CARTAS
Bombeiros enlutados
Naquele 11 de setembro de 2001 que marcou a humanidade por ser um dos piores atos terroristas nos EUA, com certeza enlutou de forma drástica eternamente os nossos irmãos bombeiros, socorristas, médicos e voluntários de todo o planeta. Acompanhando, perplexo, pela TV as imagens de destruição foi impossível conter as lágrimas que insistiam em rolar sobre a face, pois sabia que muitos companheiros multiprofissionais estavam diante de uma missão complexa e de grande proporção na qual muitos não voltariam aos seus lares.
Mesmo distante fiquei angustiado e inquieto pois gostaria de estar ali, junto daquelas equipes avançando passo a passo, para o combate ao fogo, resgate e salvamento, atitudes comum em qualquer lugar do mundo. Enquanto a multidão está fugindo do perigo, os bombeiros estão enfrentando os riscos e sacrifícios para salvar o maior número de vítimas no menor tempo possível.
No sentimento profundo do pesar por todos aqueles que perderam a vida para salvar o próximo nos dá coragem para refletir e força para continuar.
Ser bombeiro é não ter nacionalidade nem fronteiras, mas ser homens comuns com propósito universal de salvar vidas, preservar os patrimônios, confiante que junto conosco estão sempre as mãos de Deus nos protegendo e amparando os nossos caminhos procurando amenizar a dor com amor incomparável, seguindo trilhas adversas de glória inexplicável.
JOÃO BARBOSA FREIRE (bombeiro), Londrina
11 de setembro
Bastante propícia a opinião do jornalista Estélio Feldman quando diz que o transcurso de 11 de setembro não provoca nenhuma reação maior aqui, pois temos muito mais problemas para tratar do que ficar filosofando sobre as tragédias. Mas, coincidência ou não 11/09 somados ao 06/08 da bomba de Hiroshima resultam em 17/17, ou seja, graças a dois primatas a História da Humanidade passou por momentos de inquietação. Espero que um terceiro não faça nenhuma bobagem no oriente médio.
PAULO KIYOSHI NISHITANI (professor), Londrina
Terror e os EUA
A tragédia na cidade de Nova Iorque naquela terça-feira 11/09/2001, mostrou apenas a ponta do iceberg do problema mundial e logicamente traduzia que algo deveria ser repensado. Para se chegar a uma atitude tão extremada, é necessária a total perda de parâmetros, de direcionamentos, de esperanças no futuro. As mais recentes notícias sobre as ações americanas contra seu inimigo oculto (o terror), trazem-nos um vídeo onde a Al-Qaeda (rede terrorista de Osama bin Laden) assume a culpa pelos atentados de 11 de setembro em Nova Iorque, e não é sem motivo que este vídeo apareça agora, perto de rememorarmos, com pesar, aquela data. O ódio ao terror precisa ser revitalizado.
Contudo os atores já assumiram feições diferentes para os americanos. Aliando-se a bin Laden está o Iraque, o Irã, os grupos islâmicos fundamentalistas, a Coréia do Norte. Infelizmente as palavras de George W. Bush, presidente americano, ainda ecoam na nossa mente: ...acabaremos com o terror, custe o que custar, dure o tempo que for e doa a quem a ele se alia.
Os fantasmas do imperialismo americano, bem mais perto do que pensamos, a Alca por exemplo, espantam qualquer tentativa de um mundo melhor.
GABRIEL EVANDRO MOREIRA NOVAES (graduado em história), Londrina
Independência do quê?
Faz 180 anos que, às margens do Rio Ipiranga, D. Pedro proferiu a célebre frase: Independência ou Morte. Será que temos em mente o que esta frase significa? Independência de que, de quem? O povo brasileiro é independente, mas para se locomover dentro de seu país depende do valor do pedágio. É independente, mas para cuidar de suas enfermidades depende do tamanho da fila. É independente, mas para transitar livremente nas ruas das grandes capitais depende da violência desmedida, da Lei do Morro. O Brasil é Independente, mas depende do FMI para fazer valer a vontade dos seus governantes, depende da Igreja, pois sem ela não teríamos sequer a noção do que significa esta tal de Alca (Área Livre de Comércio das Américas). Há 180 anos o Brasil está independente, mas independente do quê? Festejamos o quê? Festejemos sim, o nosso senso de soberania, que está ainda que enrustido, presente em todo o cidadão brasileiro. Com o patriotismo de cada um poderemos comemorar muito breve. Só depende de nós!
MIGUEL PEDRO ABUDI JÚNIOR (universitário), Campo Mourão
Dia da imprensa
Quando a imprensa comemora o seu dia, celebrando lutas e conquistas, pela livre manifestação do pensamento e da expressão, saudamos os empreendedores da comunicação, os que fazem, no labor diário, a notícia acontecer. Por mais este dia de comemorar, desde quando a imprensa fez circular seu primeiro jornal, curiosamente, nascida no exílio, sob a responsabilidade do jornalista Hipólito da Costa, manifestanmos nossa gratidão aos profissionais da comunicação, cujo sacerdócio diário, de elaborar, imprimir e disseminar a mensagem tem sido fundamental à democratização do País e ao confronto de idéias nos tempos de globalização.
Por tudo que a imprensa fez, faz e fará, mostrando os fatos, pelos negócios e empreendimentos que divulga, pela oportunidade de empregos que proporciona, pelo compromisso com a educação, a cultura, o bem comum e a verdade, nossos cumprimentos e abraços aos dirigentes e todos os profissionais da comunicação neste dia, em todos os dias, que a imprensa acontece.
DIRETORIA DO SISTEMA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ
Desarmar as mentes
Parabenizo o jornalista Walmor Macarini pela publicação da coluna espaço aberto com título Desarmar as mentes, (Folha 5/9). Fico muito feliz pela colocação que fez de um assunto difícil e tão atual. Parabéns!
RODRIGO DE ORNELLAS, Londrina





