CARTAS
Iapar e Embrapa
A economia nacional passa, há tempos, por um período de crise e de pouco incentivo governamental para a reversão deste quadro. Dois institutos de pesquisa de grande relevância para desenvolvimento de nossa economia têm se mostrado fundamentais e imprescindíveis para o não agravamento deste cenário: o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Com o desenvolvimento científico-tecnológico na área de atuação desses institutos tem se garantido o aperfeiçoamento e o reconhecimento da agropecuária nacional fator de importância inestimável não só para o estabelecimento e a possibilidade de melhoria das condições de vida digna a um número cada vez maior de brasileiros, como também, para a produção científica.
Contudo, o descaso do governo federal e do governo estadual com essas instituições é notório e perverso. A falta de recursos suficientes e justos para o desenvolvimento dos projetos planejados e em execução pelas duas instituições, bem como para o constante aperfeiçoamento e qualificação do quadro funcional, é inadmissível e deve ser imediatamente revista.
Neste momento de reflexão por que passam os cidadãos brasileiros, temos que nos nortear pela garantia de que aqueles que contribuem com o desenvolvimento da economia nacional e com a diminuição das desigualdades sociais devem ser reconhecidos, pública e concretamente.
Neste sentido, é fundamental que a sociedade e os representantes políticos detentores de cargos eletivos ou não manifestem seu apoio à eficiente continuidade e ampliação das atividades do Iapar e da Embrapa, de modo que os governantes ainda em exercício e os que forem eleitos no próximo dia 27 tenham exata noção da importância desses órgãos. De nossa parte, nosso apoio e incentivo, sempre.
MÁRCIA LOPES (vereadora), Londrina
A nova forma de fascismo
É preciso que todos os brasileiros permaneçam em alerta contra um novo tipo de fascismo cínico que tenta impôr à população a falsa noção de que ''democracia'' é apenas o ''direito de falar'' isoladamente, e não de ser criticado pelo que se falou. Seria ''democracia'' a atriz global falar as bobagens que quisesse, mas não seria democracia criticar o que ela falou, quando a democracia pressupõe exatamente isto: o direito ao contraditório.
Pessoas que não entendem nada de democracia chegaram a indagar se os que criticam a atriz global estão querendo ''a volta dos regimes militares''. Não, não estão: quem está querendo a volta da ditadura são exatamente aqueles que acham que só a atriz global tem o direito de falar, e que todos que a contestam devem ficar caladinhos. Pois a ditadura que esses falsos democratas sempre apoiaram fazia exatamente isto: o ''sistemão'' falava, e não permitia que ninguém o contestasse. Era o regime de uma voz apenas, que não permitia contestação. Da mesma forma que os ditadores disfarçados de hoje desejam falar e não desejam ser contestados.
Criticar a atriz global é, sim, democracia, e é sobretudo um direito inalienável de quem contesta o que ela disse. Estejamos todos atentos ao jogo cínico de palavras, que tenta reverter valores e conceitos, por meio de sofismas que desrespeitam a inteligência humana, fazendo parecer ''democracia'' o que na verdade é uma nova e cínica forma de ditadura dissimulada. E como sempre: a ditadura do medo.
GERSON MENEZES (jornalista), Brasília-DF
Fé no ser humano
Quero deixar registrado aqui a nobreza de um grande ser humano, chamado Haroldo, funcionário da Caixa Econômica Federal da Rua Pio XII. Dia 31 de julho, fui a uma agência da CEF, na Rua Quintino Bocaiúva, e entrei com o pedido de resgate do meu fundo de garantia. Fui atendida sem o mínimo de consideração por uma funcionária, recebendo uma folhinha com alguns dados, que somavam a grande quantia de 199 reais. Perguntei a ela como poderia certificar-me de ser esta a quantia certa e ela disse-me que eu entrasse com um advogado. Perguntei quando poderia resgatar o dinheiro, ela falou que a notificação eu iria receber pelo correio dali há uns 40 dias.
Saí insatisfeita, não pelo pouco dinheiro, mas pela falta de explicações. Após passarem os 40 dias e nada de notificação, resolvi ir à Caixa, à qual sou cliente há vários anos e aí é que entra na história este ser humano maravilhoso, chamado Haroldo, que apesar de ver a sala repleta de pessoas com dúvidas parecidas, atendeu-me com a maior educação, calma, competência e delicadeza. Mostrou-me pelo computador o que eu tinha direito, dando-me todas as informações necessárias. Fatos como este têm que ser registrados.
Ando tão desacreditada no ser humano que este ''Haroldo'', veio resgatar a minha credibilidade e saber que existem ainda pessoas confiáveis e educadas. Aliás lembro-me com saudade da ex-gerente Tereza e das funcionárias Beth e Clarisse que lá trabalharam, que também eram educadas e gentis. Oxalá tivéssemos mais ''Haroldos'' no mundo...que com certeza seria um mundo mais fraterno e digno! Seu sobrenome? Não sei... mas deveria ser: ''Haroldo Ser Humano Completo''.
MARIA TERESA SILVA MARCONDES CIARLO PIROLA, (professora) Londrina





