Reforma política
O processo eleitoral brasileiro propicia certas situações inusitadas, e que deixam o cidadão brasileiro cada vez mais desamparado. Por exemplo, as eleições para o Legislativo este ano, explicitaram uma situação que às vezes passa despercebida. Votações expressivas de alguns partidos, que são utilizadas para se calcular o coeficiente eleitoral, que por sua vez indicará o número de cadeiras de cada partido. Alguns eleitos se utilizam dos votos de outros candidatos na legenda para se elegerem. Mas, no futuro, ao trocarem de partido (no Brasil isso não é novidade) continuam exercendo um mandato que ganharam pelo voto no partido, sem respeito ao eleitor que escolheu alguém para representar suas idéias. Para se resolver isso, ou se acaba com a proporcionalidade e dá-se força aos grandes, ou se um político trocar de partido perde o mandato que detém. Infelizmente, no Brasil não há vontade para essas mudanças e tudo continua como está.
CLEVERSON ROBERTO DA SILVA (estudante), Apucarana
Lula no poder
São cômicas, para não serem trágicas, algumas preocupações manifestadas nessa coluna a respeito de um eventual governo do PT. A responsabilidade de Lula no caso de invasões promovidas pelo MST será exatamente a mesma do presidente Fernando Henrique, pois todos sabemos que o problema é de competência dos governos estaduais, que, na maioria das vezes, cuidam do assunto de acordo com seus interesses eleitorais (ou eleitoreiros?). Aliás, se essas pessoas procurarem saber a origem do MST (que não foi o PT), terão uma (in) grata surpresa.
Cobram de Lula experiência executiva, cultura e formação superior mas elegerem FHC sem qualquer experiência de governo (se ele foi senador; Lula foi deputado federal), bem como não protestaram com tanta veemência os vinte anos que os militares, também sem qualquer experiência, dirigiram este país. Se esqueceram do governo Sarney com inflação de 80% ao mês, empréstimo compulsório até hoje não devolvido, tendo se tornado o pior governo da nossa história e se esqueceram também, e principalmente, da era Collor que promoveu a maior bandalheira/roubalheira que já houve neste país. Entretanto, mesmo àqueles desprovidos de qualquer conhecimento de causa cabe o direito de ''espernear''.
VALDIR ANTONIO DOS SANTOS (bancário aposentado), Arapongas
Lula azul e daí?
Lula ficou mais sábio, se cercou de pessoas inteligentes, aprendeu a arte de falar e convencer, discursos eloquentes, fundamenta bem suas propostas e ainda, tem brilho nos olhos quando se dirige à Nação. A ingenuidade de outrora talvez tenha morrido numa frase tipo: ''Você é caçador de maracujás!'' Seu discurso hoje entra no interior de todas as estruturas e partidos porque ele mudou demais para ser representante de todos. Dir-se-ia que nessa trajetória de poder ele se azulou em pouco tempo. É bem verdade que muitos de seus adeptos ainda estão de vermelho. Mas na alma mesmo, Lula não é mais vermelho, nem azul. Lula é verde, amarelo e branco.
Lula está tão seguro e convicto do que quer que a gagueira da insegurança não existe mais. Obviamente que como qualquer candidato a presidente vendeu sonhos, mas mais inteligente vai ouvir as idéias do povo na hora de procurar caminhos para realizá-los, até para dividir um pouco a culpa com o próprio povo na eventualidade de não conseguir.
Lula fará um bom governo? Lula é produto e extensão de onde saiu, assim sendo não fará um governo nem pior e nem melhor do que merece o povo de onde ele saiu. Se fóssemos santos na maioria, teríamos um anjo ou um arcanjo como extensão nossa e não Lula.
Deus continua escrevendo certo em linhas certas, e para um país com milhões de trabalhadores desempregados e milhões de pessoas em estado de miséria absoluta a lembrança mesmo inconsciente em um trabalhador numa madrugada perdendo o dedo em um torno, vendendo a sua força de trabalho e gerando mais valia é muito forte e decisiva nesta hora.
CLAUDOMIR ANTONIO DA SILVA (sociólogo), Londrina
''Haroldo Ser Humano Completo''
Linda a carta escrita pela professora Maria Teresa Pirola e publicada neste conceituado jornal, edição do dia 22 do corrente. Lendo-a, lembrei-me de ensinamentos recebidos também de um outro mestre e que dizia mais ou menos o seguinte: que passado algum tempo, as pessoas se esquecerão daquilo que você fez; que passado ainda mais algum tempo, as pessoas se esquecerão de tudo o que você disse, mas, jamais se esquecerão da forma pela qual foram tratadas.
O elogio oportuno e sincero da professora Maria Teresa ao funcionário de nome Haroldo, da Caixa Econômica Federal, localizada à Rua Pio XII, só poderia mesmo ter partido de alguém sensível como são a grande maioria dos professores, capazes de observar e perceber e o que é melhor, enaltecer comportamentos e evidenciar qualidades como as do Haroldo.
Ao concluir a leitura, incontinenti, multiplicamos cópias dessa missiva e as distribuímos aos nossos colaboradores, funcionários públicos, tentando dar uma dimensão ainda maior do que de fato representa a importância do bom atendimento, pela enorme satisfação que causa e pela boa impressão que fica.
CLAUDINÊ DE OLIVEIRA (Delegado Regional da Receita Estadual), Jacarezinho
Enduro em Cambé
O Trail Clube de Londrina, entidade de utilidade pública de caráter desportivo filiado à Federação Paranaense de Motociclismo, desconhece informação publicada na matéria ''Enduro com of-roads atrai 153 pilotos em Cambé'', dia 22/10 na Folha Esporte, bem como o grupo de pilotos organizadores do evento, que dizem terem a proibição da prova em Londrina.
O Trail Clube de Londrina desde a sua fundação, tomou a postura de somente organizar eventos com pessoas idôneas e habilitadas para tanto e jamais irá permitir que um grupo de amigos realize provas sem estar devidamente credenciado, ou seja, sem ter uma entidade jurídica filiada à Federação, que responda cível e criminalmente por todos os atos advindos do evento, conforme consta nos estatudos da Confederação Brasileira de Motociclismo.
E toda vez que atos como este se repetir o Trail Clube de Londrina irá intervir, para evitar que provas piratas sejam realizadas, pondo em risco a seriedade do nosso esporte. Pois acima de tudo o Trail Clube de Londrina é um órgão fiscalizador da Federação Paranaense de Motociclismo.
LAERTE LIMA PRADAL (diretor-presidente do Trail Clube de Londrina/CDI Competições), Londrina
Correção
- Diferentemente do que foi publicado ontem, na reportagem ''Justiça ouve testemunhas sobre cartel'' (página 3 do caderno Economia), o ex-proprietário de posto de combustível, Ilson Gomes de Lima, não prestou depoimento na 5 Vara Criminal. Ele apenas conversou com a juíza Oneide Negrão, que vai decidir ou não pelo depoimento oficial no decorrer do processo, devido às contradições entre o empresário e o ex-funcionário, Odenilton Cogo Rigoni.

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