Londrina está muito diferente!
Fico indignada com a situação atual de nossa cidade. Não aguento mais ler reportagens sobre buracos nas ruas da cidade, não que a culpa seja do jornal que publica sempre a mesma coisa (pois esse é o papel da imprensa alertando os cidadãos), mas das autoridades competentes que não tomam uma providência para acabar com o problema.
Falta verba para tapar buracos, e para campanha publicitária não? É, realmente em ano eleitoral, publicidade é prioridade nas contas da prefeitura.
Que pena! O que me deixa mais indignada é que ajudei a eleger o prefeito atual, pois se considerarmos os candidatos que tínhamos na época, as opções eram poucas e me pareceu a mais viável.
Está certo que ele recebeu de presente da administração anterior uma dívida imensa, e diz ter conseguido equilibrar as contas da prefeitura, mas já que a prefeitura não está mais no vermelho, poderia investir mais em melhorias para o nosso município.
Acabou a novela do ''Monstro do lago Nedson'' e começou a novela do ''Monstro do buraco Nedson'', agora é só esperar o término torcendo por um final feliz!
JOSIANE STORTE FARIA (estudante), Londrina
Recado aos candidatos
Em época de eleição vemos de tudo pelas ruas e através dos meios de comunicação. Isso é até interessante. Um monte de gente se mobilizando pela causa nacional. Quando prestamos atenção vemos cada coisa: um candidato xingando o outro. Nos divertimos com certos movimentos extremistas. Choramos com os candidatos sensacionalistas. Analisamos as interpretações que certos candidatos têm coragem de fazer em frente a uma câmera (pior são aqueles que são descarados mesmo, corruptos e ainda pousam de bonitinhos). Tudo no... Oh! Salve, salve Brasil... Pátria Amada!
Realmente nosso querido País é muito amado pelo povo. Tudo bem que existam pessoas que não enxerguem o valor que nossa terra tem, tanto das riquezas naturais à própria complexidade cultural. Estão cegas pelo sistema imposto por certos impérios internacionais, só que isso é outra história. Mas e vocês candidatos? Como olham para nossa nação? Esse tempo não é somente para disputar quem tem mais poder, quem tem mais persuasão ou lábia, mas é um tempo para firmar os pés no chão e se ligar que se o barco virar, vai governo, vai povo, vai tudo junto! A tua mãe e teu pai... não é só os meus... teus filhos também! Não somente eu! Será que muitos de vocês estão se dando conta da responsabilidade real que tem nas mãos?
PRISCILA DIAYNE GALVÃO (estudante), Londrina
Deus, o diabo e os políticos
Os políticos paranaenses parecem que se cansaram de usar o nome de Deus. Todo comício tem uma criança no colo, um beijinho, um abraço no velhinho, um punhado de mentiras e o nome de Deus. Mas aqui no Paraná parece que esta forma está esgotada, a moda agora é usar o diabo, logo ele que estava quietinho no seu canto. Parece que a globalização chegou ao inferno e o diabo está preocupado com a concorrência e uso indevido de sua imagem, e manda um recado para todos: ''Como rei das trevas, só temo Deus e alguns políticos, pois perto deles sou um amador''.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário), Londrina
O grande dia
Aproxima-se o grande dia. Num gesto simples, promovido pela ação física dos dedos, teremos, enfim, concretizado a nossa opção eleitoral e, mais do que isso, teremos cumprido com o dever e exercido o nosso direito de votar. Mas o que faz desse acontecimento ser tão importante para estar delimitado num ''grande dia''?
Em sentido amplo, podemos dizer que a nossa vida se modifica a partir das eleições. Tudo o que acontece na sociedade passa por decisões políticas, por critérios definidos pelo poder público. Logo, queiramos ou não, o resultado das urnas dará a direção futura a todos os brasileiros.
Outro fato importante relaciona-se à liberdade que temos na hora de escolher os candidatos. Somente a pessoa no momento de digitar os números saberá em quem votar. Temos, então, a garantia suprema dos princípios democráticos: o eleitor tem a competência para julgar, discernir e realizar a sua escolha. Essa liberdade proporciona maior força ao cidadão, além de solidificar o nosso estado de direito.
Por esse prisma, a opção que fizermos torna-se fundamental para o bom desenvolvimento social com vistas à superação das maiores dificuldades do País. A escolha, uma atitude meramente pessoal, assume imediatamente uma dimensão coletiva. Após o resultado o governo será de todos.
Sendo assim, precisamos fazer do voto um gesto motivado pela consciência. Ir além dos discursos fáceis e oportunistas. Somar as contradições daqueles que estão dispostos a tudo simplesmente para alcançar o poder. E, sobretudo, evitar o voto como mecanismo de vingança ou protesto porque poderíamos estar legitimando pessoas despreparadas que, pelo estilo e pelo discurso inconstante, apresentam nitidamente a capacidade de serem piores. Portanto, tenhamos serenidade e equilíbrio para não transformarmos a data maior da nossa cidadania na razão principal das lamentações futuras.
PAULO CEZAR BASILIO (professor), Pinhão
E a corrupção?
Ainda não ouvi qualquer candidato à Presidência da República abordar, em específico, o tema da corrupção dentro do âmbito político. Juros, desemprego, segurança, FMI, e nada de propostas de combate ao desvio do dinheiro público, superfaturamento em obras, punição aos maus administradores, crimes do colarinho branco e etc. Ou o assunto não é tão relevante ou eles não querem contrariar os interesses de seus nobres colegas. Maquiavel já dizia: ''Não poderás usar de remédios violentos contra os que ali te colocaram''. Espero que um tema tão atual e necessário entre na pauta daqui a quatro anos.
HUGO PEDRA DE ALMEIDA (administrador de empresas), Londrina

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