CARTAS
Violência na televisão
Uma das grandes invenções deste milênio foi a televisão. No início, todos ficaram maravilhados com tamanha invenção. Hoje em dia, esse mesmo meio de comunicação que usamos em nossas casas, está se transformando em ''meio de imoralização'', ou seja, todos os programas que eram considerados educativos e de moral elevada foram caindo até chegar no caos que presenciamos ao ligar a telinha: novelas e filmes que só mostram cenas de sexo e violência, uma verdadeira promiscuidade pornográfica, programas imorais que só se interessam com o ibope, denegrindo os valores morais da família, programas humorísticos apelativos, até sem graça por causa da falta de criatividade.
Esses são alguns dos problemas que podemos analisar na televisão. Nós como cristãos autênticos, devemos ter senso crítico e aprender a ''ligar'' e ''desligar'' o televisor, ou seja, devemos aprender a assistir aquilo que irá nos preencher. Ver programas, novelas, filmes imorais é comodismo e perda de tempo.
O importante é não nos tornarmos seres alienados pela televisão, dando maior valor ao televisor, do que a vida em família. Devemos criticar e, ao mesmo tempo, sermos construtores de meios de comunicação verdadeiros, que transmitem a comunicação válida ao ser humano: cultura, alegria e bem-estar. Acordemos para que todos os males que hoje presenciamos não manchem nossas almas, pois como São Paulo diz, somos templos do Espírito Santo e devemos preservar sem mácula essa morada que não é nossa, mas sim de Deus.
ANTÔNIO CARLOS DE MELO, Porecatu
Regina Duarte
A atriz Regina Duarte foi infeliz em fazer uma propaganda de tom tão temeroso em plena época democrática e regime aberto para diálogo e abertura politica-social de um futuro governo participativo e interativo. A atriz deu a entender que no governo de alto escalão não tem lugar para torneiro mecânico, operário, auxiliar disso ou daquilo. Enfim, puro preconceito racial e social de quem se julga superior à classe excluída da sociedade. Cara Regina, a senhora nos decepciona e o pior nos desanima, o que é muito grave. Ao invés de aparecer no horário gratuito (que nós, povo, pagamos) faça propagandas beneficentes para milhões de doentes de Aids, como eu, que precisamos de solidariedade, o que falta muito em vosso coração.
CÉLIO BORBA, Curitiba
Regina Duarte 2
Quando um cantor se utiliza do monopólio do microfone para arriar o pau na política econômica do FHC, satanizar Pedro Malan e Armínio Fraga, ou mesmo descascar impropérios contra o FMI ou a ALCA, o PT e seus seguidores se deleitam, aplaudem insanamente como se estivessem no cio. Ai daquele que procurar calar a boca daquele artista. Será rotulado de retrógrado, pelego, censurador, etc. Já a Regina Duarte deveria ser jogada dentro de uma Burka (roupa usada pelas mulheres Talibans) e porque não ser apedrejada pelos fundamentalistas petistas?
JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante), Londrina
Cadê as propostas?
Onde estão as propostas que José Serra tanto apregoa? Esse candidato utiliza a grande maioria do tempo da TV mostrando atores e imagens dos candidatos derrotados no primeiro turno (Ciro e Garotinho) no intuito de depreciar a candidatura Lula. Isso é debater propostas? Onde está a ética e a integridade desse cidadão que, com apoio do governo atual, quer chegar à presidência?
SÉRGIO FAJARDO, Mandaguari
O exemplo de Londrina
Como sempre faço, acompanho as opiniões expressas no editorial da Folha de Londrina e que, naturalmente, refletem a intenção e os critérios de julgamento do próprio jornal. Congratulo-me com o editorialista, na edição de 16/10, pela análise do desempenho dos candidatos a deputados federal e estadual de Londrina nas eleições de 6 de outubro.
Entretanto, permito-me fazer a ressalva da lamentável omissão no que respeita ao próprio título do Editorial: ''O Exemplo de Londrina''. Nesse contexto o conteúdo do editorial fica aquém do seu mérito. Não me constranjo por referir-me a assunto que envolve diretamente a minha pessoa, na qualidade de cidadã londrinense honorária e de candidata ao Senado da República nessas eleições.
Minha história e legitimidade no projeto político que acabo de cumprir, aliado ao meu desempenho na campanha, me conferem o espaço que reivindico no contexto daquele título do editorial. Em respeito, inclusive, aos eleitores de Londrina, mesmo aos que anularam ou votaram em branco, e que totalizaram 266.079, os quais me honraram no 2º lugar com 24,0% dos votos válidos para o Senado (105.076 votos).
Assim, considero justo que se inclua na galeria dos ''Exemplos de Londrina'' os seguintes dados: a candidata londrinense ao Senado, Nitis Jacon, recebeu votação expressiva no município, só menor que a votação de Curitiba: 179.093 (27,8% do seu total). Foi votada nos 399 municípios do Estado e ficou entre os 7 primeiros votados com mais de 7% dos votos, recebendo 648.798 votos no total. Os demais 11 candidatos, entre os quais alguns de competência, honradez e inteligência reconhecidas, obtiveram menos de 1%.
Não pretendo afirmar que essa atuação tenha sido exemplar numericamente (não fui eleita). Mas estou certa de que representou um ''exemplo de Londrina'',
de como se pode fazer uma campanha política com rigor ético e pouquíssimos
recursos financeiros. Evidentemente, esse feito devo especialmente a todas as pessoas no Estado que, voluntariamente, assumiram a campanha. A todos eles e aos meus eleitores expresso minha gratidão.
NITIS JACON (professora da UEL e diretora do Filo), Londrina
Obrigado ICL
Nós geralmente somos bastantes presentes na crítica e omissos, inoperantes no elogio. Há alguns anos passei por uma cirurgia, quando perdi a laringe, cordas vocais e parte do esôfago. Mais alguns anos e um novo câncer me levou parte da língua. Reapareceu seis meses após e a perdi por completo. Estou vivo graças a Deus, aos médicos do ICL (Instituto do Câncer de Londrina) e ao apoio de meus familiares e amigos. Mas, nesta história, tem algo de inexplicável, o carinho, a dedicação do pessoal do ICL.
É uma coisa fantástica. Se encontrares alguém do ICL, da mais humilde faxineira à administração, olha-o com respeito e admiração, pois estes cumprem fielmente o principal mandamento: ''Amarás ao teu Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo''. Deus, na sua infinita sabedoria, há de considerá-los seus, pois para tanta abnegação nesta árdua missão de minimizar a dor e o sofrimento, recompensa material alguma será suficiente.
JORGE BLANSKI (veterinário), Centenário do Sul





