CARTAS
Emprego e eleição
Alguns candidatos abusam, visivelmente, do poder econômico e demagógico nas campanhas eleitorais, oferecendo assistência médica, jurídica, psicológica, social, segurança policial, etc. Mas o pior é a afirmação de que vão, por meio de suas pretensiosas ações parlamentares, gerar empregos! Não se pode crer no compromisso de geração de empregos de políticos inescrupulosos que contratam seres humanos para transformá-los em ''mastros'': mastros humanos imóveis segurando fotos maquiadas e outros mastros móveis que acenam ao vento, desanimadamente, bandeiras com nomes e números perdidos, tudo, simulando uma festa popular, cujo banquete de caviares e manjares será oferecido depois, somente à casta de aproveitadores da miséria humana, ou seja, aquele emprego no futuro, prometido na campanha, será o de mastro nas próximas eleições!
E não creia, caro eleitor, que esses candidatos estejam, conforme determina a lei, contribuindo para a previdência social pela prestação de serviços daqueles infelizes trabalhadores. Todo este cenário proporcionado pelo poder econômico e demagógico é, vergonhosamente, a degradação da condição humana praticada por candidatos que alimentam a miserabilidade humana com mais miséria. Por isso, eleitor, pense bem, se um candidato é capaz de empregar seres humanos para servirem de mastros ou totens, o que ele fará depois eleito?
CÉSAR BESSA (professor), Londrina
Traje para votar
Vivemos numa época onde devemos cortar o mal pela raiz, não deixar brotar a árvore maligna para que depois não venha seus frutos unir o mal com pior. Neste momento de tantas tensões e violências, nos deparamos com tantas manipulações das leis do faz de conta. Se quisessem poderiam amenizar e evitar grande parte da violência, drogas, roubos, arrombos dos cofres, sonegações e tantas desordens e faltas de respeito vivemos nossos dias.
Acabamos de ver na Rede Globo no último domingo, algumas perguntas do eleitor a um juiz eleitoral e de que forma poderíamos nos trajar à vontade para irmos às urnas. Respondeu o juiz que até seria possível, e nada impediria que o eleitor possa, votar ''sim'' de camiseta, boné, calção estampado de seu candidato, desde que, não abra a boca''. Absurdo senhor! Respeite e dê condições de segurança de trabalho àqueles infelizes que irão servir, de mesários e manter a ordem do direito do voto.
Isto nada mais é do que soltar cabritos famintos na horta e exigir que não abra a boca. Se querem acabar com a violência, dois itens imortantes: 1º) arma de fogo somente para policiais, guardas e sentinelas mediante rigoroso treinamento junto à guarda policial, demais proibido; e 2) respeito à lei do silêncio noturno, principalmente nos finais de semana, onde quer que estejamos neste País.
Liberdade para ir até a urna em traje de propaganda é bagunça na certa!
OSMAEL CHIAVELLI PUGA, Apucarana
Sujeira que limpa
A sujeira que diariamente ouvimos sobre a política brasileira tem dois aspectos. As denúncias de roubalheiras e outras falcatruas dão sinal de que os poucos crimes já não estão ficando no anonimato e que a moralidade, embora tímida, começa ser colocada em prática. Mas, por outro lado, à medida que surgem novas denúncias, trazem junto a sensação de que estamos assimilando a corrupção à qual se torna tão popularizada, que os envolvidos em escândalo, já consideram normal terem seus nomes vulgarizados.
Quando Fernando Collor foi afastado do governo, todos achavam que daquele momento em diante a sujeira evidenciada, teria vindo para limpar a política brasileira. No entanto, muitos de nossos políticos não aprenderam a lição de casa. Prova disso são as alianças esdrúxulas que esfaimados pelo poder fazem para alcançá-lo, alianças que nossos olhos estão pré-condenados a ver em breve o toma-lá-dá-cá. Que bom seria se todos os candidatos enxergassem que certas alianças servem apenas para prendê-los a exigências e chantagens contaminando-os, dando ainda o título de co-autores de corrupção àqueles que ainda não são.
Espero que nós eleitores, neste dia 6 de outubro, possamos extirpar aqueles que só pensam em promoção pessoal e fizeram alianças tão comprometedoras. É somente neste ponto que podemos apostar de que a sujeira atual servirá para começar limpar a velha e tradicional política brasileira.
LUIZ GOMES DOS SANTOS (funcionário público estadual), São Sebastião da Amoreira
Multa injusta
A Polícia quer a gente atrople as pessoas. Aconteceu comigo. Eu estava com meu carro, na esquina das ruas Souza Naves e Pará, sinal aberto para mim, quando uma senhora ameaçou atravessar a rua. Eu já estava com parte do carro em cima da faixa de pedestres, mas obviamente parei, para não atropelar a mulher. Atrás de mim, um policial de moto me multou, por causa das rodas de meu carro parado em cima da faixa de segurança. Ele devia me cumprimentar, por eu haver evitado um acidente. Mas ao contrário, me multou. Tentei falar com o policial, e o chamei para justificar minha atitude (embora ele tenha visto), mas ele saiu correndo.
Será que devemos ver os policiais somente como pessoas que ao invés de orientar e saber analisar a situação, só existem para mostrar poder através de multas? Não gostaria de ficar novamente com esta impressão. Não acho justo. Então quero pedir em público que seja retirada essa multa.
LUCIANA COSTA FONTES, Londrina
Correção
- Ao contrário do que foi publicado na edição de ontem da Folha Esporte, o técnico Gilson Nunes não foi campeão da Copa do Brasil de 1999 pelo Juventude. O técnico da equipe gaúcha era Walmir Louruz.





