Mudanças e escolhas para uma atitude vencedora


Neste início de novo século, vários indicadores sinalizam que o Administrador é indiscutivelmente o profissional melhor capacitado para a gestão. Atuando como um verdadeiro agente de transformação nas instituições, deixa de ser um simples administrador para tornar-se um ''Administrador-Cidadão''. Está consciente de que sua atuação é voltada para dentro e também para fora da organização.
No setor público, a Lei de Responsabilidade Fiscal dá oportunidade de mostrar o preparo de alguns poucos administradores públicos, fixando uma nova postura de transparência administrativa, eficiência e planejamento. Na gestão privada, a responsabilidade social firma-se como parâmetro de cidadania empresarial, solidificando o conceito de que uma organização deve trazer benefícios ao ser humano e à comunidade.
A alta competitividade em todos os setores deste mundo globalizado evidencia que este será o século do marketing, que permeia toda a empresa como instrumento de eficiência. Segundo o consultor Peter Drucker, em videoconferência recente, ''o profissional de hoje deve assumir duas novas responsabilidades: a responsabilidade pela informação para si e para a empresa; e a responsabilidade pelo seu próprio aprendizado contínuo''. Nesse sentido, a classe dos administradores mostra estar preparada para encarar esses desafios, adquirindo novas habilidades, novos conhecimentos, novos hábitos.
Citando o consultor Stephen Covey, ''existem três constantes na vida: a mudança, os princípios e a opção''. Princípios como honestidade, confiança, justiça e respeito desenvolvem no profissional a integridade e o caráter necessários para se adaptar às transformações de maneira criativa, encontrando as melhores soluções.
Aproveite todas as oportunidades de crescimento. Participe de workshops, profissionais ou de formação, leia e mantenha-se a par de sua profissão. Tire tempo para fazer uma contribuição em sua organização ou comunidade. A atitude vencedora é uma escolha. Colega Administrador: parabéns pelo seu dia!

GILBERTO GRIEBELER, (administrador), Londrina


ALCA e por que não?

Minha mãe me pediu para votar contra a Alca (Área Livre de Comércio das Américas). Disse-lhe que era tudo bobeira e que não adiantava. Ela me disse: ''Não, se eles vierem vão botar bombas no Amazonas!''. Não soube se ria ou chorava. Isso é coisa de alguma mente retrógrada, como aquelas que falavam que comunista comia as criançinhas, ou mentes espertalhonas que queriam manter a Arena no poder na época da ditadura. Não sou contra e nem a favor, sou a favor de negociações para que haja uma simbiose e não um parasitismo por parte dos EUA. Veja bem que o PIB (Produto Interno Bruto) do México aumentou e muito após sua entrada no Nafta e nem por isso o País foi engolido pelos EUA. Não podemos nos isolar e muito menos nos entregar. Tudo é uma questão de saber negociar.

MÁRCIO DECESAR BENASSI, Sertanópolis



Água no século XXI

O Brasil possui mais de 20% da água do mundo. Isso é um privilégio quando se considera que só 3% da água do planeta é aproveitável. Sim, porque 97% da água é salina e está nos oceanos. Mesmo quando se consideram esses 3%, eles não são imediatamente utilizáveis, porque uma grande parte dessa água está nas geleiras longínquas e em aquíferos de grande profundidade. Na verdade, a quantidade de água que pode ser usada para alimentar os seres vivos, para gerar energia e para viabilizar a agricultura é apenas 0,3%.
A água é um bem escasso em um grande número de países. O Brasil está dentro da minoria em que ela é abundante. Só a bacia amazônica é capaz de atender a todas as necessidades do Brasil por centena de anos. Com mais de 20% do total mundial, o Brasil é o primeiro colocado na quantidade de água utilizável. A ex-União Soviética vem em segundo lugar, com 11%. A China, apesar de seu imenso território e da gigantesca população, tem apenas 5,7%. O Estados Unidos, que possuem tantas riquezas têm apenas 3,8% da água do mundo. Isto posto, fica evidenciado a importância que, nossas autoridades devem ter com os nossos mananciais (realizando campanhas pedagógicas junto à população) e por conseguinte o dever imperativo que cada cidadão têm não só de preservar a água, mas principalmente o de economizar.

VALDIR DE CÓRDOVA BICUDO, Curitiba

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