CARTAS
Escola: ponto de drogas?
Quero parabenizar aos repórteres da Folha que em entrevista a um candidato a governador, lembraram de mencionar algumas questões referentes à escola pública: ''Hoje, temos a porta da escola como ponto de venda de drogas, o professor e o funcionalismo usando como bengala, a questão salarial, deixando de dar aulas. Como seria no seu governo?'' Louvável a preocupação da imprensa com a causa da escolar. Porém, uma ressalva de duas questões presentes na pergunta.
Deve-se ressaltar que mesmo com todo o emblema imposto por posições preconcebidas, a escola pública não é mocó. A partir da afirmação ''Hoje, temos a porta da escola como ponto de venda de drogas'' convido-os para adentrar a escola e, despidos de preconceitos, conhecerem uma outra realidade e sua heterogeneidade, ou seja, conhecer nossos alunos comprometidos e engajados com a aprendizagem.
Ou os alunos que não têm dinheiro para a compra de uniforme, que vão à escola para esperarem a única refeição diária (servida durante intervalo) ou ainda, que vão obrigados pelos pais para não perderem R$ 15,00 do auxílio Bolsa-escola. Ah! Temos também alunos envolvidos em drogas e gangues, mas esses não conseguiram transformar ''a nossa escola em ponto de venda de drogas''. São essas diferenças que devem ser respeitadas e analisadas, assim não se tem o risco de se difundir idéias baseadas no obscurantismo.
Em relação à questão salarial estamos em defasagem, mas a afirmação de que o professor ''usa como bengala a questão salarial, deixando de dar aula'' deve ser considerada equivocada, generalizante, preconceituosa, clicherizada e falsa. Sou professora, não por não ter outra coisa para fazer ou por incompetência. Sou professora, por opção (e já sabia do salário!!!), amo o que faço e ao entrar em sala de aula tenho um compromisso com o meu aluno e objetivos a serem alcançados que independem do meu salário. A defasagem salarial com certeza é um fator que influencia na qualidade do ensino, já que nos obriga a assumir a carga máxima de aulas, resultando em falta de tempo para uma aprendizagem permanente, pesquisa, preparo de materiais ou um atendimento individualizado ao aluno.
VILMA MARQUES DA SILVA (professora), Londrina
Agredecimento à PM
Dia 19 do corrente mês, estive em Londrina com meu filho para exames médicos. Retornando para Centenário do Sul, em meio a uma chuva torrencial, ao anoitecer, meu carro sofreu pane elétrica em frente ao Colégio Marista. Diante dos olhares debochados e curiosos de motoristas que passavam pelo local, sem senso de solidariedade, quando nós já não esperávamos por nenhuma ajuda, eis que surgem os soldados Farias e Vicente, que chegavam de uma ocorrência, vieram em nosso socorro com genial demonstração de proteção e amparo, como somente verdadeiros profissionais poderiam demonstrar, ajudando-nos a sanar o problema. Obrigado aos soldados e à Polícia Militar do Paraná, pelo gesto, demonstração de solidariedade e segurança que nos foram dispensados. Nos sentimos verdadeiros e honrados cidadãos paranaenses. São atitudes profissionais dessa natureza que engrandecem e dignificam toda uma classe.
ROSANGELA CAMPANA MURARI, Centenário do Sul
Elias Maluco (2)
A propósito da carta do leitor Sérgio Toreto, publicada nesta coluna em 21 do corrente, gostaria de fazer os seguintes comentários. Achei injustas as acusações feitas aos ''juízes'' e em específico, ao que concedeu liberdade a Elias Maluco quando este esteve anteriormente preso. Quero lembrar ao prezado missivista que, na verdade, juiz nenhum tem culpa pela impunidade patrocinada pela lei. Ele, o juiz, é o profissional que compete cumpri-la em todos os seus termos, sob pena de, se não o fizer, também passar a ser ''contraventor''.
Agora, suas acusações teriam melhor endereço se focassem os legisladores. Os políticos. Claro, não todos, mas grande parte deles, pois a leis são criadas e aprovadas pela maioria. Aqui está o cerne da questão. Demagogos que visualizam apenas seus interesses mais próximos, sem atentar para os resultados de seus projetos. Leis mal elaboradas, capengas, que acabam por prejudicar a sociedade. Portanto, neste oportuno momento o qual o Brasil atravessa é recomendável que saibamos escolher, cuidadosamente, os candidatos que aí estão. Não nos esquecer que os eleitos serão os verdadeiros responsáveis pelo resultados que poderão melhorar ou piorar a segurança, a economia, a paz e a tranquilidade do nosso povo.
PEDRO MORETTO, Londrina
Primavera solidária
Sustentável é a sociedade empreendedora do desenvolvimento justo e igualitário, que cria valores, hábitos e atitudes para resolver os problemas atuais e das futuras gerações. Admirável, a iniciativa da Associação dos Fabricantes de Sorvete do Paraná (Afasov) de doar, às vésperas da Primavera, a renda integral da comercialização de sorvetes aos Hospitais Erasto Gaertner e Pequeno Príncipe. Demonstração convicta e gostosa de fazer o bem, aliada à saborosa terapia de solidariedade aplicada, isto também significa responsabilidade social.
Tão apreciado pelas crianças internadas no Erasto, e por todas as crianças, o sorvete não faz mal à saúde, não é causador de nenhuma doença. Faz muito bem para todas idades o alimento à base de leite, rico em cálcio, proteína e vitamina A. Nem mesmo o frio, anterior ao Dia da Primavera, impediu o sucesso da casquinha solidária, vendida num quiosque do Wal-Mart.
Mais de 2 mil bolas foram vendidas e o dinheiro doado à pediatria oncológica dos dois hospitais. Ao presidente da Afasorv, Hélio Granotto Viero, a gratidão das crianças do Erasto, mesmo das que, por determinação médica, não puderam saborear na Primavera, o primeiro Verão, a irresistível casquinha gelada, mas divertiram-se à beça com uma Fada, aliás, a linda Fada Sorvete, quando da entrega do dinheiro da campanha do sorvete solidário à Liga Paranaense de Combate ao Câncer.
Viu como é gostoso ajudar, sem medo de pecar pela gula? Com certeza, é possível reverter a gula do primeiro Verão na mais pura responsabilidade social.
JOSÉ FIORI (Liga Paranaense de Combate ao Câncer), Curitiba
Correção
- Diferentemente do que foi publicado ontem no placar do Campeonato Brasileiro, na página 11 de Esporte da Folha, o jogo entre Atlético-PR e São Paulo terminou empatado em 1 a 1 e não em 2 a 1 para o time paranaense.





