Voto: arma do cidadão
Toda eleição é a mesma coisa. Políticos que não aparecem nunca, agora aparecem num passe de mágica, como anjos e salvadores da pátria. Precisamos fazer neste período um exercício de memória e recordarmos de certos políticos, como os deputados do Paraná que votaram a favor da privatização da Copel, desrespeitando o povo. E o deputado federal de nossa cidade, que entrou na Justiça, para seu nome não ser veiculado na mídia pois o mesmo é citado em diversos processos, como no caso AMA-Comurb. O voto é uma arma importante, uma soberania do cidadão, mas é preciso usá-lo com consciência. Assim teremos dias melhores.
AMILTON APARECIDO ALVES (motoboy), Londrina
Política na escola
Na vigência do regime político passado, havia no currículo escolar as matérias de Moral e Cívica (1º grau), Organização Social e Política Brasileira (2º grau) e Estudo dos Problemas Brasileiros (3º grau). É fato que as referidas disciplinas atendiam aos interesses do regime da época. Certo ou errado, nosso sistema educacional abrigava o ensino do civismo e noções básicas da política brasileira, por óbvio, de acordo com os interesses do regime que então vigorava.
Com a conquista da democracia e a consequente mudança do regime político essas matérias foram excluídas na grade curricular e não houve substituição por outras disciplinas. Não existe mais o ensino de princípios de civismo e conhecimento do nosso sistema político, nosso sistema educacional não abriga mais nenhum tipo de disciplina que verse sobre tais aspectos.
O ensino da cidadania é muito importante para a formação de novas lideranças. É claro que não se trata de uma defesa dos preceitos passados e sim a busca de novos conceitos e formas. A escola é a base para o desenvolvimento do ser humano, é o alicerce que vai sustentar o nascimento da elite intelectual de nosso País, é o berço dos futuros líderes políticos.
Daí decorre a necessidade do nosso sistema educacional abrigar em sua estrutura curricular o ensino do civismo e noções de política. Sem o nascimento de novas lideranças estaremos caminhando para o surgimento de um novo sistema político: ''a política hereditária'', onde o poder vai passando de pai para filho.
TOCHITANE MITSI, Londrina
Instrumento de Deus
Deus utiliza diversas formas ou pessoas para ajudar aqueles que Ele ama. Foi assim em meu caso quando a reportagem da Folha esteve presente na Santa Casa de Cambé, onde minha mãe padecia por falta de atendimento. Milagrosamente, a partir da reportagem, os médicos incluíram a minha mãe na lista da Central de Leitos e ela foi transferida para uma UTI do Hospital Evangélico de Londrina. Agradeço a Deus, em nome de Jesus Cristo, pela ajuda, pois minha mãe estava desde segunda-feira com quadro de derrame, mas só na quinta-feira à noite conseguiu tratamento adequado.
Fico triste porque além do desrespeito às leis do nosso País, cuja Constituição Federal diz da obrigatoriedade do Estado na saúde, vemos também a falta de amor ao próximo quando enfrentamos hospitais lotados ''sorteando'' quem terá atendimento ou não. Peço a Deus para abençoar este jornal e a repórter Janaina Hoffmann pela matéria. Obrigada.
CÉLIA REGINA CABRAL, Cambé
Exemplo de honestidade
Quero manifestar meus agradecimentos à Polícia Civil de Rolândia, na pessoa do delegado Walter Helmut Echert Júnior e seus auxiliares, pela eficiência e idoneidade como foi conduzida a operação de recuperação de nosso veículo - fusca prata - de Londrina. Nos dias de hoje em que a corrupção assola o País (vide imagens dos presídios, fuga de presos facilitadas pelas próprias autoridades, celulares, drogas, etc.), a atitude desta corporação nos enche de confiança, alegria e esperança em saber que ainda existe pessoas com competência e honestidade. Rogo a Deus que abençoe a todos os seus integrantes e familiares.
ANTÔNIO VLADIMIR SANTINI, Londrina
Nós somos livres
Caminhando pelas ruas do centro fiquei indignada quando vi duas senhoras simples e humildes segurando uma faixa, de um candidato estadual em posição de sentido. Abordei ambas, perguntando se elas não se sentiam constrangidas em contribuir para a propaganda do cidadão. Elas, como num gesto combinado, friccionaram os dedos polegar e indicador. Uma delas, então, disse:
- É dinheiro dona. Nós estamos desempregadas.
Insisti perguntando se teriam coragem de votar naquele candidato, cuja última candidatura trouxe tantos tanstornos para Londrina, e uma delas respondeu:
- Ah, dona, nos somos livres.
Entendi!
IVONE F. GONZAGA DE OLIVEIRA, Londrina
Correção
- Ao contrário do divulgado na matéria ''Agricultura acelera ritmo das montadoras'', publicada na edição de ontem da Folha Economia, o nome correto da revendedora da John Deere, em Londrina, é Horizon Comercial Agrícola Ltda, e não New Horizon, como saiu.

mockup