Buracos nas rodovias
Li a reportagem da Folha sobre o problema dos buracos nas rodovias do Paraná. As concessionárias não estão nem obturando os buracos das rodovias. Não me impressionei, pois o candidato bem-feitor delas foi derrotado e, ao que me parece, os que disputam o segundo turno eleitoral vão abrir a caixa preta dos contratos. Sugiro até que o eleito averigue o montante que já se arrecadou e confronte com os serviços prestados para os usuários. Se até o ''Segredo de Fátima'' foi revelado, então por que é guardado a quatorze chaves (dobro de sete) o que se arrecada? Elas devem estar com medo do próximo candidato e estão pilhando o máximo que podem para garantir o leite das crianças pelos próximos séculos.
MÁRCIO DICESAR, Sertanópolis
Órgão de defesa de quem?
O que adianta um órgão, dito de defesa do consumidor, se esse órgão não fornece ao indefeso e honesto cidadão meios de defesa contra o ataque de empresas inidôneas a esse cidadão? O que adianta o Procon afirmar que existem 13 postos de gasolina vendendo combustível adulterado, se não divulga os nomes e endereços dos trambiqueiros que enganam a população? Esse órgão de ''defesa'' dos consumidores está defendendo quem? A, nós, consumidores é que não, pois continuamos sujeitos às trapaças desses aproveitadores dos desprotegidos consumidores.
O Procon, por exclusão, só pode estar protegendo os interesses dos donos desses postos, pois quem são eles? Onde estão localizados? Como o consumidor faz para evitá-los, a fim de não sofrer as consequências da gasolina adulterada? Que órgão é esse que resguarda o malfeitor e deixa o cidadão honesto à mercê das falcatruas daquele? Eu quero saber quem é que está prestes a me assaltar, eu tenho direito de saber quem é que está na iminência de me lesar, porque eu posso ser burlado aqui ou ali, sem que eu saiba, mesmo pagando pesadamente meus impostos, sustentando um organismo que deveria me defender.
JOSÉ ANTONIO TRINDADE, Curitiba
Segundo Tempo
Eu não me conformo com as promessas de certos candidatos. Para a Presidência da República, vejo um candidato que promete oito milhões de empregos à população, isto em quatro anos de governo. Sendo que o governo que ele já fez parte, em oito anos deixou o Brasil com um elevado número de desempregados, aí me pergunto: se em oito anos de governo não foi possível criar tantos empregos, será que em quatro anos, isso é possível? Promessas como esta, já não enganam mais o eleitor, e assim como eu, três quartos da população também pensaram desse jeito no primeiro turno, votando na mudança de governo.
E, ao invés desse candidato usar do horário eleitoral apresentando propostas que convençam os eleitores, só ataca seu adversário e fala em debates. Não teve uma propaganda eleitoral deste candidato que apresentou uma proposta convincente. Qual é a finalidade do horário eleitoral? Também, o candidato da oposição, está pecando por não responder essas acusações e por não confirmar sua presença em debates de outras emissoras, já só aceitou ir ao da Rede Globo. Mesmo assim, a insatisfação da nação brasileira com o atual governo, está se refletindo nas pesquisas.
Também aqui no Paraná, vejo muita demagogia por parte de candidatos. Os dois concorrentes ao governo, já estiveram lá por quatro anos, o que fizeram de bom ou de ruim, a população já sabe, porém querer esconder o passado, não dá. Nesta campanha, um dos candidatos, utilizou professores em sua propaganda eleitoral, sendo que em seu governo, quando os mesmos professores fizeram um manifesto, este candidato usou da força de seus soldados para conter a manifestação, episódio que não é esquecido pelos paranaenses. Também ao outro candidato falta esclarecer um pouco mais sobre os custos da Ferroeste, só para a população ficar sem nenhuma dúvida. Porém, estamos no segundo tempo deste jogo, que todos sabemos que não é muito ''limpo'', e que alguns dos jogadores deveriam receber o cartão vermelho, e até já receberam dia 6, agora, o apito final está nas mãos dos ''juízes'', que são todos os eleitores.
EDER WILLIAN DE CAMPOS (estudante), Ibiporã
Na contramão da história
A crise mundial é patente, basta ver a Argentina e o Brasil. No caso do Brasil é ainda pior porque as pessoas não se deram conta de que estamos piores que a Argentina, sempre tivemos um salário mínimo inferior ao dos argentinos e um poder aquisitivo menor. E a recolonização entra onde? É muito simples basta observar o número de falências na indústria e no comércio para perceber o descaminho que vivemos. As indústrias fecham porque as lojas não vendem, as lojas não vendem porque o desemprego é muito alto e o consumidor não tem dinheiro. Com isso, enfraquecemos a nossa economia e quem sai ganhando são os especuladores e o mercado internacional.
A poucos dias da eleição convém refletir o que realmente causa medo. Confesso que tenho medo do desemprego, da fome, das filas nos hospitais públicos e da violência. São problemas sérios que precisam ser resolvidos. O ministro da Saúde se orgulha de sua estratégia de marketing para mostrar o número de exames preventivos feitos nas mulheres. Ele, porém, vale-se da desinformação.
Foi feita a campanha premeditadamente para mostrar serviço, o que ele não mostra é que o exame preventivo não diagnostica o HPV, vírus causador do câncer de colo de útero. Esse vírus é detectado apenas pelo exame específico de captura de vírus, custa duzentos reais e não é pago pelo SUS. Vamos refletir sobre essas questões.
ANDRESSA DIAS GOMES (estudante), Londrina
Volta da inflação
Tarifas levadas à estratosfera, preços em livre disparada, juros oficiais de 21%, dólar subindo de um para quatro reais. E ainda há quem acredite que a inflação acabou!
PAOLO MARANCA (pintor), São Paulo

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