CARTAS
Corrupção generalizada
Alguns meios de comunicação vêm generalizando acontecimentos como se, na verdade, todos os policiais tivessem a responsabilidade dos atos de alguns colegas seus. Evidentemente não se pode negar que existem policiais corruptos. Todavia, a corrupção não é privilégio da instituição policial.
Existem, políticos, advogados, jornalistas, professores, empresários e estudantes corruptos, porque a corrupção não é decorrente da profissão mas sim do caráter das pessoas. Em qualquer época serão encontradas pessoas corruptas, que encararão com naturalidade a escalada do ''status quo'' e do poder financeiro em detrimento de valores morais como a honestidade ou ética.
Não se pode atribuir a culpa da situação simplesmente a uma instituição, mas sim às pessoas. Entretanto, existem ainda diretrizes em alguns meios de comunicação que da mesma forma, não se pode atribuir o fato ao meio em si, mas aos que trabalham nele - que não têm estes conceitos como verdadeiros, frequentemente jogando para as costas da instituição a responsabilidade de todos os fatos, generalizando que ''todos os policiais são isto ou aquilo'' .
Ninguém questiona, por exemplo, que o policial não tem horário para sair ou voltar para sua casa, ou se chega vivo, pelo fato de ele estar constante em atrito com marginais, defendendo valores econômicos e até morais desta mesma sociedade. E pouco se preocupam com as pressões sofridas no dia-a-dia no exercício de seu trabalho. Até porque estes são assuntos que no máximo poderiam valer um notícia de canto de página, nunca uma matéria principal, capaz de vender mais jornais ou programas de televisão ou rádio.
Problemas deste gênero raramente interessam às pessoas, que se preocupam mais em encontrar um culpado para a situação da crise atual. De qualquer maneira, não faltaram oportunidades de se mostrar a realidade da situação. Até porque, com o tempo, as pessoas, acabaram aprendendo que a notícia é o fato como ela é, não inventando ou transformando ao gosto dos interesses que imperam.
MÁRIO SERGIO MACHADO (investigador de Polícia), Astorga
Ponto incoveniente
Como usuário do transporte coletivo da linha 307 e do metropolitano linha Ana Eliza-Londrina, gostaria de pedir às autoridades responsáveis pela instalação dos pontos de paradas de ônibus que tomem providências urgentes para uma possível mudança de pontos dos referidos ônibus. A parada localizada na Rua Guararapes, entre Paranaguá e Canudos, tem um bar sujo e, em determinadas horas, com a presença de homens embriagados que cospem em direção ao ponto, jogam bitucas de cigarros atingindo muitas vezes as pessoas que esperam o coletivo, pessoas mal encaradas dizendo palavras inconvenientes às mulheres e ainda pessoas com aparência de drogadas frequentam esse bar. Minha sugestão e das pessoas que utilizam esse ponto é que essa parada seja transferida para o clube da Sanepar, um lugar tranquilo e sem nenhum tipo de aborrecimento.
VALDENIR FONSECA SIQUEIRA (auxiliar de escritório), Londrina
Lula Lá, Requião aqui
Brasília e Curitiba são nossas capitais, e ambas as cidades agora estão mais pertos da gente. A eleição demonstrou que Lula é maior que o seu partido, sendo um capital ético e moral da sociedade brasileira. A vitória de Requião foi uma resposta serena dos paranaenses às velhas formas clientelistas e fisiológicas de fazer política. O não rotundo das urnas desempregou muitos políticos, mas a lição fundamental tirada de todo o processo eleitoral talvez tenha sido a demonstração de capacidade do povo de tomar para si as rédeas de seu próprio destino e delegar poderes para quem de fato está comprometido com as causas sociais. Lula tem esse perfil de compromisso, ele vai lançar os olhos no mercado e o coração nas demandas do povo que o escolheu. Mas Lula também passará e o que vai ficar é a sociedade cada vez mais partícipe, exigente e questionadora dos quadros políticos. No entanto, ainda é necessário desempregar muita gente, e uma boa reforma política pode antecipar esse bom tempo.
MARCIO LUIZ CARRERI (professor), Londrina
FHC para elite
Achei muito corajosa a atitude do sr. Ricardo Alexandre, em criticar o posicionamento da Folha em relação aos assuntos políticos e à figura do nosso presidente ontem. Concordo plenamente que FHC foi muito preponderante na condução política do País. Mas muita coisa não foi dada atenção necessária, como os problemas sociais que são estridentes. O presidente parece ter esquecido que estamos em um país, onde a maioria das pessoas vive em condições paupérrimas. Durante 8 anos se preocupou muito com a aristocracia, interna e internacional, e esqueceu o povo que o elegeu. Agora, no final de mandato, está mais preocupado com a sua imagem pessoal do que com os problemas do Brasil, tentando arrefecer as dubiedades suscitadas em seu governo como a compra de votos para a sua reeleição. Não que eu esteja cometendo ''puxa-saquismo'', mas tenho acompanhado a tragetória deste jornal, não acredito que esteja cometendo injustiça, pelo contrário está desenvolvendo a sua responsabilidade social muito bem. Não acho que o papel de um jornal seja ficar enaltecendo uma figura só porque é presidente e sim trazer à baila os assuntos relevantes e de interresse público.
VALDEMIR FERREIRA DA COSTA (estudante), Londrina
Méritos de FHC
Quero parabenizar o sr. Ricardo Alexandre Garcia, pelas palavras de mérito e apoio ao governo do sr. presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e fazer de suas palavras as minhas, e dizer que nunca vi um governo durante meus 31 anos de idade tão empenhado em melhorar as condições do País em relação à inflação como este que se finda em dezembro de 2002. É uma pena que temos pessoas dentro do Congresso Nacional, que não pensam no desenvolvimento do País, que barram qualquer tentativa de melhora e que não apóiam uma mudança mais eficaz dentro de uma Nação que tem tudo para ser de 1º mundo. Parabéns ao sr. FHC e que seja muito feliz, porque a sua parte Vossa Excelência já fez.
RUY DE ALMEIDA BARROS JÚNIOR (empresário), Londrina
A cegonha e o gás
Lendo a Folha de Londrina do dia 30/10, deparei-me com notícias estranhas: ''Bebê é encontrado em sacola''. Ora, quem o abandonou? Isso é óbvio e ululante. Quem é que carrega uma criança na sacola e no bico? A cegonha, é claro. Sempre desconfiei desta ave com aquele seu jeito inocente. Outra notícia também me deixou estupefato: ''Russos revelam o gás usado no resgate''. Resgate? Só se mudarem o nome da carnificina, do assassinato em massa, do extermínio. E ainda revelam que o gás tem anestésico mais forte que a heroína. Agora, os malucos do mundo todo irão fazer reféns e fazer exigência em coro: ''Queremos gás, queremos gás, queremos gás...''
MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis





