Viva a democracia!
Estamos diante de um grande dilema: escolher nossos representantes! Não é raro percebermos a insatisfação geral da população. Parece mais uma chata tarefa obrigatória que nosso chefe mandasse fazer ou algo que fazemos e já esperamos um resultado negativo. Talvez deveria ser prazeroso votar e saber que nosso voto realmente conta, ou seja, que nosso voto valeu para que fosse ao poder o ''candidato certo''. Mas é muito fácil, ao ver que algo dá errado, culpar o outro e falarmos que não temos culpa alguma ou, pior, arrepender-se e repetir o mesmo erro a cada ano eleitoral que passa.
Se alguém vai ao poder, vai por voto popular. Então, todos os problemas políticos, sociais e econômicos não decorrem somente de um mau governo, mas também de uma má escolha. E o que é pior, a escolha é nossa. Sendo assim, coerente seria dizer que as leis interessam somente a esta classe dominante. Depois, de que adianta reclamar? Depois é muito tarde, muito tarde!
WAGNER LAI (estudante), Londrina
Voto consciente
Como brasileiros, temos a liberdade de escolher as pessoas que vão governar a nossa nação. Não podemos, todavia, votar apenas por votar ou para cumprir a lei. Temos que votar com consciência e procurando realizar a melhor escolha possível. Não vote em candidatos que tiveram mandatos e não realizaram nada em favor do povo. Não vote em pessoas que fizeram promessas no passado e não cumpriram, pois elas continuarão fazendo as mesmas promessas sempre. Não vote em quem gasta uma fortuna para se eleger para um cargo público, pois certamente alguma coisa não está bem. Não é possível gastar quatro ou cinco milhões de reais para ser eleito para um cargo que paga R$ 8.000,00 de salário por mês. Não faz sentido! Não ofereça o seu voto em troca de alguma coisa para você ou para a sua organização. Não vote em alguém apenas porque você não quer ''perder'' o seu voto. Vote em quem você crê que está fazendo as melhores propostas para o nosso povo. Como cristãos nós queremos o melhor para o nosso povo, povo este criado a imagem e semelhança de Deus.
ANTONIO CARLOS BARRO (pastor), Londrina
''Religião e Política''
Gostaria de parabenizar o jornalista Walmor Macarini pelo seu excelente artigo publicado ontem na Folha sobre política e religião. O jornalista consegue abordar o assunto de forma clara e desprovido de qualquer preconceito. Na verdade, a questão envolvendo política e religião é muito antiga e já suscitou muita polêmica. A discussão, entretanto, tomou uma dimensão ainda maior, já que nestas eleições há um padre nesta cidade disputando um cargo público.
Não há ''pecado'' algum a Igreja participar de um processo eleitoral e orientar seus fiéis na escolha dos futuros representantes da sociedade, desde que esta o faça de modo sério, digno e dentro de parâmetros da doutrina sagrada. Da mesma forma, não significa nem de longe uma afronta a Deus o fato de um sacerdote entender que tem vocação para exercer um cargo na vida pública, principalmente se seus objetivos forem nobres.
Achar que religião não deve se envolver em política é um grande equívoco. Da mesma forma, a afirmação de que ''lugar de padre é na igreja celebrando missas'', não passa de pensamento retrógrado e reflete a falta de amadurecimento de uma sociedade. É como dizer que lugar de médico é no consultório atendendo pacientes, lugar de jogador de futebol é no campo jogando bola e lugar de gari é nas ruas catando lixo. Neste mesmo sentido e, por extensão, lugar de corruptos seria na política administrando nossas vidas... Lógico e eureka: a sociedade funcionaria ''perfeitamente'' pois cada um estaria no seu devido lugar ....
Mais importante do que ficar se atendo se o candidato é padre, pastor, médico, jornalista, comerciante ou pipoqueiro deve-se analisar o seu caráter, honestidade, projetos e competência para exercer a um cargo público.
CARLINHOS SCARAMAL BICAS (jornalista e empresário), Londrina
Deus e Igreja
Até que enfim alguém com sabedoria dissertou inteligentemente a verdade sobre religião que reflete o sentimento real de Deus. Gostaria de parabenizar o Sr. Walmor Macarini pela inspiração em colocar todas as letras para definição sobre o que é religião e o que se faz e sente, sobre o que é Deus e Igreja para cada um.
MARCOS EDIL FERRAZ DE ARRUDA, Londrina
Opinião equivocada
O autor do texto ''Religião e Política'' publicado ontem na Folha, jornalista Walmor Macarini, provavelmente não pertence a nenhuma religião, no sentido prático da palavra, e está, portanto, versando sobre algo que não conhece, expondo a população a absorver opiniões equivocadas:
1 - O autor coloca as religiões num nível meramente institucional e mundano contradizendo-se e contrapondo o que as religiões em geral, especialmente a católica à qual pertenço, têm por missão que é levar o homem ao encontro consigo mesmo e com Deus, Pai e Amor.
2 - Nesta mesma linha, defende que não há problemas em padres e pastores serem candidatos ou usarem da Igreja para conseguirem votos. Essa constitui uma das maneiras mais ferinas de usurpar o papel da Igreja no mundo, praticada geralmente por pessoas inescrupulosas e/ou frustradas com a vocação que escolheram; e
3 - Também está ignorada no texto a prática da Política que promove a vida, de forma não-partidarista, e que coloca o bem-comum acima de tudo, esta sim defendida e praticada oficialmente pela Igreja Católica e outras religiões cristãs e não cristãs.
MARCIA CAROLINE PORTELA AMARO (estudante), Londrina
Policiais criminosos
Dois investigadores da Polícia Civil de Londrina foram presos em flagrante em Maringá, tentando extorquir um comerciante local. Gostaria de saber se esses policiais pertencem à leva que veio para Londrina respondendo processos administrativos em outra cidade ou se são corruptos daqui mesmo, já que são reincidentes? Parece que o alto comando das polícias não tem interese em proteger o nome da instituição, pois protege de maneira criminosa bandidos que carregam o distintivo da polícia.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário), Londrina

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