CARTAS
Paz por decreto
De 15 a 22 de setembro, Londrina movimentou-se em favor da Paz, atendendo a Lei Municipal nº 8437/02 que institui no calendário Oficial do Município a Semana da Paz. Como medida positiva em favor do assunto, a movimentação é válida, porém, é muito pouco para construir a paz que sonhamos. A paz ou a falta dela, vale uma reflexão, uma vez que leitores apontam a quantidade excessiva de notícias sobre violência sobrepondo-se às demais que aparecem diariamente nos jornais.
Além de muitas outras causas, vale ressaltar o desejo do ser humano de ter mais e ser mais e a contribuição da sociedade infinitamente consumista, levando as pessoas a se tornarem violentas, se não tem seus desejos satisfeitos. Também o medo do sofrimento e da morte como um fim, faz o ser humano viver na defensiva, cuidando exclusivamente do seu bem-estar e dos seus e se esquecendo que a humanidade é uma grande família e o planeta a nossa casa, portanto, não dá pra se fechar egoisticamente num mundo particular.
A harmonia da natureza e do ser humano constroem a paz. Esta harmonia vem da criação, vem do próprio Deus Criador. Quando nos distanciamos Daquele que nos criou e do plano para o qual nos criou, assim como quando não respeitamos o mundo feito sob medida para nós, perdemos a paz. A paz é necessária e desejada. Apesar de ser por decreto e não no concreto, diante da situação da cidade e do mundo atual, nesta semana da paz, a nossa reflexão para sua construção seja um refazer o caminho que conduz à origem da vida e buscar novamente a harmonia que Deus sonhou para nós, porque'' só de Deus vem a paz...''
ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA (professora), Londrina
Vendedor de goiabas
A indignação tomou conta mim e da população segunda-feira no centro de Londrina. Afinal, assisti a um episódio indignante que reuniu cerca de 250 pessoas tão indignadas e revoltadas quanto eu. Presenciei a deprimente cena de dois fiscais da Prefeitura abordando um vendedor de goiabas. Ele relutou em deixar que sua carrocinha fosse apreendida pelos fiscais, que começaram a tentar apreender a carroça à força gerando extrema indignação dos cidadãos que ali estavam. Alguns tentaram conversar com os fiscais para ajudar o trabalhador, que desesperado por ver suas goiabas caindo no chão, começou a puxar sua carrocinha das mãos dos fiscais. Percebendo que estavam perdendo o controle da situação, os fiscais chamaram a Polícia Militar.
Assisti dois fortes, fardados e armados policiais disputando um carrinho de goiabas com um homem que pacificamente as vendia. Como se não bastasse, presenciei a revoltante cena de mais duas viaturas se disponibilizando, em meio a tanta violência na cidade, para prender um vendedor de goiabas inofensivo à sociedade.
Vendo tal cena, me irritei juntamente com a multidão ao ver a PM prendendo e levando o pobre homem que só tentava ganhar um dinheiro honestamente. Há anos moro nesta cidade e acredito que posso falar que ajudei a construí-la, e me revoltou completamente a deprimente cena que vi. Cidadãos, trabalhadores, brigando com a polícia, que deveria se disponibilizar tão agilmente para protegê-los e não para desrespeitar, humilhar e prender um humilde cidadão. Me entristece perceber a que ponto nossa cidade chegou.
OLAVO DE SOUZA BAPTIZACO (industrial), Londrina
Secretária e estereótipo
Como estudante de Secretariado Executivo Bilíngue na UEL, escrevo para parabenizar pela publicação do texto ''Muito além das flores'' do Dr. Roberto Shinyashiki (25/09/2002). Ele mostra que é equivocada e obsoleta a imagem da secretária que apenas atende ordens, telefonemas e digita documentos. Não passamos quatro anos na universidade estudando com seriedade e dedicação apenas para isso. Lutamos para desmistificar esse estereótipo assim como faz o Dr. Roberto Shinyashiki em seu texto.
A Secretária Executiva diariamente gerencia as rotinas administrativas, busca informações para tomada de decisões, traça estratégias para conseguir os melhores resultados, administra relações entre executivos que assessora e as demais pessoas ligadas à empresa, enfim, tem um papel primordial na organização.
A importância e o crescimento do profissional de secretariado pode ser confirmada pelos diversos cursos, especializações, pós-graduações, MBAs, palestras, eventos, seminários que se avolumam pelo País. Assim, a secretária se atualiza constantemente para enfrentar as mudanças no mercado de trabalho.
Por tudo isso merecemos não só o respeito, mas também o reconhecimento dos nossos chefes e colegas. Parabéns a todas as profissionais pelo Dia da Secretária (30 de setembro).
ÉRICA CHRISTIANE NOTEL DE SOUZA (estudante), Londrina
Questão do pedágio
Sou leitor diário da coluna de Luiz Geraldo Mazza e trago esses fatos. O Beto Richa aparece em outdoors com uma estrada ao fundo. Só esqueceram de colocar o pedágio na estrada que está atrás dele. Assim, o outdoor ficaria mais realista, mostrando a verdadeira transformação que o Lerner implantou no Paraná. Aliás, a única obra realmente visível em seus 8 anos de governo. Contratos tão bons que a ''trincheira-viaduto'' do trevo de Cambé (que fica na BR-369) recém-inaugurado, trecho sob concessão da Econorte, foi feito e pago pelo Governo do Paraná e não pela concessionária, porque não estava no contrato de concessão. Essa é boa. O ônus para obras decentes, quando não para cortar grama e pintar o asfalto, é do Estado. O bônus é da concessionária!
FÁBIO CHAGAS THEOPHILO (advogado), Londrina
N.R.: Embora vários candidatos prometam mexer no tema (Requião diz que irá rescindi-los e Alvaro que cuidará de auditá-los), desatar esse nó não vai ser fácil não só porque os contratos leoninos estão aí, mas ainda porque se trata de um modelo nacional, imposto na esteira da lipoaspiração do Estado que o FMI e os modismos vigentes colocam como verdade revelada. (Luiz Geraldo Mazza)
Correção
- Diferentemente do que informou texto do ''Leia hoje'', na página 3 do Primeiro Caderno, o livro ''Os Pioneiros Anônimos'' de Manoel Faustino de Carvalho aborda a colonização de famílias portuguesas na região rural de Sertanópolis e não ''Norte Pioneiro''.





