Horário do Comércio
  É público e notório que os nossos vereadores que são candidatos a deputado pregam em suas mensagens de propaganda a geração de empregos. Quem é que não lembra o picadeiro que fizeram no centro de Londrina como se fosse um verdadeiro circo, querendo ganhar alguns votinhos e prejudicando toda uma cidade. O comércio é tão importante para uma cidade que Ibiporã, por exemplo, se desligou de Londrina em sua liberdade de horário e passou a crescer, vender mais, melhorar a aparência social, enquanto nós aqui em Londrina passamos o sábado triste e desolado.
  Precisamos promover urgentemente o funcionamento do comércio todos os sábados do mês até as 18 horas, pois Londrina como cidade pólo tem responsabilidade deste atendimento. Já temos três lojas na área central que servem como embrião. Com liberdade de funcionar de segunda à sexta até as 19 horas e aos sábados até as 18h, elas acabaram admitindo mais duas turmas de empregados para atender o consumidor, pois é mais conveniente para o empregador a admissão de novos funcionários do que pagar horas extras que é acrescido de 50%. A essência do horário amplo é exatamente para dar empregos: ao invés de pagar horas extras, faz novas contratações que é o mais importante.
SINÉZIO SCUDELER (comerciante), Londrina
Insatisfação
  O atual governador do Paraná procura manipular de todas as formas para se manter firme e forte no poder até o fim de seu mandato. Para isso, manipula ‘‘tudo e todos’’, está levando tudo na bicaria e nada na ação concreta. Fazendo mazelas de todo tipo conseguiu uma reeleição e reeleger seu aliado político como prefeito de Curitiba e, mesmo com a cassação de aliados seus como os ex-prefeitos de Londrina e Maringá - Antonio Belinati e Jairo Gianoto -, respectivamente - ele está no poder como se não tivesse nada com esses cassados.
  Não por acaso Jaime Lerner disputa a primeira colocação entre os piores governos dos estados brasileiros, mas isto é plenamente entendível, pois ele se esqueceu do Estado que governa, foi inoperante e ainda doou instituições paranaenses que foram feitas com capital dos paranaenses como nosso Banestado.
  Quanto ao funcionalismo público, o que ele sempre fez com a maioria é uma brincadeira de mau gosto. Enfiou goela abaixo um medíocre PCCS para o quadro próprio do poder executivo onde beneficiou em seu governo menos de um por cento dos funcionários que seriam ou serão atingidos com o tal plano. Os demais, ou seja mais de noventa e nove por cento, ficarão para o próximo governo.
  Governar desta maneira é simples, pois joga para a iniciativa privada a realização daquilo que é de seu dever e para o próximo governo o dever de fazer o que ele se omitiu nos oito anos de mandato. Ainda fica com o bônus de ter realizado concurso para professor, feito PCCS, hora-atividade de vinte por cento e o próximo governo com o ônus de implantar tudo. Ele ainda pensa em eleger seu sucessor. Isto ocorrerá se der amnésia no povo paranaense.
DAVID TEIXEIRA DE SOUSA, Colorado
Incentivo à cultura
  É lamentável que o governo do Estado não incentive a cultura em nossa cidade das flôres que é nossa amada e querida Fazenda Rio Grande, vizinha de Curitiba. O povo tem direito à cultura, ao cinema, ao teatro, às exposições magníficas que são constantes nos museus da Capital e nas salas de mostras que não são poucas existentes em nossa Capital. Muitos são os con-cidadãos paranaenses que são artistas plásticos, de rua, de canção, de letras, artes cênicas, enfim não importa, a cultura precisa estar sempre na memória do passado e na arte do comtemporâneo marcando o dia-dia de nossa gente. Bendito seja o progresso cultural da gente de cada cidade.
CÉLIO BORBA, Fazenda Rio Grande
Calmaria intrigante
  Campanhas eleitorais produzem situações intrigantes. Na atual, não se ouve mais falar em invasão de terras, movimento dos sem-teto, depredação de ônibus, greves generalizadas, etc. Ou o governo FHC já resolveu todos esses problemas ou uma outra explicação temos que procurar.
CELSO MORENO BIZARRO (comerciante), Londrina
Questão agrária
  A propósito da matéria publicada na edição de 4/9 da Folha de Londrina na seção ‘‘Opinião da Folha’’ por sinal mais uma vez elogiável, tenho visto e ouvido muito pouco, dentre as promessas de campanha, relacionado às questões de reforma agrária, invasões de propriedade, que tanta polêmica e problemas causaram e, certamente, ainda causarão no nosso Estado. Gostaria que a Folha abordasse esse tema junto aos candidatos a governador, como também apresentasse as propostas a deputados estadual e federal, ligados aos produtores rurais do nosso Estado.
JOSÉ CARLOS TREVISAN (comerciante), Sarandi
Brasileiros no Japão
  Ao término das atividades referentes ao Simpósio Internacional de Direito Comparado, sobre os trabalhadores brasileiros no Japão, realizado de 29 a 31 de agosto, venho a público apresentar os agradecimentos à profª. Estela Okabayashi Fuzii, diretora do Núcleo Estudo de Cultura Japonesa da Universidade Estadual de Londrina. Ressaltamos que o evento foi concretizado graças aos esforços da professora Estela que fez o possível para que o evento, em conjunto com o Instituto de Direito Comparado Brasil-Japão (IDCB) e outras entidades, pudesse ser realizado em Londrina, com a organização, o apoio logístico, a liderança conquistada pela professora em seus longos anos de trabalho acadêmico, social e cultural.
SERGIO KATSUO MIZUNO (diretor regional do Intercâmbio Japão-Brasil), Londrina

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