Municipalização da água
O presidente eleito estabeleceu como prioridade de seu governo o combate à fome. Elementar, mas por que não se fez isso antes? Os passos seguintes devem ser saúde e educação. Contudo, como o sucesso de qualquer programa depende do combate à inflação, algo precisa ser feito com a Petrobrás. A intenção de Getúlio Vargas, ao lançar ''O petróleo é nosso'', era tornar o País independente do jugo das empresas petrolíferas estrangeiras. Ironicamente, ao aproximar-se a esperada auto-suficiência, a Petrobrás olha para o próprio umbigo e para o lucro de seus acionistas, ao atrelar seus preços ao do mercado internacional. Os brasileiros que se lixem. Mal comparando, seria como fazer uma horta no próprio quintal mas ter de pagar o preço de supermercado para utilizar a verdura. Urge que o interesse das estatais coincida com o interesse público, razão por que foram criadas.
O mesmo ocorre com a Sanepar, que não atende à demanda de saneamento básico em Londrina, ensejando a contaminação do solo, inclusive de regiões próximas aos lagos. Se confirmado que em 2003 finda o contrato de concessão de serviços assinado com a Prefeitura, a renovação tem de ser condicionada à exigência de maiores investimentos, sob pena de ser criado o MSE Movimento dos Sem Esgoto , em Londrina. A alternativa seria municipalizar esse serviço, aproveitando-se o prestígio que o médico-sanitarista Antonio Palocci, do PT, goza junto ao novo governo. Prefeito de Ribeirão Preto, ele resolveu definitivamente o problema de saneamento básico daquela cidade. Com a palavra o prefeito Nedson.
RUBENS CHIAROTI (advogado licenciado), Londrina
Somos todos iguais
Muitos de nós, ao nos depararmos com um deficiente, a primeira coisa que sentimos é ''pena''. Pensamos, de certa forma, que Deus foi ingrato, pois todos temos o direito de sermos felizes, não importando aonde e nem como, pois vivemos em busca disto.
Consequentemente achamos que estas pessoas são tristes, e nós é que somos os privilegiados. Deveríamos agradecer a cada minuto por sermos perfeitos, mas, não é bem isso que acontece.
Conheço muitos deficientes que dão exemplo de vida, coisa que não acontece com muitos de perfeita saúde, o que sabem é reclamar. Muitas vezes fiquei indignada com a fé que eles têm. Isso deveria servir de exemplo para nós, pois os nossos problemas não chegam nem aos pés daqueles que estão quase no leito de morte e mesmo assim continuam com fé. Se temos os mesmos ideais de abusar a felicidade, por que não sermos tratados como iguais perante a sociedade?
JAQUELINE DE MELLO CASTRO (estudante), Assis Chateaubriand
FHC patético
É patética a declaração, divulgada na edição de ontem da Folha, de FHC se dizendo contrário ao modelo de industrialização de JK. No ocaso de suas gestões, cujas campanhas fizeram clara alusão ao eslogam de JK (50 em 5), depois de ter se vendido ao PFL para ser eleito, vendido o País para se sustentar no poder, ter pedido para que esquecessem o que havia escrito e com o pipocar das informações de seu legado, tenta reassumir um papel que abandonou há 8 anos, para poder colocar a cabeça num travesseiro que não seja do palácio. Que ele não tenha o direito, que nós não temos, ao sono tranquilo.
RICARDO RALISCH (agrônomo e professor) Londrina
Estranhas notícias
Estava lendo o editorial de ontem da Folha, ''Estranha decisão'', e parece que no Brasil só um é o culpado ou os responsáveis somem. Pelo que lembro, essa idéia de Jogos da Natureza foi uma coisa cantada em prosa e verso pelo governador Jaime Lerner. Foi um auê danado no dia do início dos tais jogos. Quem estava? Fizeram até o fiasco de mandar propagandas para o exterior. Era um carnaval danado. Como era e foi uma coisa que não iria dar certo, agora um é o culpado? Como?
A Petrobrás aumenta do jeito que quer a gasolina, álcool e diesel e o FHC não sabe o que se passa? Quer dizer que neste país tudo funciona dessa maneira? Político é intocável por mais errado que esteja?
Gente não sou idiota, sei que neste país tudo funciona à meia-boca. Aqui, precisa de um Lula em cada repartição pública. Isto aqui é um mar de má administração. Mesma coisa essa de quem não limpar a sujeira colada e pintada da campanha política será multado, processado? Por quem? Quando irá pagar? Nunca. Este país é muito mal educado. Acho que as notícias dos jornais não retratam a realidade no Brasil. Ou estão acreditando que o Lula irá conseguir fazer alguma coisa aqui? Nunca!
EDGAR VASCONCELLOS BATISTA (comerciante), Foz do Iguaçu
Contabilidade fraudulenta
O governo federal para conseguir empréstimos junto ao FMI, precisa cumprir algumas metas exigidas por este orgamismo internacional. As entranhas desses contratos são segredos de estado e sabe-se lá o que está escrito nas letrinhas miúdas. Mas um dos pontos conhecidos é que o devedor, no caso o Brasil, tenha uma inflação controlada. Não dá para entender como os gringos engolem esses números 0,5% ao mês, quando a inflação é muito grande e pode chegar a 1,5% ao mês, não dá 10% ao ano.
Essa matemática que é uma verdadeira mágica, desafia Pitágoras, Galileu, Newton e outros tantos. Só pode ser a matemática do me ''engana que eu gosto''. Pois esses números são um engodo e alguém está levando muita vantagem. Para se certificar disso basta ser um consumidor regular de qualquer produto, seja combustível, alimentos. Enfim, se você consumir alguma coisa com regularidade, você tem comprovado no seu bolso que isso subiu muito mais de 10% ao ano.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário), Londrina
Agradecimento
Desejamos externar nossos sinceros agradecimentos à Folha de Londrina que, com sua parceria, tornou possível a realização da ''2 Jornada das Comissões Intra Hospitalares de Transplantes da Região Norte do Paraná'' e o ''1º Treinamento em Massa de Multiplicadores de Informação em Doação e Transporte.'' Sua participação permitiu-nos ultrapassar as metas propostas para estes projetos. A doação de órgãos ainda hoje depende de pessoas de elevado espírito voluntário, ''não há nada mais forte do que um coração voluntário''. Parabenizamos por sua dedicação e empenho e esperamos contar com sua colaboração em outras oportunidades.
OGLE BEATRIZ BACCHI DE SOUZA (coordenadora da Central Regional Norte de Transplantes), Londrina

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