BC sem amarras
O nosso cotidiano está recheado de álgebras e equações matemáticas. As palavras câmbio, juros, dólar, mercado, estão impregnadas nos noticiários. Palpitólogos, futurólogos, economicistas, tentam explicar os acontecimentos. As opiniões são as mais variáveis possíveis. Deglutir tudo isso, e achar o próprio caminho, é a tarefa que se impõe a cada um de nós na luta pela sobrevivência.
O artigo do assessor financeiro, Paulo Afonso Rodrigues, publicado ontem na Folha de Londrina, nos leva a algumas reflexões. Será que o Banco Central (BC) está no caminho certo? Quem está perdendo e quem está ganhando? Se o Banco Central tem os controles nas mãos, por que permite especulação? Seria chegado a ora de termos um Banco Central independente, com sua diretoria desligada do calendário eleitoral?
Penso que a moeda é o símbolo Nacional de um País. O crédito e a moeda estão acima de qualquer partido político, por isso acho que o Banco Central deveria ser independente.
ANTONIO PEREIRA, Londrina
Aumento dos juros, é remédio?
O anúncio do Copom (Comitê de Política Monetária) elevando a taxa selic em 3% (de 18% para 21%) ao ano, desaquece ainda mais a economia gerando impacto direto sobre as operações de crédito ao consumidor. Esta decisão atinge em cheio o custo dos empréstimos bancários, e o setor produtivo, que terá menos recursos para investimentos. Este tipo de medida nos assusta. Acho que o Banco Central deveria ter aumentado os juros quando o dólar ainda estava em trajetória de alta. Juros são iguais a remédio. Se dado em pequenas quantidades, não surte efeito imediato, agora se dado em grandes doses, mata.
Estas medidas adotadas pelo Banco Central enxugando a liquidez, reduzindo os recursos disponíveis gera, em tese, menor demanda por dólares. Por outro lado, os bancos não deixarão de comprar dólares porque os juros subiram. Quem vai perder com isso é o próprio governo, que vai pagar mais pelos títulos da dívida pública. Já com juros mais altos acaba gerando menor nível de atividade econômica pela baixa demanda (crédito mais caro); menor nível de emprego; ficará mais caro rolar dívidas; ficará mais caro o crédito em geral (cheque especial, cartão de crédito, etc); expectativas futuras ainda mais abaladas e um final de ano complicadíssimo aos empresários em geral, que esperavam uma demanda maior por bens e serviços neste final de ano.
Pergunto, os juros são remédio? Penso que não, pois restringem o crescimento econômico em prol da estabilidade, neutralizando o efeito do câmbio na inflação temporariamente, inibindo a demanda sem avaliar a consequência social da decisão, onde mais uma vez nós consumidores é que pagamos a conta.
PEDRO BATISTA MARTINAZO (estudante), Cascavel
Política e prática
Realmente o País não vive uma situação muito animadora a começar pela sua estratosférica dívida pública, pelo desemprego e instabilidade econômica. Por outro lado, temos um rico e extenso território, com muitos recursos minerais e florestais, um parque industrial consolidado, um comércio forte, além de um clima propício à agricultura, pecuária e para quase todas outras culturas. Portanto, não há motivo para o exagerado pessimismo que parte da imprensa nacional demonstra quanto ao futuro do Brasil.
FHC não conseguiu colocar em prática aquilo que prometeu em sua campanha porque priorizou seus interesses pessoais, ou seja, ao aprovar sua reeleição ficou refém das forças oligárquicas da política brasileira, remanescentes do império e da escravidão e também pelo exagerado liberalismo econômico e submissão aos interesses internacionais.
Política não é uma questão técnica ou científica que se precisa frequentar anos de escola, mas sim ações coletivas. Ou seja, o governante não precisa necessariamente ser um engenheiro, economista, etc., e sim ter sensibilidade para com os problemas que afligem a população e vontade política para resolvê-los. E foi exatamente isso que faltou aos nossos presidentes poliglotas e diplomados.
SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM (Relações Públicas), Londrina
Londrina está mais forte
Como em todo Brasil os londrinenses demonstram que estão querendo mudança. O eleitor não aceita mais o fato de eleger seus representantes e não se sentir representado nas casas legislativas. E, por isso, o eleitor está ficando cada vez mais politizado, participando mais das discussões que envolvem o seu dia-a-dia, como sobre segurança, educação e saúde e procurando saber como seu candidato se comporta diante destes problemas.
Como muitos parecem mas não são, tínhamos a impressão de sermos representados na Assembléia Legislativa, mas não éramos. Isto levou o eleitor de Londrina a rejeitar de forma democrática a presença de nomes famosos, mas sem um verdadeiro compromisso com a comunidade. Por outro lado, podemos ver a eleição de candidatos que estão comprometidos com as necessidades dos londrinenses, cada um com uma história de luta: Homero Barbosa Neto, André Vargas e Elza Correia. ''Pelos frutos conhecereis a árvore'', por suas condutas devemos esperar ser bem representados pelos novos deputados.
Nosso desejo é que juntos procurem o bem de nossa cidade, que passou esquecida por um longo período. E que, acima de toda a política partidária, possa haver o compromisso de ajudar Londrina a voltar e crescer.
Para a Câmara dos Deputados federais ocorreu a reeleição de Luiz Carlos Hauly, José Janene, Alex Canziani, mas queremos fazer menção à eleição do ex-secretário de Fazenda Paulo Bernardo, que com seriedade conduziu as finanças do Município e teve seu reconhecimento do eleitor. Estes serão em Brasília os representantes do prefeito Nedson Micheleti, bem como nossos deputados estaduais o serão em Curitiba, todos empenhados na busca de verbas para melhorar nossas condições de vida. Parabéns aos eleitos! Parabéns aos eleitores!
ORLANDO BONILHA SOARES PROENÇA (vereador), Londrina
Agradecimento
A Prefeitura Municipal de Bela Vista do Paraíso e o Provopar, através de seus representantes o Sr. Roberto Pimenta e a Sra. Vânia Regina Bravo Pimenta, vêm com alegria agradecer a valiosa participação do Sr. João Milanez, fundador presidente da Folha de Londrina, como jurado no concurso Miss Paraná 2002. Sua presença sem dúvida nenhuma abrilhantou ainda mais este grandioso evento. A sua colaboração foi e sempre será indispensável. Pela sensibilidade e apoio dispensados por vossa senhoria, nosso muito obrigado.
ROBERTO PIMENTA (prefeito), Bela Vista do Paraíso
Correção
- Diferentemente do que informou o texto sobre o desempenho dos políticos londrinenses nas eleições do último dia 6, na edição da Folha de segunda-feira, o candidato a deputado federal por Londrina Hélio Batistela, que fez 5.427 votos, pertence ao PHS.

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