CARTAS
Sobre loucos e sãos
Como neurologista e brasileiro que votou no sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que é como o desbocado sr. O`Neill deveria se referir a um presidente eleito, já que é pessoa infinitamente mais importante para o mundo que um mero secretário de um governo norte-americano sobre cuja legitimidade eletiva é uma piada internacional, acho que é hora do nosso povo se manifestar.
O presidente eleito é Lula para nós, mas lá para fora, seria interessante que o pau mandado do sr. Bush estudasse um pouco de neuropsiquiatria, e que frequentasse alguma escola para adultos mal-educados e desbocados, antes de pontificar em um campo onde é cristalinamente ignorante. Lula não é louco, e tenho autoridade para afirmar já que sou do ramo, mas terá que aturar esse tipo de subalterno o tempo todo, o que felizmente não preciso.
Todos conhecem as maracutaias e trambiques que levaram a triste figura à qual sr. O`Neill deve seu emprego, à presidência, exatamente no estado em que o irmãozinho é governador, que aliás se prepara para ser o terceiro Bush da sucessão deles. Bush também significa moita, e parece que assim se elegem alguns por lá. Conheço bem e o suficiente a América, e estou atônito com os tipos que a triste família das moitas tem plantado na Casa Branca.
Petroleiros, o papai já destruiu o que foi possível no Iraque, pois claramente quer o petróleo local, sendo nisso auxiliado pelos ingleses, que por muito tempo pilharam e exploraram aquele povo e que, por duas vezes, se associam ao sonho do povo das moitas, para ver se passam de novo a mão no óleo que não é seu. Essa guerra foi, e tenta ser novamente, pura e descarada pirataria.
E é provável que ali existam mais barris que na Arábia Saudita. Até o vice da moita, é petroleiro. Espero que eles limpem o seu processo eleitoral, como foi feito aqui e, provavelmente, esses psiquiatras de araque, deixem de ser papagaios de pirata, aliás um conjunto que vem bem a calhar para o grupo atual.
Infelizmente, a democracia produz tipos desse talante, e a loucura seria dar importância a boquirrotos. Felizmente, há fatos e pessoas melhores na América, e Lula sabe disso. Um país que produziu Lincoln, Washington, Roosevelt, Kennedy, também tem o direito de sofrer esses enganos, se bem que urnas eletrônicas teriam evitado o povo das moitas e, com ele, este tagarela de plantão.
LINCOLN BRASIL E SILVA, Londrina
Lula no poder
No dia 27 de outubro o povo brasileiro deu uma guinada de 180 graus, elegendo um presidente do País totalmente diferente de todos os outros que chegaram à Presidência. O povo joga todas suas esperanças neste nordestino nascido em Caetés, próximo de Garanhuns, em Pernambuco, e que nunca frequentou bancos de uma universidade. Se não fosse a união das forças das elites brasileiras, Lula já teria chegado ao poder na segunda ou terceira tentativas.
Muitos querem compará-lo a Lech Walesa, o operário polonês que virou presidente e faz um governo apático e também algumas besteiras, perdendo a confiança de seu povo. Mas Lula, me parece mais inteligente e mais dinâmico que Walesa. Uma prova disto está na sua capacidade de aglutinar alianças que somaram forças para sua vitória.
O Brasil estava necessitando de uma mudança geral na política, mas para isso precisava de um total respaldo da sociedade brasileira, e agora a temos, e como temos. Entendemos que um país não é o seu território e sim o seu povo, e quando este povo se une dando sua força e seu sacrifício para uma causa, sua resolução fica muito mais fácil. E o problema centenário de nossa economia, que desde o início da República ainda não foi resolvido, com presidentes doutores, quem sabe agora poderemos, com a força mental de mais de cinquenta milhões de brasileiros que votaram em Lula, estar encontrando o caminho que um dia não muito distante encontrará a nossa libertação econômica.
Sabemos que não será fácil. Como disse Lula em seu pronunciamento depois de eleito: ``Até aqui foi fácil diante do que virá pela frente``.
ALCIDES FRANCISCO MIRANDA, Londrina
Agradecimento e desabafo
Quero agradecer a jornalista Giovana Kindlein pela reportagem publicada no dia 5/10, sobre a lei municipal 5.392, estabelecida dia 12/05/1993. Causa indignação, ao entrar no coletivo, me deparo com tamanho desrespeito. Os indicadores mostram os ``assentos reservados`` ocupados, quase nunca por aqueles que deveriam usufruir. Irônico é observar as pessoas tranquilamente sentadas, apreciando a paisagem urbana pela janela, fingindo não ver quem entra no ônibus. Mesmo alguém que não sabe ler, mas que tenha educação, oferece seu lugar a quem necessita. Porém, os que se utilizam dos ``assentos reservados``, geralmente são pessoas mais (aparentemente) cultas ou ``futuros profissionais``. Infelizmente, falta ainda mais humanidade e cidadania a alguns. Somente sentimos o problema quando a situação é com a gente mesmo. Obrigada Giovana e obrigada aos cobradores e motoristas que percebem nossa presença no coletivo e pedem licença para o outro nos dar ``seu lugar``.
WALQUIRIRA MATEUS ROCHA (professora), Londrina
Análise sensata
O Editorial da Folha de Londrina do dia 26/10 foi sensacional. Com muita inteligência, faz uma radiografia dos acontecimentos pré-eleitorais e suas sutilezas. O Real foi um plano muito bem elaborado que levou Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República, por duas vezes consecutivas. A URV permitiu uma passagem do estado inflacionário para a estabilidade monetária sem traumas. O mesmo não aconteceu com o Plano Collor, que deixou marcas profundas de insatisfação em todo o povo brasileiro.
Na ausência de uma nova estratégia de estabilidade econômica para este pleito, optou-se por projetar um cenário de terrorismo, que só prejudicou o que se havia construído. Os fundamentos econômicos não se abalaram, mas os mercados de capitais, que são facilmente manipulados, dado a sua volatilidade e rapidez com que respondem aos boatos que se queira impingir, deixou um rastro de destruição e prejuízos aos pequenos e médios aplicadores. Se havia a intenção de apenas projetar desconfiança no investidor, o tiro saiu pela culatra, pois o prejuízo foi iminente.
Assim como na Inglaterra, esperamos que a esquerda brasileira não seja nenhum bicho papão, e que possamos aproveitar o que já foi feito, e continuar crescendo cada vez mais.
ANTONIO PEREIRA, Londrina
Não à poluição
Gostaria de expressar minha indignação pelo que a poluição está fazendo com o mundo e as cidades brasileiras. Chega de poluição! O mundo não aguenta mais poluição. A poluição está quase dando fim à raça humana. Os dinossauros não aguentaram a poluição cósmica e nós não aguentaremos a poluição de nossas cidades.
WILSON PEREIRA DOS SANTOS (professor), Naviraí (MS)





