Dia do Professor
Hoje, 15 de outubro, comemora-se o dia do professor. Mas será que há algo a comemorar? Dia 15 de outubro deveria ser um dia de luta para a classe. Deveria sim ser um dia, que a cada ano que se passasse ficasse mais marcado para a classe. Mas não. A sociedade pouco se lembra desse dia. Somente uma pequena parcela dá importância a essa data e a seus homenageados. E mesmo para a grande maioria desta importante classe é somente um dia de folga. É somente um dia de descanso, um dia para relaxar, pois no dia seguinte haverá aula novamente. No Japão, o professor é reverenciado tanto quanto o imperador é. E no Brasil? Como está sendo tratado o professor? Principalmente nesta época de eleições. O que será que consta nos programas dos candidatos que aí se apresentam tanto para presidente, quanto para governador em favor dos professores?
Nos programas eleitorais gratuitos pouco se falou a respeito. Falou-se muito superficialmemte em melhorar a educação, ainda assim sem muito embasamento sobre o assunto. Mas e quanto ao professor propriamente dito que será que nossos candidatos poderão nos apresentar? Será uma ótima oportunidade nesta reta final de horário gratuito eles explanarem o assunto com mais clareza, até porque o professorado paranaense e brasileiro representa uma grande parcela de eleitores e aí há um problema para os candidatos.
Por isso neste dia em que considero o mais importante da classe no qual eu também integro deve ser um dia de muita reflexão pelos professores, pelos governantes atuais, e pelos que aí virão no sentido de que nós só teremos cidadãos preparados para integrar uma sociedade cada vez mais competitiva no âmbito profissional, só teremos crianças, adolescentes e jovens preparados para o mercado de trabalho se aqueles que têm o potencial de prepará-los estejam amparados e tenham tranquilidade no exercício de sua função.
EZIDIO BIASI REDE (professor), Santa Cruz de Monte Castelo
Oração do professor
Pai Nosso, que estais no céu, na terra, nos lares, nas escolas e em cada aluno e professor em sala de aula, santificado seja o Vosso Nome, através das nossas atitudes do dia-a-dia e inter-relação com nossos alunos e colegas. Venha a nós o Vosso Reino e se fixe na história que construímos com nossos semelhantes. Seja feita a Vossa Vontade de uma humanidade serena, vivendo a paz, o amor e o perdão, tanto aqui na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje, bem como a dignidade em nosso trabalho, a clareza em nossos objetivos e um entusiasmo afervorado.
Perdoai as nossas ofensas, quando desconhecemos nossos alunos e seus anseios, quando não damos a devida importância para o planejamento e quando avaliamos de forma errada. Perdoe-nos, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e que tenhamos forças para estabelecer o diálogo e a partilha do abraço e do pão.
E não nos deixeis cair na tentação de ''dar aula'' de qualquer jeito, robotizados, esquecendo que trabalhamos com seres humanos ávidos de dignidade.
Livrai-nos do mal do comodismo, do reprodutivismo e da petulância de acharmos que sabemos tudo, a fim de acreditar que a educação se faz com um eterno aprender de tudo e de todos, e assim não sejamos mais chamados simplesmente professores, mas educadores responsáveis e comprometidos com a vida. Amém!
LUIZ GONZAGA DE MELO (professor), Ibaiti
Eternamente crianças
Ao longo de minha vida adulta, por várias vezes, presenciei meus pais preparando a casa, providenciando compras para receber as ''crianças'' que iriam chegar para as férias. Para eles, as referidas ''crianças'' eram meus irmãos, já quase em fase de aposentadoria. Achava engraçada tal situação e, muitas vezes, retrucava, lembrando-lhes que as ''crianças'' estavam bem crescidinhas.
No entanto, hoje, me flagro comprando presentes e ajeitando a casa para receber minhas filhas, repetindo a mesma postura de meus pais. Os filhos crescem, vão embora. Precisam sair, conquistar seu próprio espaço. Mas voltam. E voltam crianças. Querem atenção. Querem ter a certeza de que o ''ninho'' está ali, pronto para acolhê-las.
Para nós, pais, é gratificante seu retorno. Quando olhamos para trás e nos lembramos das diversas dificuldades que enfrentamos no decorrer de seu crescimento, o desgaste físico, emocional e financeiro, as preocupações; enfim, tudo o que foi necessário para que se desenvolvessem em um ambiente sadio e agradável, vemos que valeu à pena, porque as nossas ''crianças'' vão, mas sabem que nós seremos sempre, em qualquer situação, o seu porto seguro.
Por tudo isso, penso que o Dia das Crianças é um data muito restrita. Por que não Dia dos Filhos? Aos olhos dos pais, não importando a idade, eles serão sempre crianças. Eternamente crianças.
IONICE APARECIDA RAFAELLI ZUIM (professora), Mandaguari
Fundação de esportes
Tenho acompanhado há muitos anos o que acontece com o esporte em Londrina. As irregularidades apontadas na Fundação de Esportes através do relatório da Auditoria Interna da Prefeitura na última quinta-feira não foram surpresa para quem conhece e vive de fato o esporte nesta cidade. A Associação Londrinense de Natação, por exemplo, foi fundada a partir de uma discordância com certas atitudes da Fundação e de seus dirigentes no que diz respeito ao ''incentivo'' ao esporte. Acredito que há muito mais a ser apurado. Portanto, ilustres vereadores e vereadoras do município de Londrina, é inadmissível que o presente caso seja tratado da mesma forma que um certo vereador se referiu às viagens custeadas com verba dos projetos, ou seja, como algo ''insignificante''.
ANDRé BACCARIN BATISTELA (Presidente da Associação Londrinense)
Londrina
Correções
- Na reportagem ''Microempresários têm chance na panificação'' (Folha Classificados e Negócios, dia 14 de outubro de 2002) a informação correta sobre o tamanho do estabelecimento é 12 m2 e não 12 mil m2, como foi grafado.
- No quadro ''Os mais votados'' da reportagem ''Eleitor londrinense faz opção por pratas da casa'', publicada ontem na página 5, não foram veiculadas as votações dos candidatos do PHS, Nicanor Krelling (estadual - 2.442), Edison Balduíno Marinho, PTB, ( estadual - 1.109); Hélio Batistella (federal - 5.427) e Aldemar Mascarenhas, PMDB (federal- 3.888)

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