CARTAS
Poluicão visual
Gostaria que houvesse maior respeito a nós, cidadãos londrinenses já que o excessso de gigantes bandeiras e banners com propagandas de certos candidatos nas esquinas incomodam e impedem nossa circulacão em muitos lugares da nossa cidade atrapalhando inclusive nossa passagem. Isto sem falar na abordagem que nos irrita. Vejo esta parnafenália imposta por uns candidatos que pensam ser os donos de Londrina, impõe seu poder econômico sufocando os candidatos mais fracos e constrangendo o cidadão, deixando-nos perplexos com seus gastos astronômicos. É necessária a reflexão, dar um basta nesta situação e que as autoridades eleitorais estejam atentas para que nosso processo eleitoral se torne um pouco mais democrático.
ANTÔNIO DE OLIVEIRA RIBEIRO, Londrina
Político sem memória
Eleição é um exercício democrático que reduz o desemprego, pelo menos momentaneamente. Primeiro os canditados contratam uma legião de cabos eleitorais que ficam empregados por mais ou menos dois meses. Assim que o último voto é contado eles perdem o emprego e os candidatos eleitos vão exercer o seu mandato por mais quatro anos. Nesse período, eles hibernam, esquecem das promessas de campanha, dos cabos eleitorais e, principalmente, do povo.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário), Londrina
Impunidade e revolta
Dia 14 de outubro fará dois anos que minha mãe (Maria Estela Correa Pacheco) está morta. São dois anos de angústia, perda e dor para mim e para minha família. Tudo leva a crer que ela foi assassinada. Existe um único suspeito e fortíssimos indícios contra ele, além de alguns agravantes. O pior deles talvez seja a tentativa de simular um suicídio.
Durante esses dois anos a ''Justiça'' ainda não ouviu as testemunhas do caso. A tal da audiência acaba de ser adiada pela sexta vez. Pela sexta vez, nós, que amávamos a vítima, nos sentimos ofendidos, humilhados, indignados e principalmente envergonhados. Sentimos vergonha de viver em uma sociedade como esta, onde existem leis que ''pegam'' e leis que ''não pegam''. Leis que servem para uns, mas não servem para outros. As leis não existem para fazer justiça? Que justiça? Que justiça é essa, que não é capaz de ouvir, em dois anos, meia dúzia de testemunhas? É isso que julga? É isso que defende a verdade e os direitos dos cidadãos?
Está muito claro que alguma coisa está errada. Isso é um desrespeito ao ser humano, um desrespeito à vida! Chega de impunidade! Chega de violência!
Nada trará minha mãe de volta e nem acabará com a nossa saudade. Tudo o que queremos é saber qual é o verdadeiro significado da palavra justiça.
LAILA PACHECO MENECHINO, Londrina
Ensino no Paraná
Com respeito à matéria ''Paraná não consegue ensinar alunos'' é preciso tomar atitudes. Este governo acabou com as aulas de reforço, com aulas treinamento, com o segundo grau profissionalizante e com a maioria dos cursos de magistério, com o ensino fundamental noturno e baixou o limite de idade para ingresso no ensino supletivo. Sem esquecer a desativação do Cetepar (hoje só Faxinal), acabou também com o IPE, não deixou votar o PCCS e principalmente está há 8 anos sem fazer a devida e necessária reposição salarial.
Alunos saem sem aprender, professores e funcionários sem entusiasmo, pais chamados via Globo/MEC/SEED para serem amigos da escola, como se não o fossem. Contudo, não devem substituir os professores, e muito menos se ocupar da manutenção de prédios escolares, desobrigando o poder público de suas responsabilidades. A escola é e deverá ser o lugar dos pais, mas para acompanhar o aprendizado dos seus filhos, participar da gestão escola no sentido de conhecer seus mecanismos de funcionamento, da qualidade da educação e para reivindicar junto ao governo sua responsabilidade com a educação.
Como professores e funcionários podem cumprir sua árdua tarefa de ensinar e manter a escola com seus ganhos não reajustados e, na maioria dos casos, sendo obrigados a cumprir uma jornada de trabalho muito além de suas condições?
Não podemos nos calar: professores sendo responsabilizados pelo ''não aprendizado'' dos alunos. O ofício do mestre deve ser respeitado, antes de lhe atribuir esta responsabilidade cruel, não seria o momento de Estado e Sociedade repensarem a Educação e principalmente suas responsabilidades?
Não podemos aceitar calados e no escuro. Ou nos ''acendemos'', a exemplo da ''iluminada'' luta pela não privatização da Copel, e chamamos os candidatos a se comprometerem a mudar este quadro e nós também nos comprometemos a continuar fazendo a nossa parte.
FÁTIMA FREITAS (presidente da APMF do Colégio Estadual Paulo Leminski) e FRANCISCO MANOEL DE ASSIS FRANÇA (professor e secretário da APMF), Curitiba
Sistema de ciclos
Na publicação de domingo último, a responsável pelo DEF/SEED, afirma que a responsabilidade de ensinar é do professor. Óbvio. Só que, dada a situação atual, para que o ensino seja de qualidade é preciso repensar, não só o sistema de ciclos, mas o sistema de ensino em geral.
O sistema ciclado é prejudicial tanto para o aluno quanto para o professor. Pois possibilita que o aluno não se empenhe na aquisição de conhecimentos porque ele sabe da não retenção, o que certamente vai prejudicá-lo num futuro bem próximo (faltarão pré-requisitos). Para o professor, é angustiante saber que um aluno está sendo promovido sem ter atingido os objetivos mínimos necessários, situação que poderá persistir ao longo da sua vida escolar.
Quanto à responsabilidade do professor em definir o ensino e o conteúdo, é importante observar que, face às condições atuais (salários, inclusive), a maioria dos professores tem jornada diária de oito horas, não ganha hora-atividade, as escolas não dispõem de material didático adequado e os municípios não dão condições de atualização.
MIRIAN RIBEIRO GEFUNI (professora), Figueira
Correção
Diferentemente do que foi publicado na matéria ''Entre crianças e piratas'', sobre os desfiles do Catuaí Collection, ontem na capa da Folha2, o modelo veste a marca Yachtsman e não Bunny's.





