CARTAS
UEL, feliz aniversário!
A comemoração de mais um aniversário da Universidade Estadual de Londrina representa para todos os norte-paranaenses um motivo de muito orgulho e conquista, que coloca a nossa cidade entre os centros de formação de jovens mais importantes do País. Sabemos que a UEL é hoje uma das melhores universidades brasileiras, oferecendo nada menos que 39 cursos de graduação e 128 de pós-graduação, sendo 5 doutorados, 23 mestrados, 65 especializações, 29 residências médicas, 2 residências em fisioterapia e 4 em medicina veterinária. A população universitária reúne atualmente cerca de vinte mil pessoas entre professores, alunos e funcionários.
Para quem não vivia ainda na cidade por ocasião da fundação da UEL (28 de janeiro de 1970) ou sequer havia nascido e agora estuda em alguma faculdade a ela pertencente, vale lembrar que a universidade foi estruturada a partir das ex-faculdades existentes em Londrina na época: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; Faculdade Estadual de Direito; Faculdade Estadual de Odontologia; Faculdade de Medicina Norte do Paraná e Faculdade Estadual de Ciências Econômicas e Contábeis.
O reconhecimento da nova universidade se deu em 7 de outubro de 1971, data que está sendo comemorada agora. Em seu artigo publicado neste jornal no último domingo, a reitora Lygia Lumina Pupatto faz um breve relato de sua administração, mostrando as dificuldades enfrentadas e as primeiras ações administrativas neste início de gestão visando o saneamento e transparência das contas da entidade. No seu relato porém, a reitora se esqueceu de mencionar a idade da UEL, e como ninguém gosta de comemorar aniversários sem ficar sabendo da idade do aniversariante, vai aqui um alegre e sonoro: Parabéns UEL pelos seus 31 anos! Parabéns Londrina!
RALF ZIETEMANN, Londrina
Voto e decepção
Confesso que esta foi minha primeira e decepcionante eleição. A festa da democracia, tão difundida através de meios de comunicação pelo governo como medida nacionalista para resgatar um país desacreditado, mais pareceu-me o regozijo pela vitória da incompetência e da ignorância de um povo alienado que vai vivendo por viver, e de um capitalismo selvagem que compra, em cada voto, a desgraça do futuro da Nação. E entre a selvageria da corrupção explícita e das bocas-de-urna, perdi definitivamente as esperanças de melhoras e creio, de fato, que meu voto consciente nada poderia mudar quando imerso na diversidade de votos comprados.
Presenciei neste dia amotinador edições revistas e atualizadas de verdadeiros coronéis do governo municipal que dirigiam multidões de bocas-de-urna e negociavam a preço de banana o voto dos transeuntes, que pareciam, ainda na fila de suas seções, eternamente indecisos e, portanto, presa fácil de propagandas e manifestações silenciosas, mas não silenciadas: a fraudulenta negociação ocorria sob as vistas grossas de policiais civis e militares, que me pareciam mais preocupados com os comerciantes ambulantes, estes sim, ganhando seu dinheiro de maneira limpa.
Mas suja mesmo foi a estratégia utilizada por alguns candidatos: entregaram para os eleitores colas colocando os números errados de seus opositores. Assisti ainda a jovens cabisbaixos, sem esperança, obrigados a apertar os botões de um equipamento eletrônico desconhecido e dispostos a anular seus votos na análise simplista de que ''político é tudo igual''. Onde estão nossos engajados jovens que lutaram por movimentos como as Diretas Já? E os que lutaram pelo Impeachment?
RENATO FORIN JUNIOR (estudante), Ibiporã
Cartas marcadas
Impossível não estranhar que os percentuais dos votos para presidente não tenham sofrido, praticamente, variação alguma durante toda a apuração dos votos. Por uma questão de bom-senso, só posso desconfiar que presenciamos um jogo de cartas marcadas. Certeza que só virá com os resultados do segundo turno. Não é por acaso que os países do ''Primeiro Mundo'' não utilizam votação eletrônica.
MÔNICA LACOMBE CAMARGO, Rio de Janeiro
Desarmamento é eficaz?
Promover um desarmamento geral da população brasileira é uma das maneiras de combater e diminuir a violência, no entanto, um desarmamento civil fragilizaria a todos. A criminalidade vem crescendo dia após dia e o número de armas em circulação torna a polícia mais vulnerável. Os bandidos e criminosos ficam cada vez mais poderosos quando se tem acesso até aos armamentos militares.
Hoje os bandidos não sabem se você tem ou não uma arma, mas após um desarmamento da população honesta, com certeza saberão. Desarmados esses delinquentes certamente seriam combatidos, mas sempre iriam conseguir uma maneira de comprar armas novamente. Os acidentes com crianças como no caso da menina Tainá e até com os próprios policiais também poderiam ser evitados.
O ideal seria modificar a estrutura da polícia para que ela seja capaz de combater e desarmar aqueles que representam uma ameaça à sociedade. Tornar mais rígidas as penas dadas aos culpados e os exames psicológicos para quem necessita de um porte de arma, também são formas de se controlar o armamento.
Portanto, para aumentar a segurança de nossa população é preciso em primeiro lugar uma conscientização de nossos políticos para que estes dêem à nossa polícia condições para se combater o armamento ilegal.
JALILE VARAGO FARTH (secretária), Londrina
Desenvolvimento sustentável
Uma das atribuições do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/PR), entidade integrante do Sistema Federação das Indústrias do Paraná, é promover a integração do empresariado industrial e as instituições de ensino com as quais mantém convênio.
Na execução, desenvolvimento e acompanhamento de projetos que compõem suas atividades, o IEL/PR promove a ocupação do estudante junto à empresa, visando, principalmente, melhorar as condições de integração com o ambiente de trabalho, familiarizando-o com os problemas afetos à realidade paranaense e nacional, estimulando e vivenciando uma mentalidade identificada com seu desenvolvimento, baseada na democracia e na livre iniciativa.
Relativamente modesta, dada a uma posição subordinada à divisão internacional do trabalho, a articulação entre universidade e o setor produtivo é requisito à qualificação profissional nos mercados competitivos.
De sua parte, o IEL incentiva a cultura empreendedora, eficiente e inovadora, coopera para o aprimoramento profissional e o desenvolvimento de bens e serviços competitivos no mercado. Com este diferencial, de reforçar os canais de inovação para o desenvolvimento, valorizamos o potencial humano como o principal do empreendimento sustentável.
IVO MEZZADRI, Curitiba





