CARTAS
Perigo escolar
Diariamente, há semanas, transitando pela rua Guararapes percebo as manifestações de uma escola contra as mudanças realizadas pela CMTU/Prefeitura no sistema viário local. São cartazes, faixas, pinturas e outras intervenções. Recentemente vi mais manifestação, desta vez com a participação de crianças apinhadas na esquina da Av. Higienópolis com a Guararapes. A escola estava reivindicando segurança, mas estava expondo as suas crianças ao mesmo perigo, naquela esquina movimentada.
Não imagino o que poderia acontecer se, por acidente, algumas das crianças fossem atropeladas. A culpada, com certeza, seria a CMTU. Sou a favor de manifestações democráticas. Sei que a escola está naquele local há um certo tempo. Percebo que a mesma, infelizmente, perdeu o sossego e a tranquilidade de antes. Por outro lado também tenho a plena consciência que as ruas continuam sendo espaços públicos, e neles, a Prefeitura/CMTU tem toda autonomia para intervir, visando melhorias no siatema viário. A referida escola não pode esquecer que a cidade cresce, assim como os seus alunos, as demandas se multiplicam e mudanças são necessárias.
AIRTON NOZAWA (professor), Londrina
Mudanças desejadas
Neste momento crucial para o destino da nação brasileira é preciso que todos os eleitores parem e pensem concreta e racionalmente sobre o que vai fazer com o seu voto. É bastante comum encontrarmos pessoas se digladiando em acaloradas discussões usando argumentos infundados, ou até mesquinhos, para denegrir a imagem do candidato opositor. Outras, para defender seu candidato, dizem coisas que nem elas próprias sabem fundamentar, desconhecendo a origem de tais assertivas. Outras, ainda, tecem elogios a candidatos que em eleições ou gestões passadas eram totalmente desmerecedores do seu voto.
É preciso calma, moderação e discernimento para poder diferenciar voto de indignação de voto consciente. A indignação é salutar até o ponto onde ela promove desacomodação e desperte para a necessidade de mudança. Por si só a indignação não resolve nenhum problema. É preciso que a ela seja somada a consciência.
Torna-se imprescindível que candidatos e eleitores se conscientizem que toda mudança para melhor, inclusive na questão social, deverá caminhar junto com a questão educacional, e esta, obrigatoriamente terá que provocar uma mudança de cultura, onde a maioria, pelo menos, produza alguma coisa ou busque alternativas de produção em seu meio. Caso contrário, no Estado e na Nação, enfrentaremos mais quatro anos de indignação e protestos, sem ver a dignidade humana sendo usufruída.
LUIZ GONZAGA DE MELO (professor), Ibaiti
Brasil colônia
O capitalismo tem uma maneira muito sutil, e civilizada, de dominar as nações, produzindo um novo colonialismo, e novas formas de servidão. Não tenham dúvidas que estamos vivendo uma verdadeira escravidão capitalista. A exemplo do Brasil, que outrora era colônia de Portugal, hoje colônia dos EUA, a única diferença é que o protagonista na época de Portugal eram minérios, hoje, na era americana são os dólares.
Os países de menos potencial econômico vão perdendo sua autonomia, em nome da tão badalada globalização. Os governantes se tornam os novos capatazes da grande ''senzala'', incumbidos de submeter toda a economia do país à grande prioridade de saldar os compromissos financeiros, de tal modo que a população inteira é chamada a este compromisso heróico de estar em dia com o sistema financeiro mundial.
E de vez em quando, o governante visita a ''casa grande'', ou a ''Casa Branca'', para dizer que está realizando bem sua tarefa de casa! Como crianças que estudam o primário e presta contas de sua vida escolar aos pais.
Faz-se necessário reagir diante do processo de inserção submissa do Brasil no mercado mundial, sacrificando nossa identidade nacional, desnacionalizando nossa economia, diluindo nossa autonomia, e preparando o terreno para a aceitação forçada das opções que os outros nos apresentam empurrando-nos goela abaixo.
Mas é possível iniciar um processo inverso, através de iniciativas políticas, marcadas pela atuação da cidadania. Para que essa ''utopia'' se torne realidade é necessário não vender o voto, e muito menos acreditar em promessas vãs e descabidas. Agora é o momento de nossa participação através de nosso voto, votando no candidato certo para o cargo certo.
ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
Assim venceremos
Como muitos brasileiros eu também tenho me perguntado como pode um país de dimensões continentais como o nosso e portador de um imenso potencial de riquezas estar na situação em que se encontra, endividado, desacreditado no exterior, e mais do que isso, com um débito social enorme, não obstante ter havido progressos significativos nessa área ainda estamos longe do ideal.
Sempre fomos um país de braços abertos, recebemos povos de quase todos os pontos do planeta o que muito tem enriquecido nossa cultura. Contudo, se perguntarmos a um jovem em idade pós-escolar o que são patriotismo, civismo e ética, (deveres básicos com a sociedade, com seus semelhantes e com o meio ambiente), ele pouco ou quase nada tem a dizer. É aí que está nossa fraqueza, esta é a origem de quase tudo que temos de ruim como nação.
Se quisermos crescer temos que melhorar não só o ensino convencional, mas sobretudo, dotar a nova geração de um código de valores positivos que irá nortear suas vidas dentro de um rumo seguro do ponto de vista social, moral e espiritual. Todos temos nossa parcela de responsabilidade na luta gigantesca para melhorar os indivíduos através da educação, embora para pais e professores esta responsabilidade seja maior.
A idéia é fazer com que o tema educação seja preocupação permanente e tão popular quanto o futebol e a novela das oito.
SILVÉRIO DA SILVA (empresário), Londrina





