O aluno e a redação
Todos os anos, milhares de estudantes enfrentam a difícil tarefa de entrar numa faculdade, e mais ainda, no curso de sua escolha. Esse processo, chamado de vestibular, apresenta um desafio ainda maior, a redação, tida por muitos, como a principal vilã. Em qualquer instituição de ensino superior que realiza o concurso, a produção de um texto é o elemento eliminatório, principalmente nos cursos mais disputados, sejam eles direito ou medicina.
O futuro médico precisa desenvolver um texto que agrade ao examinador, que seja claro, conciso e que sua tese seja muito bem defendida (desculpem, mas é isso que sempre nos ensinam), mesmo que no momento o aluno esteja sobre uma das maiores pressões de sua vida. Ainda que esse candidato esteja muito preparado, o total uso da linguagem só existirá, se este apresentar um dom, uma facilidade em lidar com as palavras, algo que não se adquire em qualquer escola, de forma enlatada, mas sim com a prática e a convivência.
Dessa forma, alguns vestibulares erram ao despejar sobre os alunos, qualquer tema ou indagação sem qualquer preparo. O texto deve sim ser avaliado, todavia com critérios claros e precisos, para que assim, essa fase seja encarada sem receio, mas com grande entusiasmo, pois deve ser vista como uma forma livre de o aluno, mesmo que para uma única pessoa, exercer seu direito como cidadão, o de dizer o que pensa e o que deve ser mudado.
LUIZ ANTONIO BARTELLI JUNIOR (estudante), Londrina
O espaço do cidadão
Em Maringá, como nas demais cidades brasileiras, o espaço público dos cidadãos limita-se a logradouros como as praças, os parques e as calçadas de ruas. O desenho urbanístico e viário de Maringá procurou dotá-la eficientemente desses atributos. Contudo, o crescimento da cidade não foi contemplado adequadamente com praças e parques. Atualmente verifica-se uma carência desses espaços. O cidadão assiste, cada vez mais, a redução dos espaços abertos.
Resta, então, o passeio ou a calçada de rua, onde o maringaense exerce com toda altivez a soberania da sua territorialidade. Porque na rua a soberania é dos veículos. Ao cidadão cabe a faixa de pedestre, assim mesmo, com curtíssimo espaço de tempo para usá-la.
Todavia, o espaço público dos passeios, em Maringá, não é exclusivo dos seus habitantes. Nele estão presentes os postes, as árvores, as placas de sinalização vertical, os tapumes das obras em construção, os depósitos de areia e pedra britada, quando não tijolos e telhas de construções em andamento, ''containers'' de lixo, orelhões de aparelhos telefônicos, abrigos para passageiros de circular, quiosques para os mais variados tipos de comércio. Como deprende-se, pouco espaço sobra para o cidadão.
Mas, pasmem, não bastasse isso, duas ilustres vereadoras da cidade, elaboraram um projeto de lei privatizando o público, isto é, autorizando a utilização do pouco que restou do espaço público do passeio para o comércio de bares, restaurantes e outros tipos. A questão é onde fica nossa soberania? Seguramente, segundo a proposta dessas legisladoras restrita ao nosso domicílio.
DALTON ÁUREO MORO (professor), Maringá
Desordem ou parlamentarismo?
Não sou nenhum vidente, mas a eleição presidencial deste ano será vencida por um candidato de oposição e certamente de esquerda radical. No entanto, o vencedor terá grandes dificuldades para governar sem o apoio da maioria do Congresso Nacional, que poderá ter uma maioria de opositores ao próximo governo.
Para garantir uma estabilidade política e econômica no Brasil, teremos que ter um próximo presidente nos moldes de Nelson Mandela, para alavancar os interesses nacionais, estancar a crise social, o crescimento rápido da nossa economia. O novo presidente terá de ter obrigatoriamente uma popularidade gigante, caso contrário teremos um Brasil nos moldes da Argentina. Além de já termos uma parte da Colômbia no Brasil, poderemos ter a deposição do presidente pelo Congresso Nacional, que não perderá tempo e modificará a Constituição a toque de caixa para implantar o Parlamentarismo e, certamente, teremos um primeiro-ministro chamado Fernando Henrique Cardoso, que voltará como o salvador da Pátria, mesmo que ele tenha saído do governo no fundo do poço.
NELSON CARLOS FERREIRA (servidor público estadual), Barbosa Ferraz
Contas do município
Na edição de 27/09/2002, foi publicada miniprestação de contas da Prefeitura. Louve-se a disposição do prefeito e assessores. Falou-se de futuros gastos com pavimentação. Reconhece-se essa urgência, pois salta aos olhos de qualquer cidadão que nossas ruas estão esburacadas, situação que piora a cada chuva. Além disso, outras precisam ser alargadas, caso da Rua John Dalton, pois, a despeito do intenso movimento (liga a Faria Lima à Av. Castelo Branco), parte dela é três metros mais estreita que as vias normais. A outra parte foi regularizada por iniciativa de loteamento particular. Também se lamenta a dependência do município em relação à Sanepar, quanto ao esgoto. A prefeitura não poderia assumir esse encargo, a exemplo de outros municípios administrados pelo PT, para facilitar a instalação desse serviço de primeira necessidade?
RUBENS CHIAROTI (advogado licenciado), Londrina
Feira do Sol
Quero parabenizar a Secretaria de Cultura pela Feira do Sol, localizada na praça da Concha Acústica. Tímida mas promissora. Barracas organizadas, artesãos gentis, artesanatos diversificados e boa música. Com certeza Londrina ganhou um novo ponto turísitico. Vale à pena conhecer e incentivar a arte em nossa cidade.
ROSANE ARAÚJO (escrivã da polícia), Londrina
Correção
- Fotografia publicada na página 22 da edição da Folha do último domingo, na reportagem ''Estranho caso de agressão'', é meramente ilustrativa. O episódio relatado na reportagem não ocorreu no estabelecimento de ensino mostrado na foto.

mockup