Parabéns Senai!
Toda vez que um candidato é eleito para a Presidência da República, o reitor da universidade na qual ele estudou, juntamente com toda a comunidade acadêmica daquela instituição na qual ele se formou, vem a público manifestar sua satisfação porque um dos seus ex-alunos administrará o país. No caso de Lula quero dizer, se ninguém ainda o fez, que o Senai está de parabéns. Como educador, professor, administrador e pesquisador de Ciências Sociais, sinto orgulho de Lula e do Senai.
A instituição Senai me orgulha porque um dos seus ex-alunos chegou à Presidência. Com todo o respeito que merecem as universidades federais, estaduais e particulares, mas agora é a vez do Senai, pois é uma instituição séria, com profissionais habilitados a promover a formação dos nossos trabalhadores (jovens e adultos), inserindo-os no mercado de trabalho cada vez mais competitivo. O Senai (e junto com ele todo sistema ''S'') é uma instituição com tecnologia suficiente para formar pessoas para o mercado de profissional e contribuir para o desenvolvimento deste país.
Portanto, venho a público dizer, com todo entusiasmo possível: parabéns educadores de formação profissional, parabéns Senai. Afinal, se USP, a Unicamp, a PUC, a FVG e outras instituições têm seus presidentes, o Senai também já tem o seu!
EDIMARÃES SILVESTRE (mestre em educação), São Jerônimo da Serra
Servidor público
Esse texto deveria ter sido escrito antes para que no dia 28 de outubro ele fosse elemento de reflexão para todos os servidores públicos, mas foi exatamente a homenagem de ter um dia especialmente dedicado a nós que me fez refletir sobre a importância de ser servidor público, assim acredito ser ele um texto atemporal, pertinente a qualquer tempo de nosso exercício.
Tenho orgulho de ser servidora pública municipal porque entendo que, ser servidor público: é desenvolver serviços essenciais para a comunidade londrinense, de modo responsável, íntegro e humano na diversidade de suas ações; é sermos construtores de políticas públicas sociais; é pensar e agir pensando coletivamente; é convencer, através de ações o governante na continuidade de bons projetos a favor do cidadão; é informar como se estivesse sendo informado; é atender como se estivesse sendo atendido; é receber o contribuinte como se estivesse recebendo uma boa notícia da família, de um pai, de um filho; é um gesto de solidariedade com um idoso como se fosse para um avô ou avó; é atender a um adolescente como se estivesse levando uma toalha ou um copo de leite para um filho; é desenvolver ações junto à comunidade, provocando mudanças de comportamento sadias que visem a melhoria da qualidade de serviços e de vida da comunidade; é ensinar e aprender; é transmitir ensinamentos contagiando-se com eles; é ser paciente, às vezes, para ouvir o contribuinte como se estivesse batendo um papo com um velho amigo; é vacinar-se contra as epidemias e surtos de incompetência; é semear hoje para o alimento dos nossos amanhãs; é ser sensível às diferenças como se fosse portadora delas; é aplaudir as vitórias e avaliá-las, aprendendo que é preciso reconstruir de um jeito novo a partir e apesar dos fracassos ou derrotas; é ser cidadão servidor e cidadão contribuinte ao mesmo tempo pois só assim é possível interagir com a mesma eficácia de ser um ou outro; é afinal e simplesmente ter orgulho de ser cidadão que serve aos interesses comunitários e se utiliza deles.
SUELI GALHARDI (servidora pública municipal), Londrina
A dança da cultura
Muito mais que uma animada dança a cultura é área fundamental para transformar a sofrida realidade do País. Senti a falta de uma análise mais detalhada dos pretendentes à Secretaria Estadual de Cultura na matéria publicada na Folha de Londrina no último sábado.
Ângelo Vanhoni, que não quis dar entrevista à reportagem, é autor da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e para tanto entrou apenas com o nome, pois a lei é resultado de várias articulações e pressões da classe artística de Curitiba o que acabou resultando em um amontoado legislativo, e agora na implantação da lei nos deparamos com inúmeras previsões legais, como o artigo 5º e parágrafos, que restringem o acesso dos artistas e produtores culturais ao programa, distorcendo o objetivo da lei que é incentivar e não podar a cultura.
Sobre o Bernardo Pellegrini nada foi dito sobre sua gestão inovadora à frente da Secretaria de Cultura de Londrina, com a implantação da Rede da Cidadania, projeto que dá um enfoque social às políticas culturais do município, e que o avaliza para o cargo. É preciso dizer que ao assumir a pasta no município de Londrina, uma de suas primeiras ações foi não reconhecer a legitimidade do Fórum Permanente de Cultura de Londrina, questionando esta instância de discussão da sociedade civil, que lutou por direitos da cultura suprimidos na gestão anterior, e pela aprovação da Lei Estadual em uma mobilização histórica no município.
Já Vera Mussi, apresenta-se como ex-diretora geral da Secretaria na administração de Gilda Poli, gestão que direcionou suas atividades para Curitiba com políticas discretas.
Com relação ao Cláudio Ribeiro, além de compor para escolas de samba, faltou ser dito que dos quatro foi o único que arregaçou as mangas e lutou incansavelmente pela aprovação de Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e a consequente derrubada do veto do governador Jaime Lerner na Assembléia Estadual. Cláudio apresenta-se para o cargo trazendo a experiência de 20 anos como funcionário da secretaria, com o apoio de todos os fóruns de discussão cultural do Paraná, centenas de artistas de todas as regiões do Estado, secretarias de Cultura de vários municípios, departamentos de Cultura de universidades, políticos do PMDB, PT, PPS e PC do B, em uma mobilização do setor cultural que ocorre há três anos em todo o Estado, via Fórum Permanente de Cultura do Paraná.
Portanto, muito mais que um loteamento partidário do cargo ou mera dança como faz Vanhoni, encenando para viabilizar o nome de Bernardo Pellegrini, a cultura merece respeito e é questão de legitimidade.
ANDRÉ GALVÃO DE FRANÇA (advogado), Londrina

mockup