Voto do campo

Estamos em véspera de eleições. Vamos escolher os nossos representantes nos meios administrativos de nosso país usando os requintes da democracia e a liberdade de expressão. Você escolhe com todo carinho e liberdade os seus representantes e o que a maioria decidir terá a aceitação dos demais.

Estamos ouvindo discursos e pronunciamentos os mais variados. Com fundamentos, com conhecimento, com dinâmica esperançosa, com promessas adversas, com pitadinhas demagógicas e até com dose dupla de demagogia. São os direitos democráticos.

Este momento é por demais importante para o nosso futuro profissional, social e econômico. Nós, agricultores, temos que fazer uma triagem total do comportamento político do candidato. Se realmente é um defensor dos interesses da agricultura. Se foi relator em alguma MP em benefício da classe. Como e quando deu provas disso ou se é só discurso de campanha.

A reeleição é um espelho do seu passado. Se realmente prestou serviços relevantes vamos reelegê-los. As armas de defesa da agricultura estão em nossas mãos, vamos nos unir.


MARIO ZANETTA (presidente do Sindicato Rural), Sertanópolis



Hydronorth

Instigado por matéria publicada na ''Folha de Londrina'' - edição do dia 09/09, tivemos o privilégio de conhecer os processos utilizados pela empresa Hydronorth, eleita pela revista ''Exame'' como uma das ''100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil'' .
Fomos muito bem recebido pela responsável da área de Recursos Humanos, Rosangela Serrati, que, atenciosa e pacientemente, respondeu com clareza e de forma detalhada todos os nossos questionamentos.
Percebemos que as pessoas são colocadas à frente de tudo. Primeiro as pessoas, depois as coisas. Elas são o foco central de atenção. Em ambiente como aquele no qual se procura valorizar a instância humana, o resultado não poderia ser diferente, onde informação/comunicação, conhecimento e competência, geram confiança, comprometimento e credibilidade. Parabéns por essa política inovadora na área de recursos humanos !


CLAUDINÊ DE OLIVEIRA, (Delegado Regional da Receita Estadual), Jacarezinho



Sorrisos forçados

Experimente pegar um desses mil santinhos coloridos distribuídos pelas ruas e tapar aquela boca sorridente, e preste atenção no olhar do santificado. Certeza que não tem halo, o círculo luminoso logo acima da cabeça, já que até agora nenhum deles teve o desplante de se santificar de verdade.
O olhar é frio, a testa sem traços de emoção. Na verdade, às vezes, o olhar é assustador. Agora, tape os olhos. A boca, quase sempre, está em posição de quem está falando ''xis''. Os dentes me assustam, parece que estão quase todos, prontos para a mordida. De repente, parece que a eleição é a coisa mais divertida do mundo, e que vivemos sem qualquer problema.
Cá entre nós, acho que devemos votar em quem não está dando risada, nestas horas tão difícels. Riu perde o voto. Isto não quer dizer que se deve votar nos sérios, só porque não estão rindo.
Penso que se deva votar em que se confia, e isto nada tem a ver com ser eleito. Voto é escolha serena, e deve ser honesto. Ninguém deve votar para cobrar vantagens, caso em que o eleitor é pior que o sorridente votado. Devemos votar sem medo de perder. Assim fazendo, os bons a cada pleito, acrescentarão votos ao seu nome. Não desanime os honestos, sérios, não votando só porque eles não ganham mesmo. Quando o eleitor faz isso, está avisando os honestos e sérios de verdade, que não se metam, que desistam de fazer carreira política.
A eleição nunca é desonesta. Desonesto é o eleitor que vota sem pesar o valor de seu voto, ou que vota para tirar vantagem, ou para ganhar, como se fosse partida de futebol ou de basquete. Quem deturpa o processo, claramente é o votante, que frequentemente faz parceria com o mau candidato. Quem elege votando mal, o faz sabendo que faz desonestidade, ou não percebe que está prejudicando o aparecimento de vocações de bons valores.
Todos estamos vendo as tretas, as porcentagens, os ''pedágios'' para verbas, as corretagens para os incentivos fiscais municipais. Pagando por uma luz que apaga, trazendo prejuízos que ninguém cobre, pagando ar na água, taxas de estacionamento das torneiras que não são abertas, do telefone que não foi usado, o escandaloso descontrole de preços dos combustíveis e do gás, o insultante dinheiro jogado fora com e pelos políticos sorridentes, e estas estradas, esta pobreza, a falta de emprego, os loteamentos das autarquias e mil fontes de poder, negociadas longe do eleitor, que tontamente, elege seus algozes. Fuja do sorriso. A coisa é séria demais para se rir, é mais para chorar.

LINCOLN BRASIL E SILVA (médico), Londrina

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