Reajuste dos combustíveis
É inacreditável a conduta do atual governo federal com relação aos reiterados reajustes dos combustíveis. Praticamente todo o transporte de nossas riquezas dá-se via malha rodoviária. Por óbvio, qualquer alteração no preço dos combustíveis interfere diretamente nos custos dos bens produzidos no Brasil, o que justificaria observância mais cautelosa e responsável de nossos administradores públicos com referência a este assunto.
A maior parte do petróleo consumido no Brasil é extraído em território nacional, o que nos faz questionar a atual política de preços adotada pelo governo. Ora, por que vincular a variação do dólar para a totalidade do petróleo circulante no País? Não seria mais sensato efetuar este ajuste somente com relação à parcela do petróleo importado?
Outro fato de difícil entendimento é a vinculação entre a plantação de cana-de-açúcar e o petróleo. Cada reajuste é justificado pela variação do dólar e o preço do barril de petróleo praticado no exterior. Pois bem, então qual a justificativa aceitável para o aumento excessivo do álcool combustível? Em nosso ponto de vista, atitudes como esta resultam no desestímulo à compra de veículos a álcool, o que se configura em uma política nem um pouco nacionalista.
Agindo desta forma, a Petrobras vem acumulando cada vez mais lucros, ao passo que o povo brasileiro paga cada vez mais caro o preço de sua subsistência.
Giovani Dagostim (contador e estudante de direto), Porto Alegre-RS
Pouca miséria
Estamos presenciando uma transição política, onde se vê a arrogância dos políticos, querendo tirar proveito dos acordos: uns querem o Senado, outros a Câmara dos Deputados. Enquanto isso, o Brasil se transforma no caos do desemprego, da angústia e da fome.
Aí vem o MST vangloriando seus dotes políticos, que não dará tréguas ao governo de FHC e nem para o presidente eleito Lula, impondo pressão para fazer a tão sonhada reforma agrária, que na minha opinião é uma burrice insana.
Por quê? Porque o País precisa hoje de produtividade e agregar valor nos produtos e a reforma agrária está baseada somente em desapropriação de terras. Nunca se viu falar de um planejamento para que essas famílias assentadas possam produzir com êxito. Por isso, deveríamos dar assistência e tecnologia aos produtores que estão na ativa para que possam produzir e gerar serviços a essas famílias que vivem na penumbra dos assentamentos.
PAULO HENRIQUE LUIZ (engenheiro agrônomo desempregado), Pinhalão
Crise econômica? Onde?
O brasileiro é um dos povos mais empreendedores do mundo. O Brasil é o quinto País com maior potencial de negócios à frente inclusive de economias fortíssimas como os EUA e o Japão. Estudos indicam que mais de 14% dos brasileiros ou tem ou pretendem iniciar uma microempresa.
É surpreendente a quantidade de pequenos negócios que são abertos todos os dias em todo o país. Basta olharmos à nossa volta para darmos conta de quantos amigos ou vizinhos conseguiram estabelecer seja uma lojinha de roupas usadas, um carrinho de lanches, um bar, uma mercearia, uma casa de diversão e continuam investindo.
Um vizinho meu, que há dois anos abriu uma mercearia no bairro, dia desses reinaugurou a empresa sob novas, amplas e modernas instalações. Um crescimento espetacular fruto do trabalho, do comprometimento e da dedicação ao negócio. Há diversos casos como este no Brasil.
Ora, onde está a tal crise que meio mundo apregoa? Que comportamento pode ser atribuído a quem fica acuado face ao aumento das taxas de juros, à alta do dólar e ao novo governo que toma posse na Presidência em 1º de janeiro? Pessoas assim não têm visão de futuro, não estabelecem metas, não analisam o mercado e, sobretudo, têm medo de correr riscos. Ficam na dependência da política econômica e da especulação do mercado financeiro. Consequentemente estão à inteira disposição da crise que assola a economia mundial.
Ao contrário, outras pessoas preferem trabalhar duro, poupar até o último centavo, inovar, fazer a diferença. Os resultados são aquele vizinho que está reformando ou aumentando a casa, aquele amigo que entrou para a faculdade, aquele outro que comprou a lojinha do seu Manoel, aquela senhora que trabalha com uma máquina de costura no fundo do quintal, etc. São pessoas que não têm medo da taxa de câmbio, dos juros altos, nem do governo Lula. São empreendedores em potencial. As turbulências do mercado e a política econômica influenciam, obviamente, seus negócios, mas não são os únicos fatores decisivos. Boas doses de coragem para enfrentar as incertezas do mercado, de disposição para o trabalho e de habilidades gerenciais podem transformar uma pequena idéia num grande negócio.
EDUARDO BATISTA DE ALMEIDA (servidor público estadual), Apucarana
Retorno de Requião 2
Cumprimentos ao professor Palmo Fidélis pela carta publicada na Folha dia 7/11. Conta-nos seu feliz encontro dia 22/10, no Calçadão, com os ilustres políticos Marta Suplicy e o então candidato a governador do Estado, Roberto Requião. A conversa entre o prezado colega e Requião foi amistosa. Os professores (99%) estariam com ele e a resposta foi taxativa: ''E vai ter retorno''. Assim espero. Fidélis está otimista: ''A prespectiva para um bom relacionamento entre Requião e os profissionais da educação são muito boas.'' Oxalá, assim seja. Senhor governador, senhores legisladores, olhem com simpatia os educadores, apoiem-nos. O benefício será da sociedade. Conquistas estarão presentes: maior e melhor educação, cidadania verdadeira. Bençãos de nosso Deus ao governador eleito Roberto Requião para que o povo do Paraná seja contemplado com uma administração séria, prudente e de respeito.
NATIVIDADE FARIAS DE MORAES (professora aposentada), Londrina
Funcionalismo público
Quero parabenizar a funcionária pública municipal Sueli Galhardi pela carta publicada na Folha de Londrina, dia 5/11, sobre o servidor público. Se todos, independente de profissão, seguissem aqueles ''mandamentos'', com certeza, o mundo seria muito melhor.
ROSANE ARAÚJO (escrivã policial), Londrina
Correção
- Diferentemente do que informou a Caixa Econômica Federal em reportagem publicada ontem na Folha Economia, 47 mil pessoas procuraram a instituição em busca de informações sobre o consórcio imobiliário.

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