidade.

MEIRE ELEN MARTELLI (estagiária de relações públicas; também assinam a carta Fabieli dos Reis, Josiane Faria e Gisele Suzigan), Londrina



Preço da eleição


Qual foi o preço dessa eleição para a sociedade? Tendo em vista as nossas dificuldades de um País emergente, ainda pagamos muito caro por uma eleição majoritária. Acrescente-se aí o fato de se ter optado por oposição com mudanças. Como bem tem salientado a ''Folha de Londrina'' em seus editoriais, essa transição nada tem de pacífica, pois deixa uma herança de famintos, desempregados e uma dívida pública das mais elevadas de nossa história.
Quem está pagando a conta? A classe média com enormes prejuízos em suas aplicações bancárias, fundos de renda fixa e DI. O povão com a fome, o desemprego e a inflação que volta com os seus tentáculos a agredir todos nós. Em contraste com essa miséria os bancos exibem lucros fabulosos.
Recuperar as perdas de oito anos é o anseio de vários segmentos da sociedade. Assim é que os parlamentares querem 115% de aumento, em seus vencimentos. O resto do funcionalismo, também defasado no mesmo percentual, certamente irá reivindicar o mesmo tratamento. É esse o cenário que vai se descortinando pela frente, a desafiar o próximo governo da esperança.

ANTÔNIO PEREIRA, Londrina



A uma árvore


Você foi muito amada. Era frondosa, imponente, exuberante nas suas 7 copas. Curtíamos o barulho da chuva que caía em você; o som era rouco, fechado como dentro de uma mata. Depois de banhada você ficava mais verde, viçosa, parecia sorrir. Amávamos sua sombra que nos acolhia no calor de dezembro, deixando a casa mais gostosa. No outono suas folhas caíam formando um tapete dourado, dando um visual nostálgico e belo.
Sua alma era pura, pois na sua grandeza deixou espaço para as lindas flores do Ipê que lá em cima pareciam ser suas. Sabia dividir. É impressionante o que podemos aprender com a Natureza e cabe a nós estarmos em sintonia para entendê-la.
Nesses 40 anos de sua vida, respeitamos os 20 que juntos estivemos, mas te mataram, te cortaram em poucas horas. Há pessoas ignorantes que passam uma falsa imagem ideológica e se acovardam com a opinião alheia. Simplesmente pessoas! E há seres humanos, aqueles que acreditam que Deus não é só igreja, Deus também é Natureza e tudo o que a ela está ligado. Eis a diferença!
Realmente você mudou de mãos querida árvore, e deve ter tombado com tristeza e saudades do nosso carinho. Lembraremos sempre de você como a nossa árvore, e com reverência!

SOLANGE JORGE (gerente comercial), Londrina



O governo Lula

Diariamente a mídia ocupa grande espaço falando sobre economia, movimentos em bolsas de valores, oscilações do valor do dólar e outros temas que interessam e são compreendidos apenas por uma mínima parcela da população. O dólar há menos de um ano valia dois reais e hoje vale quase o dobro. A inflação já está presente, basta conferir os preços dos produtos e serviços.
A eleição foi um exemplo de organização e de democracia consolidada. Votei consciente de que o melhor candidato à Presidência da República não era o Lula, o menos ruim seria o Serra (no nosso Brasil há carência de líderes fidedignos, estadistas).
Eleito presidente o Lula, com quase 53 milhões de votos, torço para que tenha sucesso, não frustre as esperanças e os sonhos do povo. Os brasileiros são ordeiros, trabalhadores e inteligentes, faltam-lhes escolaridade e comando.
Prometeu o Lula em seu discurso oficial, como presidente eleito, que imediatamente à sua posse em janeiro de 2003 criará a Secretaria de Emergência Social. Realmente é de fundamental importância o combate à fome (vergonha para nosso imenso e rico país).
A persistência de Lula para chegar ao poder é exemplar. De fato é líder. O povo está unido e as autoridades governamentais parecem estar embuídas de sentimentos patrióticos, solidários e fraternos. Ratifico, não votei no Lula por não acreditar em sua competência administrativa. Tomara que eu esteja errado e o sr. Luiz Inácio Lula da Silva se revele um excelente presidente da República, proporcionando ''ordem e progresso''.

FRATERNO MARIA NUNES (aposentado), Campo Mourão



Aprender inglês


O artigo escrito pelo sr. Fabio Milanez e publicado segunda-feira na Folha mostra a realidade que hoje já existe em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, e que começa a fazer parte do dia-a-dia dos londrinenses. O idioma inglês mostra-se cada vez mais presente e indispensável nas empresas, fazendo com que seus funcionários tenham que dominá-lo, gostando ou não da idéia.
E para atingir esse objetivo com rapidez e eficácia, a melhor opção é estudar em um país de língua inglesa. Não que as aulas no Brasil não funcionem. Pelo contrário. São elas que dão a base para que os estudantes possam ''se virar'' no exterior.
Mas morar em um outro país, conviver com uma nova cultura, aprender novos costumes, e ter que fazer tudo isso em inglês, faz com que aquela vergonha desapareça e o novo idioma faça parte do cotidiano dos estudantes. Na volta ao Brasil, além do aperfeiçoamento do idioma, traz-se na bagagem uma experiência internacional, o que começa a ser imprescindível na obtenção de uma vaga em grandes empresas multinacionais.

GABRIELA COSTA, Londrina

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